.24/01 – E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer.

.24/01 – E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer.

Sábado, 24 de janeiro de 2026.

 

Evangelho (Mc 3,20-21)

“E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer”

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

 

Reflexão

Tratando dos inícios da missão de Jesus, o evangelho de hoje deixa claro que não foi uma missão tão fácil. Aliás, o evangelista Marcos sublinha os aspectos difíceis dessa missão. Com tudo o que ele falou e fez, raras vezes se apresenta nas páginas evangélicas o conhecimento da identidade profunda de Jesus. Ela passa despercebida às multidões que procuravam Jesus pelas suas prodigiosas curas. Os próprios discípulos ficam longe de entender quem Ele é. O evangelho de hoje apresenta os seus parentes que vêm para tomar conta dele e levá-lo porque diziam que não estava no seu juízo perfeito. Isso não deixa de ser doloroso para Jesus. É a dura sina dos profetas: viver na mais profunda solidão e incompreensão, até ser taxado de doido até pelos seus. A este julgamento depreciativo somar-se-á o dos escribas vindos de Jerusalém que diagnosticam que Jesus está endemoninhado. Esta incompreensão generalizada que Jesus sofreu no seu tempo, alerta-nos sobre o perigo de incompreensão atual de Cristo. Nos extremos estão a rejeição ou indiferença de muitos e o seguimento incondicional de outros; e no meio, a grande massa cujas as motivações religiosas são equivocas, ou imaturas. Por tudo isso, o verdadeiro cristão sofrerá também incompreensões, terá que remoer muitas vezes em silêncio o peso da sua fé e verá a sua esperança sujeita à prova. Os cristãos que levam a sério o evangelho, os santos de todos os tempos, têm que ouvir as mesmas incompreensões que Jesus sofreu. Para crer em Cristo e para o seguir tão profundamente, não há caminho mais direto, fácil e curto que o amor, porque é o amor que descobre os secretos valores de uma pessoa.

Pe. Paulo Eduardo Jácomo, SDB

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