{"id":1665,"date":"2021-05-28T15:08:07","date_gmt":"2021-05-28T15:08:07","guid":{"rendered":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/?p=1665"},"modified":"2021-09-01T11:13:24","modified_gmt":"2021-09-01T11:13:24","slug":"retiro-espiritual-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/retiro-espiritual-junho\/","title":{"rendered":"Retiro Espiritual &#8211; Junho"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/2021\/04\/29\/como-fazer-o-retiro-espiritual\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1109 aligncenter\" src=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png 768w, https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1-300x69.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RETIRO DO M\u00caS DE JUNHO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Eucaristia, alimento e rem\u00e9dio de nossa alma<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Este roteiro \u00e9 um guia, \u00e9 uma ajuda para fazer por tua co0nta o retiro mensal, ali onde voc\u00ea se encontra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cNa Eucaristia se comunica o amor de Deus por n\u00f3s: um amor t\u00e3o grande que nos alimenta com o Seu pr\u00f3prio ser; amor gratuito, sempre dispon\u00edvel a cada pessoa com fome e necessitada de revigorar suas for\u00e7as. Viver a experi\u00eancia da f\u00e9 significa deixar-se nutrir pelo Senhor e construir a pr\u00f3pria exist\u00eancia n\u00e3o sobre bens materiais, mas sobre a realidade que n\u00e3o perece: os dons de Deus, a Sua Palavra e Seu Corpo\u201d. <\/em>(Papa Francisco)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este \u00e9 o nosso segundo Retiro. Como j\u00e1 foi divulgado no retiro anterior, todos os meses estaremos disponibilizando atrav\u00e9s do site do UniSalesiano Ara\u00e7atuba, o roteiro para quem desejar fazer um retiro espiritual. As orienta\u00e7\u00f5es para se fazer bem o retiro tamb\u00e9m est\u00e3o no site. No m\u00eas de maio o tema proposto foi \u201cMaria, Templo do Esp\u00edrito Santo, raz\u00e3o da nossa alegria\u201d, visto que celebramos o m\u00eas de maio como o m\u00eas onde intensificamos nossas homenagens \u00e0 M\u00e3e de Deus e nossa. Este m\u00eas gostaria de propor como tema a ser refletido: \u201cA Eucaristia, alimento e rem\u00e9dio de nossa alma\u201d. A escolha do tema se deve ao fato de que no m\u00eas de junho n\u00f3s celebramos a Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo. A origem da comemora\u00e7\u00e3o dessa solenidade remonta ao s\u00e9culo XIII, oficialmente em 1264, durante o pontificado de papa Urbano IV (papa da Igreja de 1261 a 1264).\u00a0 Na quinta-feira, ap\u00f3s a solenidade da Sant\u00edssima Trindade, a Igreja celebra devotamente a solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo, festa comumente chamada de Corpus Christi.<\/p>\n<p>O que nos motiva liturgicamente para tal festa \u00e9 o louvor merecido \u00e0 Eucaristia, fonte de vida da Igreja. Desde o princ\u00edpio de sua hist\u00f3ria, a Igreja devota \u00e0 Eucaristia um zelo especial, pois reconhece neste sinal sacramental o pr\u00f3prio Jesus, que continua presente, vivo e atuante em meio \u00e0s comunidades crist\u00e3s. Ent\u00e3o, celebrar Corpus Christi significa fazer mem\u00f3ria solene da entrega que Jesus fez de sua pr\u00f3pria carne e sangue, para a vida da Igreja, e comprometer-nos com a miss\u00e3o de levar esta Boa Nova para todas as pessoas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta breve introdu\u00e7\u00e3o, convido voc\u00ea a colocar-se em sil\u00eancio, concentrar-se e com f\u00e9 invocar a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 o Esp\u00edrito quem nos recorda o que Jesus nos revelou atrav\u00e9s da Sua Palavra. Pe\u00e7amos ao Esp\u00edrito que oriente a nossa intelig\u00eancia e o nosso cora\u00e7\u00e3o a abrirem-se para as coisas que Deus nos quer falar neste seu retiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezemos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Santo Esp\u00edrito de Deus, vinde sobre mim, sobre minha casa e sobre todos n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p><em>Que a Vossa Luz Divina nos ilumine, retirando de n\u00f3s toda a raiva e toda a escurid\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>V\u00f3s, que sois a alma da Igreja, vinde e renovai, a fim de que ela seja sempre testemunha do Teu Reino de Amor. Vossa for\u00e7a nos ajude\u00a0 nos momentos em que a fraqueza quiser ocupar espa\u00e7o em nossas vidas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, que em Pentecostes manifestastes o poder de Deus, derramai sobre n\u00f3s os vossos dons. Ajudai-nos a viver a Paz do Senhor nos seus caminhos e permanecei conosco.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Santo Esp\u00edrito Criador, criai em n\u00f3s um amor grande e forte ao Pai <\/em><\/p>\n<p><em>e que nada possa apagar essa chama.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito da verdade, manifestai em n\u00f3s o desejo de conhecer,<\/em><\/p>\n<p><em>propagar e viver a Palavra do Senhor. <\/em><\/p>\n<p><em>Que ela cres\u00e7a em nosso cora\u00e7\u00e3o e d\u00ea muitos frutos!