29/07 – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.

29/07 – Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.

Sexta-feira, 29 de julho de 2022.

 

Evangelho (Jo 11,19-17)

 

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.”

 

Naquele tempo, 19muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

 

Reflexão

 

Papa Francisco desejou que a festa de hoje fosse dedicada aos três irmãos de Betânia. Tal atitude é profética e significativa. Profética porque parece querer nos dizer que não nos fazemos santos sozinhos; significativa porque Marta, Maria e Lázaro na realidade parecem três facetas que cada um de nós carrega dentro de si. O Evangelho de João que conta o diálogo entre as irmãs Marta e Maria com Jesus testemunha muitas coisas. Antes de tudo mais uma vez é Marta a tomar a iniciativa: “Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa”. Nos tempos difíceis precisamos reagir de qualquer modo. Marta, retratada como uma mulher atarefada, parece ao invés aquela que nos ensina a não permanecermos em casa fechados na dor e a colocarmo-nos ao invés, a caminho em direção ao Senhor. As pessoas práticas são privilegiadas quando sofrem, porque usam de seus afazeres para não se afogarem na angustia. Mas não basta isto para nos recompormos, precisamos estar dispostos a corrigir as nossas perspectivas: “Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. A fé que Marta manifesta diante de Jesus parece feita de informações justas, mas desligadas da vida, com a realidade que está vivendo. Ela crê em algo, mas pensa que tudo acontecerá em um dia futuro. Também nós muitas vezes pensamos que as promessas de Jesus são para o futuro e não nos damos conta que aquilo que esperamos já está acontecendo, já começou no agora da nossa vida. Crer é justamente estar ligado ao presente e não a um passado que nos aprisiona ou a um futuro que nos aliena. Esta fé restituirá Lázaro a vida e Marta e Maria a realidade, uma liberta da ânsia do futuro e a outro ao peso do passado.

 

Pe. Paulo Eduardo Jácomo, SDB.

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