{"id":2292,"date":"2021-06-29T13:22:23","date_gmt":"2021-06-29T13:22:23","guid":{"rendered":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/?p=2292"},"modified":"2021-06-30T19:22:26","modified_gmt":"2021-06-30T19:22:26","slug":"retiro-espiritual-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/retiro-espiritual-julho\/","title":{"rendered":"Retiro Espiritual &#8211; Julho"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/2021\/04\/29\/como-fazer-o-retiro-espiritual\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1109 aligncenter\" src=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png 768w, https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1-300x69.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RETIRO DO M\u00caS DE JULHO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de julho, a proposta que gostaria de propor como itiner\u00e1rio para o nosso Retiro Espiritual Mensal trata-se de uma reflex\u00e3o sobre a vida de ora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo, nas Cartas aos Romanos, diz: \u201cO Esp\u00edrito vem em aux\u00edlio \u00e0 nossa fraqueza; porque n\u00e3o sabemos o que devemos pedir, nem orar como conv\u00e9m, mas o Esp\u00edrito mesmo intercede por n\u00f3s com gemidos inef\u00e1veis. E Aquele que perscruta os cora\u00e7\u00f5es sabe o que deseja o Esp\u00edrito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus\u201d (Rm 8,26-27). Pois \u00e9, muitas vezes ficamos confusos; quando pensamos que rezar significa dizer muitas palavras, quando, na verdade, a ora\u00e7\u00e3o deve ser feita com poucas palavras &#8211; palavras ditas com profundidade e com o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 vergonhoso dizer que n\u00e3o sabemos nem mesmo como rezar pelas pessoas e, muitas vezes, ficamos angustiados por isso. Ent\u00e3o, como bem nos ensina S\u00e3o Paulo, n\u00f3s devemos pedir socorro ao Par\u00e1clito. O Par\u00e1clito vem em nosso aux\u00edlio e ora com gemidos inef\u00e1veis. Ele, que conhece todas as coisas, sabe orar como conv\u00e9m. Ele sabe orar por sua fam\u00edlia, sabe orar pelo seu trabalho, sabe orar por seu filho, por sua filha, por seu marido, por sua esposa, pelos problemas de sua casa. Ele ora em voc\u00ea: voc\u00ea entrega ao Esp\u00edrito Santo seus l\u00e1bios, sua voz, seu corpo inteiro como um instrumento. Voc\u00ea se coloca nas m\u00e3os d\u2019Ele e Ele \u00e9 quem faz a ora\u00e7\u00e3o. Ele usa sua voz, seus l\u00e1bios e ora de acordo com sua verdadeira necessidade.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso aprender o que \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o. Orar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pedir, mas \u00e9 louvar, \u00e9 lembrar dos nossos irm\u00e3os; \u00e9 reconhecer-se fr\u00e1gil exaltando a Deus que nos ama com amor de Pai. Por isso, orar \u00e9 peti\u00e7\u00e3o, segundo a vontade do Pai, que est\u00e1 nos c\u00e9us (Mateus 6:9-18). Convido voc\u00ea a esta medita\u00e7\u00e3o. Que ela seja para voc\u00ea n\u00e3o s\u00f3 um momento de reflex\u00e3o, mas tamb\u00e9m uma ocasi\u00e3o para refletir sobre a sua vida de ora\u00e7\u00e3o. A pergunta que deveremos responder ao final do nosso retiro \u00e9: Sei mesmo rezar? Tenho consci\u00eancia de que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para a minha vida espiritual? Como vai ser daqui para frente a minha ora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Se, como diz S. Paulo, n\u00e3o sabemos como pedir e o que pedir, convido voc\u00ea a rezar pedindo por este seu momento de reflex\u00e3o e retiro. Rezemos, juntos, esta ora\u00e7\u00e3o que nos foi deixada por Santo Afonso Maria de Lig\u00f3rio:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezemos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00d3 Santo e Divino Esp\u00edrito, n\u00e3o quero mais viver para mim mesmo;<\/em><\/p>\n<p><em>em Vos amar e agradar quero empregar tudo o que me resta da vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Com este fim, Vos pe\u00e7o que me concedais o dom da ora\u00e7\u00e3o mental.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Vinde a meu cora\u00e7\u00e3o, ensinai-me v\u00f3s mesmo a pratic\u00e1-la como se deve.<\/em><\/p>\n<p><em>Dai-me a for\u00e7a de n\u00e3o deix\u00e1-la por t\u00e9dio no tempo da aridez;<\/em><\/p>\n<p><em>dai-me o esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a gra\u00e7a de sempre orar<\/em><\/p>\n<p><em>e de fazer aquelas ora\u00e7\u00f5es que sejam mais agrad\u00e1veis ao vosso divino Cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Por meus pecados me havia perdido; mas por tantos sinais de vossa ternura,<\/em><\/p>\n<p><em>reconhe\u00e7o que quereis a minha salva\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Quero santificar-me para Vos agradar e amar mais a vossa infinita bondade.<\/em><\/p>\n<p><em>Amo-vos, \u00f3 meu soberano Bem, meu amor, meu tudo,<\/em><\/p>\n<p><em>e porque Vos amo, dou-me todo a V\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00d3 Maria, minha esperan\u00e7a, protegei-me. Am\u00e9m!