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, guia-nos sempre<\/em><\/p>\n<p><em>e nunca vos distancie de n\u00f3s. Am\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o I: \u201cA Eucaristia, alimento e rem\u00e9dio de nossa alma\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MINHA CARNE PARA A VIDA DO MUNDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>\u00a0CONCORP\u00d3REOS E CONSANGU\u00cdNEOS COM CRISTO<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O ALIMENTO DAS TESTEMUNHAS<\/strong><\/p>\n<p>Quando fui<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> preso em 1975, um angustioso questionamento se apoderou de mim: \u201cpoderei ainda celebrar a Eucaristia?\u201d foi a mesma perguntar que mais tarde os fi\u00e9is me fizeram. De fato, logo que me viram, perguntaram-me: \u201cMas, o senhor p\u00f4de celebrar a santa missa?\u201d<\/p>\n<p>No momento em que tudo veio a faltar, a Eucaristia passou a ocupar o primeiro lugar em meus pensamentos: o P\u00e3o da vida. \u201cQuem comer deste p\u00e3o viver\u00e1 eternamente. O p\u00e3o que eu darei \u00e9 a minha carne para a vida do mundo\u201d(Jo 6,51).<\/p>\n<p>Quantas vezes recordei-me da express\u00e3o dos m\u00e1rtires de Abitinas (s\u00e9c. IV), os quais disseram: \u201cn\u00e3o podemos viver sem a Ceia do Senhor!\u201d (cf. Jo\u00e3o Paulo II, 1998\u00aa, n. 46).<\/p>\n<p>Em todas as \u00e9pocas, especialmente em tempos de persegui\u00e7\u00e3o, a Eucaristia foi sempre o segredo da vida dos crist\u00e3os: o alimento das testemunhas, o p\u00e3o da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Eus\u00e9bio de Cesar\u00e9ia recorda que os crist\u00e3os n\u00e3o deixavam de celebrar a Eucaristia nem mesmo durante as persegui\u00e7\u00f5es: \u201cTodo lugar onde se sofria tornava-se para n\u00f3s um lugar para celebrar [&#8230;] podia ser um campo, um deserto, um navio, um alojamento, uma pris\u00e3o\u201d (Eus\u00e9bio de Cesar\u00e9ia, [s.d], VII, 22,4; PG 20, 687-688). O martirol\u00f3gico do S\u00e9culo XX est\u00e1 repleto de comoventes hist\u00f3rias de celebra\u00e7\u00f5es clandestinas da Eucaristia em campos de concentra\u00e7\u00e3o. <strong>Porque sem a Eucaristia n\u00e3o podemos viver a vida de Deus!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cEM MEM\u00d3RIA DE MIM\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima Ceia, Jesus vive o auge de sua aventura aqui na terra: a m\u00e1xima doa\u00e7\u00e3o, no amor para com o Pai e para conosco, expressa em seu sacrif\u00edcio, que ele antecipa dando-nos o seu Corpo e derramando o seu Sangue.<\/p>\n<p>\u00c9 deste momento culminante \u2013 e n\u00e3o e um outro, embora espl\u00eandido e incomensur\u00e1vel, como a Transfigura\u00e7\u00e3o ou um de seus milagres \u2013 que Jesus nos deixa o memorial. Isto \u00e9, deixa para a Igreja o memorial-presen\u00e7a daquele momento supremo do amor e da dor na cruz, que o Pai torna perene e glorioso com a ressurei\u00e7\u00e3o. Para viver dele, para viver e morrer como ele.<\/p>\n<p>Jesus deseja que a Igreja celebre a sua mem\u00f3ria e viva os seus sentimentos e as consequ\u00eancias disso por meio de sua presen\u00e7a viva: \u201cFazei isto em mem\u00f3ria de mim\u201d (1Cor 11,24).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Permitam-me falar novamente de minha vida. Quando fui preso, tive de ir de imediato e de m\u00e3os vazias. No dia seguinte deixaram-me escrever para casa, pedindo as coisas mais urgentes: roupas, pasta de dente&#8230; Escrevi tamb\u00e9m: \u201cPor favor, mandem-me um pouco de vinho, como rem\u00e9dio para minhas dores de est\u00f4mago\u201d. Os fi\u00e9is logo entenderam para que seria.<\/p>\n<p>Mandaram-me um frasco de vinho para missa, com a seguinte etiqueta: \u201cRem\u00e9dio para dores de est\u00f4mago\u201d, e algumas h\u00f3stias escondidas numa tocha para proteger contra a umidade.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia me perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; O senhor sente dores de est\u00f4mago?<\/p>\n<p>&#8211; Sinto.<\/p>\n<p>&#8211; Aqui est\u00e1 um pouco de rem\u00e9dio para o senhor.<\/p>\n<p>A minha alegria naquele instante foi inexprim\u00edvel: todos os dias, com tr\u00eas gostas de vinho e uma gota d\u2019\u00e1gua na palma da m\u00e3o, celebrava a missa: eis o meu altar e a minha catedral! Era aut\u00eantico rem\u00e9dio para o corpo e para a alma: \u201cRem\u00e9dio da imoralidade, ant\u00eddoto para n\u00e3o morrer, mas para ter sempre a vida em Jesus\u201d, como diz In\u00e1cio de Antioquia (PA, pp.230-231).<\/p>\n<p>Todas as vezes tinha a oportunidade de estender as m\u00e3os e pregar-me na cruz de Jesus, de beber com ele o c\u00e1lice mais amargo. Todos os dias, ao recitar as palavras da consagra\u00e7\u00e3o, confirmava com todo o cora\u00e7\u00e3o e com toda a alma um novo pacto, um pacto eterno entre mim e Jesus, mediante o seu sangue misturado com o meu. Foram as mais belas missas da minha vida!