Se eu pudesse renascer

 

SE EU PUDESSE RENASCER

 

Alguém perguntou um dia à humorista americana, Erma Bombeck: “Se você pudesse renascer, você viveria a sua vida de maneira diferente?” Num primeiro momento ela respondeu “não”, mas depois pensou um pouco e disse…

“Podendo reviver a minha vida, haverei de falar menos e escutar mais”.

Não renunciarei em convidar para o jantar meus amigos somente porque o meu tapete tivesse qualquer mancha.

Haverei de comer pãezinhos farelentos na sala principal e me preocuparei muito menos com a sujeira que faz a lareira acesa.

Haveria de encontrar tempo para escutar o meu avô quando ele contasse suas histórias do passado.

Não desejaria jamais, em dia de calor, que as janelas do carro fossem fechadas, somente porque tinha apenas feito o penteado.

Haveria de deitar sobre a relva com as crianças sem me preocupar em sujar o meu vestido.

Haveria de chorar e rir menos assistindo a televisão e choraria e riria mais observando a vida.

Haveria de condividir mais as responsabilidades com o meu marido.

Me deitaria quando estivesse doente, ao invés de febrilmente ir ao trabalho, como se sem a minha presença no escritório, o mundo pararia.

Ao invés de não ver a hora que terminar os nove meses de gravidez, haveria de amar cada instante consciente do fato que a coisa estupenda que vivia dentro de mim era a minha única ocasião de colaborar com Deus na realização de um milagre.

Ao meu filho quando me beijasse, não haveria de dizer: “está bem, basta, basta!”… Vá se lavar, pois o jantar está pronto”.

Haverei de dizer mais vezes; “Te quero bem” e menos: “Me desculpe”… Mas, sobretudo, podendo recomeçar tudo do início, me apoderaria de cada minuto… o observaria até vê-lo verdadeiramente…, o viveria… e não o restituiria mais.

“Cada instante que Deus te dá é um tesouro imenso. Não o jogue fora. Não corra sempre, de quem sabe qualquer amanhã. Viva o melhor que possa, pense melhor que possa e faça o teu melhor hoje. Porque o hoje será logo amanhã e o amanhã será logo o eterno”. (Adolph P. Gouthey)

 

FERRERO, Bruno. Il Canto del grillo, Ed. Elledici, Torino- IT, 13ª. Ristampa, 2010. (Tradução: Pe. Paulo E. Jácomo, sdb).

 

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