15/08 – Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?

15/08 – Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?

Segunda-feira, 15 de agosto de 2022.

 

Evangelho (Mt 19,16-22)

 

“Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?”

 

Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”. 20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

 

Reflexão

 

Estamos todos em dívida com o jovem rico do Evangelho de hoje. Lhe somos devedores porque ele tem a capacidade de ir até o coração da vida com um questionamento que não divaga, ele vai direto ao ponto de uma questão muito séria: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?”; que melhor traduzindo seria: “O que devo fazer para ser feliz?” . Jesus não se deixa comover por tal questionamento. Ele sabe que quem deseja ser feliz, nunca faz tudo o que é possível para isso. Cumprir os mandamentos significa fazer tudo o possível com as próprias forças. Nós gostamos da felicidade, mas quase sempre não gostamos do trabalho que devemos fazer para sermos felizes. Mas este jovem do Evangelho em questão atinge Jesus, ele é um que sempre praticou os mandamentos. Ele não é alguém que faz somente propósitos, mas ele se empenha. E o jovem lhe disse: “Que ainda me falta?”. “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Eis o que falta: uma decisão que valha toda a vida. Falta uma liberdade que decida seriamente pelo vale realmente a pena viver. É difícil ser feliz quando só se deseja ter ordem somente a própria vida. Não basta um pedido para ser feliz, é preciso um motivo pelo qual a vida vale ser vivida. Depois de temor feito todo o possível a única coisa que pode nos fazer feliz é livrarmo-nos de tudo aquilo que nos impede de sermos felizes. Nós buscamos “possuir” porque isso nos dá segurança, no entanto, a posse é o motivo que nos impede de sermos felizes. Mas nem mesmo este jovem é capaz de tanto sozinho. Ele não consegue compreender que não é jamais o verbo “haver” o verbo que mais corresponde à felicidade, mas o verbo “dar”. Felizes são aqueles que descobriram o verdadeiro dom de si. Mas para aprender este dom precisamos deixar tudo o que até agora pensávamos ser a nossa riqueza.

 

Pe. Paulo Eduardo Jácomo, SDB.

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