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>QUEM COME A MINHA CARNE VIVER\u00c1 POR MIM<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, durante anos, nutri-me do p\u00e3o da vida e do c\u00e1lice da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 do nosso conhecimento que os aspectos sacramentais da comida, que nutre, e da bebida, que fortifica, recorda-nos a vida que Cristo nos doa e a transforma\u00e7\u00e3o que ele realiza: \u201cO efeito t\u00edpico da Eucaristia \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o que ele realiza: em Cristo\u201d (cf. Santo Tom\u00e1s, IV Sent. D 12, q. 2 a 1, p. 307), afirmam os Santos Padres da Igreja. Le\u00e3o Magno comenta a este respeito: \u201cA participa\u00e7\u00e3o do corpo e do sangue de Cristo n\u00e3o faz outra sen\u00e3o transformar-nos no alimento que tomamos\u201d (cf. Serm. 63,7 e LG, 26). Agostinho p\u00f5e na boca de Jesus estas palavras: \u201cN\u00e3o \u00e9s tu que me transformar\u00e1s em ti, como se d\u00e1 com o alimento da tua carne, mas tu ser\u00e1s transformado em mim\u201d (Agostinho, [s.d], VII, 10). Por meio da Eucaristia, n\u00f3s nos tornamos \u2013 como afirma Cirilo de Jerusal\u00e9m \u2013 \u201cconcorp\u00f3reos e consangu\u00edneos com Cristo\u201d (PG 33, 1 100). Jesus vive em n\u00f3s, e n\u00f3s nele, em uma esp\u00e9cie de \u201csimbiose\u201d e de m\u00fatua iman\u00eancia: ele vive em mim, permanece em mim, age por meio de mim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A EUCARISTIA NO \u201cCAMPO DE REEDUCA\u00c7\u00c3O\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desse modo, eu sentia, na pris\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o de Cristo bater no meu cora\u00e7\u00e3o. Percebia que a minha vida era a sua vida e a sua era a minha.<\/p>\n<p>A Eucaristia tornara-se para mim e para os outros que eram crist\u00e3os uma presen\u00e7a escondida, mas que nos dava coragem em meio \u00e0s in\u00fameras dificuldades. Jesus na Eucaristia era adorado clandestinamente pelos crist\u00e3os que viviam comigo, assim como aconteceu muitas vezes nos campos de concentra\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>No \u201ccampo de reeduca\u00e7\u00e3o\u201d, est\u00e1vamos divididos em grupos de cinquenta pessoas; dorm\u00edamos sob o mesmo teto, onde cada um ocupava o espa\u00e7o de 50cm. Conseguimos fazer com que estivessem sempre comigo cinco cat\u00f3licos. \u00c0s 21h30 era obrigat\u00f3rio apagar a luz, e todos dev\u00edamos dormir. Nesse momento, eu me curvava sobre a cama para celebrar a missa, recitando tudo de cor, e em seguida distribu\u00eda a comunh\u00e3o passando a m\u00e3o por baixo do mosquiteiro. Chegamos at\u00e9 mesmo a fabricar saquinho com o papel dos pacotes de cigarros vazios, para guardar o Sant\u00edssimo Sacramento e lev\u00e1-lo aos demais. Jesus Eucar\u00edstico estava sempre comigo no bolso da camisa.<\/p>\n<p>Toda semana havia uma sess\u00e3o de doutrina\u00e7\u00e3o \u00e0 qual todos deviam participar. Na hora do intervalo, com os meus companheiros cat\u00f3licos aproveit\u00e1vamos para passar um saquinho a cada um dos outros quatro grupos de prisioneiros: todos sabiam que Jesus estava em meio a eles. Durante a noite, os prisioneiros se alternavam fazendo turnos de adora\u00e7\u00e3o. Jesus Eucar\u00edstico era uma ajuda inimagin\u00e1vel com a sua presen\u00e7a silenciosa: muitos crist\u00e3os voltavam a ser fervorosos na f\u00e9. O seu testemunho de servi\u00e7o e de amor provocava um impacto cada vez mais forte nos demais prisioneiros. A for\u00e7a do amor de Jesus era irresist\u00edvel.<\/p>\n<p>Assim a obscuridade do c\u00e1rcere tornou-se luz pascal, e a semente germinou debaixo da terra, durante a tempestade. A pris\u00e3o transformou-se em escola de catecismo. Os cat\u00f3licos batizaram os seus companheiros, sendo seus pr\u00f3prios padrinhos.<\/p>\n<p>Ao todo foram aprisionados cerca de trezentos sacerdotes. A presen\u00e7a deles nos diversos campos de concentra\u00e7\u00e3o foi providencial n\u00e3o apenas para os cat\u00f3licos, mas tornou-se tamb\u00e9m ocasi\u00e3o para um prolongado di\u00e1logo inter-religioso, que gerou compreens\u00e3o e amizade entre todos.<\/p>\n<p>Desse modo Jesus tornou-se \u2013 como dizia santa Tereza d\u2019Avila \u2013 o verdadeiro \u201ccompanheiro nosso no Sant\u00edssimo Sacramento\u201d (Teresa de Jesus, 1946, cap. 22, n. 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>UM S\u00d3 P\u00c3O, UM S\u00d3 CORPO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E Jesus nos fez ser Igreja.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 que h\u00e1 um \u00fanico p\u00e3o, n\u00f3s, embora muito somos um s\u00f3 corpo, visto que todos participamos desse \u00fanico p\u00e3o\u201d (1Cor 10,17). Eis a eucaristia que faz a igreja: o Corpo Eucar\u00edstico que nos faz Corpo de Cristo. Ou, ent\u00e3o, com a express\u00e3o de Jo\u00e3o evangelista: todos somos uma \u00fanica vinha, com a linfa vital do Esp\u00edrito que circula em cada um e em todos (cf. Jo 15).