13/12 – Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras.

13/12 – Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras.

Sexta-feira, 13 de dezembro de 2024.

 

Evangelho (Mt 11,16-19)

 

“Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”

 

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16“Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: 17‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ 18Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. 19Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”.

 

Reflexão

 

A alusão que Jesus faz no Evangelho de hoje é um jogo que as crianças costumavam brincar nas praças no tempo de Jesus. O jogo era simples e mirava as duas grandes situações da vida: o casamento e o funeral. Se enquanto encenavam o casamento os companheiros chorassem, estragavam o jogo, assim que, quando encenavam o funeral, respondiam rindo. Por fim, acabavam brigando. A comparação é eficaz, pois Jesus está fazendo alusão a João Batista e a ele mesmo: “Veio João que não come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. A metodologia de João é aquela de colocar em discussão a falsa alegria do mundo ajudando as pessoas a entenderem que certo estilo de vida esconde sempre uma morte como pano de fundo. Isto nós sabemos bem, que no belo meio de vida que aparentemente não falta nada, crescem sentimentos de angustia e insatisfação que não raramente se transformam em desejos de morte. É a aparência do mundo que enche o ventre e deixa o coração vazio. João denuncia a alta voz tudo isto, e muitos de seus contemporâneos, para não o tomar a sério, o acusam de ser um demônio, um estraga prazer. Jesus tem uma metodologia um pouco diferente, e anuncia uma alegria de vida que é maior do que qualquer tristeza, de qualquer angustia, de qualquer ferida, no entanto, algumas vezes somos tão apegados à nossa dor e ao que nos faz mal, que preferimos ser críticos também com quem nos oferece a possibilidade de sair desta situação, quem sabe taxando-o de não ter entendido o quando a vida é séria.

Pe. Paulo Eduardo Jácomo, SDB.

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