.07/01 – Coragem, sou eu! Não tenhais medo!

.07/01 – Coragem, sou eu! Não tenhais medo!

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026.

 

Evangelho (Mc 6,45-52)

 

“Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”

 

Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

 

Reflexão

 

Quando a gente lê o Evangelho de hoje, temos a sensação de que o protagonista principal da Evangelização é Jesus e nãos os seus discípulos. Mas se olharmos as nossas igrejas e as nossas comunidades, a gente poderia ter outra percepção: parece que o protagonista somos nós e não Jesus. Parece que tudo somos nós que fazemos e que Jesus está no canto esperando os resultados. O Evangelho de hoje é justamente importante para percebermos que as coisas se desenvolvem de uma outra maneira. No Evangelho a gente vê que é Jesus quem faz o milagre da multiplicação, é Ele que reúne a multidão, é Ele quem reza. Isto nos devia libertar de cada uma de nossas ânsias, que muitas vezes nos adoenta nos nossos projetos pastorais e nos nossos afazeres cotidianos. Devemos aprender a relativizarmos, a nos colocarmos no nosso devido lugar, e a destronizar-nos de um protagonismo exagerado. Sobretudo porque depois chega sempre o tempo no qual nos encontramos na mesma situação incomoda dos discípulos, e também aí devemos saber como afrontar tudo isso. Nos momentos de cansaço, toda a nossa atenção está concentrada sobre o esforço que fazemos e não sobre a certeza de que Jesus não permanece indiferente diante do nosso cansaço. Isso é tão verdadeiro que possuímos os olhos excessivamente fixados sobre a nossa fadiga que, quando Jesus decide de intervir, a nossa reação não é de gratidão, mas de espanto porque com a boca dizemos que Jesus nos ama, quando fazemos a experiência deste amor, permanecemos assombrados, maravilhados, perturbados, como se fosse uma coisa estranha. Agora temos ainda necessidade d’Ele para que nos libere também desta dificuldade: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”.

Pe. Paulo Eduardo Jácomo, SDB

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