<\/p>\n<p>Sim, a Eucaristia nos faz uma s\u00f3 coisa em Cristo. Cirilo de Alexandria recorda:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para nos incorporar na unidade com Deus e entre n\u00f3s, e para nos amalgamar uns com os outros, o Filho Unig\u00eanito [&#8230;] inventou um meio maravilhoso: por meio de um s\u00f3 corpo, o seu, ele santifica os fi\u00e9is na m\u00edstica comunh\u00e3o, tornando-os concorp\u00f3resos consigo e entre eles. (Cirilo de Alexandria, <em>In Ioannes Evangelium<\/em>, 11,11; PG 74, 560)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somos uma s\u00f3 coisa: aquele <em>um<\/em> que se ata na participa\u00e7\u00e3o da Eucaristia. O Ressuscitado nos faz ser um com ele e com o Pai, no Esp\u00edrito. Na unidade realizada pela Eucaristia e vivida no amor rec\u00edproco, Cristo apodera-se do destino dos homens, conduzindo-os para sua verdadeira meta: um s\u00f3 Pai e todos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o II: Homilia do Papa Em\u00e9rito Bento XVI<\/strong><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o<\/p>\n<p>Quinta-feira, 23 de Junho de 2011<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A festa do Corpus Christi \u00e9 insepar\u00e1vel da Quinta-Feira Santa, da Missa in Caena Domini, na qual se celebra solenemente a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia. Enquanto na tarde de Quinta-Feira Santa se revive o mist\u00e9rio de Cristo que se oferece a n\u00f3s no p\u00e3o partido e no vinho derramado, hoje, na celebra\u00e7\u00e3o do Corpus Christi, este mesmo mist\u00e9rio \u00e9 proposto \u00e0 adora\u00e7\u00e3o e \u00e0 medita\u00e7\u00e3o do Povo de Deus, e o Sant\u00edssimo Sacramento \u00e9 levado em prociss\u00e3o pelas estradas das cidades e das aldeias, para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de n\u00f3s e nos guia para o Reino do c\u00e9u. O que Jesus nos doou na intimidade do Cen\u00e1culo, hoje manifestamo-lo abertamente, porque o amor de Cristo n\u00e3o est\u00e1 destinado a alguns, mas a todos. Na Missa in Caena Domini da passada Quinta-Feira Santa ressaltei que na Eucaristia se realiza a transforma\u00e7\u00e3o dos dons desta terra \u2014 o p\u00e3o e o vinho \u2014 finalizada a transformar a nossa vida e a inaugurar assim a transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Esta tarde gostaria de retomar esta perspectiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poder-se-ia dizer que tudo parte do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, que na \u00daltima Ceia, na vig\u00edlia da sua paix\u00e3o, agradeceu e louvou a Deus e, deste modo, com o poder do seu amor, transformou o sentido da morte que se estava a aproximar. O facto que o Sacramento do altar tenha assumido o nome \u00abEucaristia\u00bb \u2014 \u00aba\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u00bb \u2014 expressa precisamente isto: que a transforma\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia do p\u00e3o e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo \u00e9 fruto do dom que Cristo fez de si mesmo, dom de um amor mais forte do que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos. Eis por que a Eucaristia \u00e9 alimento de vida eterna, P\u00e3o da vida. Do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, da sua \u00abora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica\u00bb na vig\u00edlia da paix\u00e3o, brota aquele dinamismo que transforma a realidade nas suas dimens\u00f5es c\u00f3smica, humana e hist\u00f3rica. Tudo procede de Deus, da omnipot\u00eancia do seu Amor Uno e Trino, encarnado em Jesus. Neste amor est\u00e1 imerso o cora\u00e7\u00e3o de Cristo; por isso Ele sabe agradecer e louvar a Deus tamb\u00e9m perante a trai\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia, e desta forma muda as coisas, as pessoas e o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a uma comunh\u00e3o mais forte que a divis\u00e3o, a comunh\u00e3o do pr\u00f3prio Deus. A palavra \u00abcomunh\u00e3o\u00bb, que usamos tamb\u00e9m para designar a Eucaristia, resume em si a dimens\u00e3o vertical e a horizontal do dom de Cristo. \u00c9 bonita e muito eloquente a express\u00e3o \u00abreceber a comunh\u00e3o\u00bb referida ao gesto de comer o P\u00e3o eucar\u00edstico. Com efeito, quando realizamos este gesto, entramos em comunh\u00e3o com a pr\u00f3pria vida de Jesus, no dinamismo desta vida que se doa a n\u00f3s e por n\u00f3s. De Deus, atrav\u00e9s de Jesus, at\u00e9 n\u00f3s: \u00e9 uma \u00fanica comunh\u00e3o que se transmite na sagrada Eucaristia. Ouvimo-lo h\u00e1 pouco, na segunda Leitura, das palavras do ap\u00f3stolo Paulo, dirigidas aos crist\u00e3os de Corinto: \u00abO c\u00e1lice da b\u00ean\u00e7\u00e3o que benzemos n\u00e3o \u00e9 a comunh\u00e3o do sangue de Cristo? E o p\u00e3o que partimos n\u00e3o \u00e9 a comunh\u00e3o do corpo de Cristo? Uma vez que h\u00e1 um \u00fanico p\u00e3o, n\u00f3s, embora sendo muitos, formamos um s\u00f3 corpo, porque todos n\u00f3s comungamos do mesmo p\u00e3o\u00bb (1 Cor 10, 16-17).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Santo Agostinho ajuda-nos a compreender a din\u00e2mica da comunh\u00e3o eucar\u00edstica, quando faz refer\u00eancia a uma esp\u00e9cie de vis\u00e3o que teve, na qual Jesus lhe disse: \u00abEu sou o alimento dos fortes. Cresce e receber-me-\u00e1s. Tu n\u00e3o me transformar\u00e1s em ti, como o alimento do corpo, mas \u00e9s tu que ser\u00e1s transformado em mim\u00bb (Confiss\u00f5es VII, 10, 18). Portanto, enquanto o alimento corporal \u00e9 assimilado pelo nosso organismo e contribui para o seu sustento, no caso da Eucaristia trata-se de um P\u00e3o diferente: n\u00e3o somos n\u00f3s que o assimilamos, mas \u00e9 ele que nos assimila a si, de tal modo que nos tornamos conformes com Jesus Cristo, membros do seu corpo, um s\u00f3 com Ele. Esta passagem \u00e9 decisiva. Com efeito, precisamente porque \u00e9 Cristo que, na comunh\u00e3o eucar\u00edstica, nos transforma em si, neste encontro a nossa individualidade \u00e9 aberta, libertada do seu egocentrismo e inserida na Pessoa de Jesus, que por sua vez est\u00e1 imersa na comunh\u00e3o trinit\u00e1ria. Assim a Eucaristia, enquanto nos une a Cristo, abre-nos tamb\u00e9m aos outros, tornando-nos membros uns dos outros: j\u00e1 n\u00e3o estamos divididos, mas somos um s\u00f3 nele. A comunh\u00e3o eucar\u00edstica une-me \u00e0 pessoa que est\u00e1 ao meu lado e com a qual, talvez, eu nem sequer tenho um bom relacionamento, mas tamb\u00e9m aos irm\u00e3os distantes, em todas as regi\u00f5es do mundo. Portanto daqui, da Eucaristia, deriva o profundo sentido da presen\u00e7a social da Igreja, como testemunham os grandes santos sociais, que foram sempre grandes almas eucar\u00edsticas. Quem reconhece Jesus na H\u00f3stia sagrada, reconhece-O no irm\u00e3o que sofre, que tem fome e sede, que \u00e9 estrangeiro, est\u00e1 nu, doente, prisioneiro; e est\u00e1 atento a cada pessoa, empenha-se de modo concreto por todos aqueles que se encontram em necessidade. Portanto, do dom de amor de Cristo prov\u00e9m a nossa especial responsabilidade de crist\u00e3os na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade solid\u00e1ria, justa e fraterna. Especialmente no nosso tempo, em que a globaliza\u00e7\u00e3o nos torna cada vez mais dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer com que esta unidade n\u00e3o se edifique sem Deus, ou seja, sem o verdadeiro Amor, o que daria espa\u00e7o \u00e0 confus\u00e3o, ao individualismo e \u00e0 prepot\u00eancia de todos contra todos. O Evangelho visa desde sempre a unidade da fam\u00edlia humana, uma unidade n\u00e3o imposta do alto, nem por interesses ideol\u00f3gicos ou econ\u00f3micos, mas sim a partir do sentido de responsabilidade rec\u00edproca, porque nos reconhecemos membros de um \u00fanico corpo, do corpo de Cristo, porque aprendemos e continuamos a aprender constantemente do Sacramento do Altar, que a partilha, o amor \u00e9 o caminho da verdadeira justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voltemos agora ao gesto de Jesus na \u00daltima Ceia. O que aconteceu naquele momento? Quando Ele disse: isto \u00e9 o meu corpo, que \u00e9 entregue por v\u00f3s; isto \u00e9 o meu sangue, derramado por v\u00f3s e pela multid\u00e3o, o que acontece? Neste gesto, Jesus antecipa o acontecimento do Calv\u00e1rio. Por amor, Ele aceita toda a paix\u00e3o, com a sua dificuldade e a sua viol\u00eancia, at\u00e9 \u00e0 morte de cruz; aceitando-a deste modo, transforma-a num gesto de doa\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o de que o mundo tem mais necessidade, porque o redime a partir de dentro, abrindo-o \u00e0s dimens\u00f5es do Reino dos c\u00e9us. Mas esta renova\u00e7\u00e3o do mundo, Deus quer realiz\u00e1-la sempre atrav\u00e9s do mesmo caminho percorrido por Cristo, ali\u00e1s, o caminho que \u00e9 Ele mesmo. N\u00e3o h\u00e1 nada de m\u00e1gico no Cristianismo. N\u00e3o existem atalhos, mas tudo passa atrav\u00e9s da l\u00f3gica humilde e paciente do gr\u00e3o de trigo que se abre para dar vida, a l\u00f3gica da f\u00e9 que move as montanhas com a for\u00e7a mansa de Deus. Por isso, Deus quer continuar a renovar a humanidade, a hist\u00f3ria e o cosmos atrav\u00e9s desta cadeia de transforma\u00e7\u00f5es, cujo sacramento \u00e9 a Eucaristia. Mediante o p\u00e3o e o vinho consagrados, nos quais est\u00e3o realmente presentes o seu Corpo e o seu Sangue, Cristo transforma-nos, assimilando-nos a Ele: compromete-nos na sua obra de reden\u00e7\u00e3o tornando-nos capazes, pela gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, de viver segundo a sua pr\u00f3pria l\u00f3gica de entrega, como gr\u00e3os de trigo unidos a Ele e nele. \u00c9 assim que se semeiam e amadurecem nos sulcos da hist\u00f3ria a unidade e a paz, que constituem o fim para o qual tendemos, segundo o des\u00edgnio de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem ilus\u00f5es, sem utopias ideol\u00f3gicas, n\u00f3s caminhos pelas veredas do mundo, trazendo dentro de n\u00f3s o Corpo do Senhor, como a Virgem Maria no mist\u00e9rio da Visita\u00e7\u00e3o. Com a humildade de saber que somos simples gr\u00e3os de trigo, conservemos a certeza firme de que o amor de Deus, encarnado em Cristo, \u00e9 mais forte que o mal, a viol\u00eancia e a morte. Sabemos que Deus prepara para todos os homens c\u00e9us novos e uma nova terra, onde reinam a paz e a justi\u00e7a \u2014 e na f\u00e9 entrevemos o mundo novo, que \u00e9 a nossa verdadeira p\u00e1tria. Tamb\u00e9m esta tarde, enquanto o sol se p\u00f5e sobre esta nossa amada cidade de Roma, pomo-nos a caminho: conosco est\u00e1 Jesus-Eucaristia, o Ressuscitado, que disse: \u00abEis que Eu estou convosco todos os dias, at\u00e9 ao fim do mundo\u00bb (Mt 28, 20). Obrigado, Senhor Jesus! Obrigado pela vossa fidelidade, que sust\u00e9m a nossa esperan\u00e7a. Permanecei conosco, porque est\u00e1 a anoitecer. \u00abBom Pastor, P\u00e3o verdadeiro, \u00f3 Jesus, tende piedade de n\u00f3s; alimentai-nos, defendei-nos e conduzi-nos para os bens eternos, na terra dos vivos!\u00bb. Am\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Para Recordar:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Santos e Santas falando sobre a Eucaristia:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSe conhec\u00eassemos o valor do Santo Sacrif\u00edcio da Missa que zelo n\u00e3o ter\u00edamos em assistir a ela\u201d. (Cura d\u2019Ars).<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o percamos t\u00e3o grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] n\u00e3o costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem\u201d. (Santa Teresa D\u2019Avila)<\/p>\n<p>\u201cEu que sempre peco, preciso sempre do rem\u00e9dio ao meu alcance\u201d. (Santo Ambr\u00f3sio)<\/p>\n<p>\u201cA Eucaristia \u00e9 o p\u00e3o de cada dia que se toma como rem\u00e9dio para a nossa fraqueza de cada dia.\u201d (Santo Agostinho)<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 para ficar numa ambula de ouro, que Jesus desce cada dia do c\u00e9u, mas para encontrar um outro c\u00e9u, o da nossa alma, onde ele encontra as suas del\u00edcias\u201d. (Santa Teresinha do Menino Jesus)<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o omitais nunca a visita a cada dia ao Sant\u00edssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante\u201d. (Dom Bosco)<\/p>\n<p>\u201cCristo, \u201cp\u00e3o vivo que desceu do C\u00e9u\u201d (Jo 6,51) \u00e9 o \u00fanico que pode saciar a fome do homem de todos os tempos e em todas as regi\u00f5es da terra\u201d. (S. Jo\u00e3o Paulo II)<\/p>\n<p>\u201cQuando Jesus est\u00e1 presente corporalmente em n\u00f3s, ao redor de n\u00f3s, montam guarda de amor os anjos\u201d. (S. Bernardo de Claraval)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Meus Senhor Jesus Cristo, que por amor aos homens ficais dia e noite nesse sacramento, todo cheio de miseric\u00f3rdia e amor, esperando, chamando e acolhendo todos os que v\u00eam visitar-Vos, eu creio que estais presente no sacramento do altar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adoro-Vos do abismo do meu nada e dou-Vos gra\u00e7as por todos os Vossos benef\u00edcios, especialmente por Vos terdes dado a mim neste sacramento, por me terdes concedido por advogada Maria, Vossa M\u00e3e Sant\u00edssima, e, finalmente, por me haverdes chamado para Vos visitar nessa igreja.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sa\u00fado, hoje, Vosso cora\u00e7\u00e3o amant\u00edssimo. Primeiro, em agradecimento pelo grande dom de V\u00f3s mesmos; segundo, em repara\u00e7\u00e3o pelas inj\u00farias que tendes recebido neste sacramento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Leitura Espiritual: <\/strong>JO\u00c3O PAULO II<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Trechos da Enc\u00edclica<\/strong><\/p>\n<p><strong>ECCLESIA DE EUCHARISTIA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade n\u00e3o exprime apenas uma experi\u00eancia di\u00e1ria de f\u00e9, mas cont\u00e9m em s\u00edntese o pr\u00f3prio n\u00facleo do mist\u00e9rio da Igreja. \u00c9 com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realiza\u00e7\u00e3o incessante desta promessa: \u00abEu estarei sempre convosco, at\u00e9 ao fim do mundo\u00bb (Mt 28,20); mas, na sagrada Eucaristia, pela convers\u00e3o do p\u00e3o e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presen\u00e7a com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova alian\u00e7a, iniciou a sua peregrina\u00e7\u00e3o para a p\u00e1tria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperan\u00e7a.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Do mist\u00e9rio pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que \u00e9 o sacramento por excel\u00eancia do mist\u00e9rio pascal, est\u00e1 colocada no centro da vida eclesial. Isto \u00e9 vis\u00edvel desde as primeiras imagens da Igreja que nos d\u00e3o os Atos do Ap\u00f3stolos: \u00abEram ass\u00edduos ao ensino dos Ap\u00f3stolos, \u00e0 uni\u00e3o fraterna, \u00e0 frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es\u00bb (At 2, 42). Na \u00abfra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u00bb, \u00e9 evocada a Eucaristia. Dois mil anos depois, continuamos a realizar aquela imagem primordial da Igreja. E, ao faz\u00ea-lo na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, os olhos da alma voltam-se para o Tr\u00edduo Pascal: para o que se realizou na noite de Quinta-feira Santa, durante a \u00daltima Ceia, e nas horas sucessivas. De facto, a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia antecipava, sacramentalmente, os acontecimentos que teriam lugar pouco depois, a come\u00e7ar da agonia no Gets\u00e9mani. Revemos Jesus que sai do Cen\u00e1culo, desce com os disc\u00edpulos, atravessa a torrente do Cedron e chega ao Horto das Oliveiras. Existem ainda hoje naquele lugar algumas oliveiras muito antigas; talvez tenham sido testemunhas do que aconteceu junto delas naquela noite, quando Cristo, em ora\u00e7\u00e3o, sentiu uma ang\u00fastia mortal \u00ab e o seu suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que ca\u00edam na terra \u00bb (Lc 22, 44). O sangue que, pouco antes, tinha entregue \u00e0 Igreja como vinho de salva\u00e7\u00e3o no sacramento eucar\u00edstico, come\u00e7ava a ser derramado; a sua efus\u00e3o completar-se-ia depois no G\u00f3lgota, tornando-se o instrumento da nossa reden\u00e7\u00e3o: \u00abCristo, vindo como Sumo Sacerdote dos bens futuros [&#8230;] entrou uma s\u00f3 vez no Santo dos Santos, n\u00e3o com o sangue dos carneiros ou dos bezerros, mas com o seu pr\u00f3prio sangue, tendo obtido uma reden\u00e7\u00e3o eterna\u00bb (Hb 9, 11-12).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>A Eucaristia, presen\u00e7a salv\u00edfica de Jesus na comunidade dos fi\u00e9is e seu alimento espiritual, \u00e9 o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da hist\u00f3ria. Assim se explica a cuidadosa aten\u00e7\u00e3o que ela sempre reservou ao mist\u00e9rio eucar\u00edstico, uma aten\u00e7\u00e3o que sobressai com autoridade no magist\u00e9rio dos Conc\u00edlios e dos Sumos Pont\u00edfices. Como n\u00e3o admirar as exposi\u00e7\u00f5es doutrinais dos decretos sobre a Sant\u00edssima Eucaristia e sobre o Santo Sacrif\u00edcio da Missa promulgados pelo Conc\u00edlio de Trento? Aquelas p\u00e1ginas guiaram a teologia e a catequese nos s\u00e9culos sucessivos, permanecendo ainda como ponto de refer\u00eancia dogm\u00e1tico para a incessante renova\u00e7\u00e3o e crescimento do povo de Deus na sua f\u00e9 e amor \u00e0 Eucaristia. Em tempos mais recentes, h\u00e1 que mencionar tr\u00eas enc\u00edclicas: a enc\u00edclica Mir\u00e6 caritatis de Le\u00e3o XIII (28 de Maio de 1902), a enc\u00edclica Mediator Dei de Pio XII (20 de Novembro de 1947) e a enc\u00edclica Mysterium fidei de Paulo VI (3 de Setembro de 1965).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"11\">\n<li>\u00abO Senhor Jesus, na noite em que foi entregue\u00bb (1Cor 11, 23), instituiu o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico do seu corpo e sangue. As palavras do ap\u00f3stolo Paulo recordam-nos as circunst\u00e2ncias dram\u00e1ticas em que nasceu a Eucaristia. Esta tem indelevelmente inscrito nela o evento da paix\u00e3o e morte do Senhor. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a sua evoca\u00e7\u00e3o, mas presen\u00e7a sacramental. \u00c9 o sacrif\u00edcio da cruz que se perpetua atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. Esta verdade est\u00e1 claramente expressa nas palavras com que o povo, no rito latino, responde \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o \u00ab mist\u00e9rio da f\u00e9 \u00bb feita pelo sacerdote: \u00abAnunciamos, Senhor, a vossa morte\u00bb.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, n\u00e3o como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excel\u00eancia, porque dom d&#8217;Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e tamb\u00e9m da sua obra de salva\u00e7\u00e3o. Esta n\u00e3o fica circunscrita no passado, pois \u00abtudo o que Cristo \u00e9, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do seu Senhor, este acontecimento central de salva\u00e7\u00e3o torna-se realmente presente e \u00abrealiza-se tamb\u00e9m a obra da nossa reden\u00e7\u00e3o\u00bb. Este sacrif\u00edcio \u00e9 t\u00e3o decisivo para a salva\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero humano que Jesus Cristo realizou-o e s\u00f3 voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tiv\u00e9ssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexaur\u00edveis. Esta \u00e9 a f\u00e9 que as gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s viveram ao longo dos s\u00e9culos, e que o magist\u00e9rio da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratid\u00e3o por dom t\u00e3o inestim\u00e1vel. \u00c9 esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, em adora\u00e7\u00e3o diante deste Mist\u00e9rio: mist\u00e9rio grande, mist\u00e9rio de miseric\u00f3rdia. Que mais poderia Jesus ter feito por n\u00f3s? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado at\u00e9 ao \u00abextremo\u00bb (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Exame de Consci\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cFicai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento ser\u00e1 o que vos dar\u00e1 mais for\u00e7a durante a vida, mais consola\u00e7\u00e3o na hora da morte e durante a eternidade\u201d.<\/em> (Santo Afonso Maria de Lig\u00f3rio)<\/p>\n<p>Durante a semana, reservo algum tempo para estar diante do Sacr\u00e1rio para fazer a minha adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Jesus Eucar\u00edstico? Tenho consci\u00eancia de que estar diante da Eucaristia \u00e9 importante para a minha vida espiritual e para a minha vida crist\u00e3?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cDuas esp\u00e9cies de pessoas devem comungar com frequ\u00eancia: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em> (S\u00e3o Francisco de Sales)<\/p>\n<p>Como me considero como pessoa e como crist\u00e3o, perfeito ou imperfeito? Tenho consci\u00eancia das minhas imperfei\u00e7\u00f5es? Levo em considera\u00e7\u00e3o que comungar \u00e9 para mim um caminho de perfei\u00e7\u00e3o pois a eucaristia me faz viver na gra\u00e7a de Deus? Estou ciente de que receber a eucaristia \u00e9 permitir que a for\u00e7a de Deus entre em mim para me transformar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cRem\u00e9dio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais\u201d.<\/em> (Conc\u00edlio de Trento)<\/p>\n<p>Considero a Eucaristia o rem\u00e9dio para as minhas imperfei\u00e7\u00f5es? Se considero, o que tenho feito para n\u00e3o me privar deste sagrado rem\u00e9dio?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cA Eucaristia \u00e9 o p\u00e3o de cada dia que se toma como rem\u00e9dio para a nossa fraqueza de cada dia\u201d<\/em>. (Santo Agostinho)<\/p>\n<p>Considero a Eucaristia como meu verdadeiro alimento? Sei que recebendo a eucaristia estou recebendo o verdadeiro fortificante que me sustenta nos momentos d\u00e9beis da minha vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cEste p\u00e3o do c\u00e9u requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado\u201d.<\/em> (S\u00e3o Greg\u00f3rio Nazianzeno) Tenho fome de Jesus Eucaristia? Desejo recebe-lo com todo o meu cora\u00e7\u00e3o e com esp\u00edrito de sacrif\u00edcio?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente \u201cdoente de amor\u201d.<\/em> (S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo)<\/p>\n<p>Sei que n\u00e3o participando da Santa Missa por pregui\u00e7a ou comodidade estou cometendo uma falta muito grave? Tenho consci\u00eancia de que faltar \u00e0 missa \u00e9 deixar de viver um salutar momento de intimidade com Jesus?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cEu que sempre peco, preciso sempre do rem\u00e9dio ao meu alcance\u201d.<\/em> (Santo Ambr\u00f3sio)<\/p>\n<p>Tenho consci\u00eancia de que sou um pecador? Estou ciente de que a Eucaristia \u00e9 um rem\u00e9dio que me salva? Tenho me preocupado com a minha salva\u00e7\u00e3o pessoal e com a salva\u00e7\u00e3o da minha fam\u00edlia?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>Ato de Contri\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e meu sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa gra\u00e7a, fazer penit\u00eancia e fugir \u00e0s ocasi\u00f5es de pecado. Am\u00e9m!<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong>Ora\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezemos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora do Sant\u00edssimo Sacramento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00d3 Virgem Maria, Nossa Senhora do Sant\u00edssimo Sacramento, gl\u00f3ria do povo crist\u00e3o, alegria da Igreja Universal, Salva\u00e7\u00e3o do mundo, rogai por n\u00f3s e despertai em todos os fi\u00e9is a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Eucaristia, a fim de que se tornem dignos de comungar todos os dias.<\/p>\n<p>\u00d3 Sant\u00edssima e Imaculada Senhora, M\u00e3e de Nosso Senhor Jesus Cristo e nossa, n\u00f3s, os pecadores, pedimos-vos que nos alcanceis de vosso Divino Filho Sacramentado todos os dons e gra\u00e7as de que necessitamos, para vivermos sustentados de Seu amor, para adquirirmos os merecimentos de Seus fi\u00e9is escravos e para termos a felicidade de, com Ele e convosco, viver por todos os s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Papa Francisco, Solenidade de Corpus Christi. Bas\u00edlica S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o Quinta-feira, 19 de junho de 2014, in: https:\/\/noticias.cancaonova.com\/especiais\/pontificado\/francisco\/homilia-do-papa-na-solenidade-de-corpus-christi\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>Extrato: VAN THUAN, Fran\u00e7ois X. N., Testemunhas da Esperan\u00e7a, Cidade Nova, S\u00e3o Paulo, 2007, p. 133-138.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Fim da Guerra do Vietn\u00e3, 1976. O novo governo, marxista, prende as pessoas consideradas perigosas para o povo. Entre elas, o arcebispo cat\u00f3lico Fran\u00e7ois Van Thuan. Ele passa treze anos no c\u00e1rcere, nove incomunic\u00e1veis; depois vai para um \u201ccampo de reeduca\u00e7\u00e3o\u201d&#8230; S\u00f3 lhe restam duas possibilidades: amar a Deus, no segredo de sua cela, e amar cada pr\u00f3ximo que encontra.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Papa Bento XVI, Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o. Quinta-feira, 23 de Junho de 2011 In: <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/homilies\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_hom_20110623_corpus-domini.html\">http:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/homilies\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_hom_20110623_corpus-domini.html<\/a>. \u00a0Pesquisado no dia 13.05.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II<\/strong>, Papa. CARTA ENC\u00cdCLICA ECCLESIA DE EUCHARISTIA, abril de 2003. In: <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_jp-ii_enc_20030417_eccl-de-euch.html\">http:\/\/www.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_jp-ii_enc_20030417_eccl-de-euch.html<\/a>, pesquisado no dia 13.05.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Chama-se Ato de Contri\u00e7\u00e3o Perfeita a um recurso utilizado quando o penitente est\u00e1 impossibilitado de fazer a confiss\u00e3o sacramental e, para n\u00e3o descumprir o segundo mandamento da Igreja: \u201cconfessar-se ao menos uma vez por ano por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa\u201d, reza fervorosamente uma f\u00f3rmula de Ato de Contri\u00e7\u00e3o, com o firme prop\u00f3sito de receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Retirado do livro \u2018Sou Cat\u00f3lico, vivo a minha f\u00e9, Edi\u00e7\u00f5es CNBB, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; 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