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o I: \u201cOra\u00e7\u00e3o: Caminho de intimidade com Deus.\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Quando pensamos na ora\u00e7\u00e3o, logo nos vem em mente a capacidade de Ora\u00e7\u00e3o que tinha Jesus. Era t\u00e3o evidente o que a ora\u00e7\u00e3o fazia com Jesus e era t\u00e3o evidente o que a Ora\u00e7\u00e3o permitia Jesus fazer, que seus disc\u00edpulos, na inten\u00e7\u00e3o de \u201cimitar\u201d o Mestre, pediram que Ele os ensinasse a rezar como ele rezava (Lc 11,1). A ora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 mesmo contagiante, tanto assim, que ainda hoje, muitos buscam esta maturidade contemplativa vivenciada por Jesus. A m\u00edstica de Jesus \u00e9 transformadora. N\u00f3s precisamos entrar na escola de Jesus para aprendermos a orar. \u00c9 com Jesus que aprendemos que a ora\u00e7\u00e3o nos coloca em uma rela\u00e7\u00e3o afetuosa com Deus que sabemos que nos ama e que \u00e9 nosso Pai. Como j\u00e1 dito, desde sempre o homem vive esta busca intensa por Deus. E a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho para descobrirmos Deus como companheiro de nossa vida.<\/p>\n<p>Mas, no tempo em que estamos vivendo, o mundo t\u00e3o secularizado \u00e9 poss\u00edvel ter esta vontade de rezar? O homem continua com esta \u201csede de Deus\u201d (Sl 42)? O sacerdote In\u00e1cio Larra\u00f1aga que, por muitos anos trabalhou na Am\u00e9rica Latina, em um dos seus escritos, descreve o tempo da seculariza\u00e7\u00e3o, como o \u2018tempo da purifica\u00e7\u00e3o\u2019, ou como definiria S. Jo\u00e3o da Cruz, \u2018o tempo da noite escura\u2019. Larra\u00f1aga pensa a seculariza\u00e7\u00e3o como o tempo onde muitos vivem a f\u00e9 sem falsos apoios e que gra\u00e7as a seculariza\u00e7\u00e3o come\u00e7a a aparecer o verdadeiro Rosto do Deus da B\u00edblia: um Deus que interpela, incomoda e desafia. N\u00e3o responde, pergunta. N\u00e3o soluciona, p\u00f5e em conflito. N\u00e3o facilita, dificulta. N\u00e3o explica, complica. N\u00e3o gera meninos, faz adultos. Neste sentido, penso no momo como Deus fez amadurecer Abra\u00e3o, aquele que n\u00f3s chamamos de \u201cnosso pai na f\u00e9\u2019. Com as diversas experi\u00eancias vividas, Abra\u00e3o \u00e9 um exemplo de como Deus nos quer: homens adultos, maduros e livres. Por um chamado de Deus, Abra\u00e3o sai da pr\u00f3pria seguran\u00e7a adquirida e vai em dire\u00e7\u00e3o ao improv\u00e1vel, ao incerto, ao inc\u00f3gnito e sai desta experi\u00eancia um homem amaduro na f\u00e9 e se torna um l\u00edder, um guia, uma refer\u00eancia, um exemplo para o Povo de Deus.<\/p>\n<p>Muitos ainda n\u00e3o perceberam que a sede de Deus \u00e9 insaci\u00e1vel. Hoje, muitas experi\u00eancias negativas que algumas pessoas vivem (por exemplo, aqueles que se jogam no mundo do v\u00edcio e das drogas), s\u00e3o somente tentativas da busca por algo que ultrapassa a nossa realidade, a busca pelo \u201cTranscendente\u2019 (Deus). \u00c9 a busca por sensa\u00e7\u00f5es intensas que na ora\u00e7\u00e3o n\u00f3s chamamos de \u201ccontempla\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 a busca pela felicidade que n\u00f3s s\u00f3 encontramos no Amor Absoluto (Deus). Santo Agostinho foi um jovem que viveu intensamente esta busca pelo Amor Verdadeiro. Em n\u00edvel espiritual, segundo Santo Agostinho, o homem \u00e9 como uma seta disparada para um universo (Deus) que, como centro de gravidade, exerce uma atra\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel, e quanto mais se aproxima desse universo, maior velocidade adquire. Quanto mais se ama a Deus, mais se quer am\u00e1-lo. Quanto mais conversamos com Ele, mais vontade temos de com Ele conversar. A atra\u00e7\u00e3o para Ele est\u00e1 na propor\u00e7\u00e3o da proximidade d\u2019Ele: \u201cInquieto est\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o enquanto n\u00e3o repousa em ti\u201d (Santo Agostinho).<\/p>\n<p>O que \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o sen\u00e3o este caminho que nos possibilita esta experi\u00eancia forte com Deus. Penso que muitos ainda n\u00e3o aprenderam a rezar e posso dizer que isso n\u00e3o \u00e9 mesmo f\u00e1cil. Pensamos, \u00e0s vezes, que rezar \u00e9 dizer muitas palavras, o que pode n\u00e3o ser verdade. Outros n\u00e3o sabem porque n\u00e3o s\u00e3o perseverantes na vida de ora\u00e7\u00e3o. Orar \u00e9 quest\u00e3o de treinamento. Acontece como no esporte, quanto mais eu treino, mais eu fico preparado, mais eu fico habilitado, mais me torno um \u201cexpert\u201d. A nossa capacidade de rezar esta adormecida e s\u00f3 vai ser despertada com o treino. Na ora\u00e7\u00e3o, capacidades que, eventualmente, est\u00e3o adormecidas precisam ser despertadas. Deus p\u00f4s em cada um de n\u00f3s um germe da vontade d\u2019Ele (sede de Deus&#8230; inquietude&#8230;) e que s\u00f3 germinar\u00e1 com muito trabalho. Ent\u00e3o, orar bem exige trabalho. Quando n\u00f3s tratamos intimamente com o Senhor, a s\u00f3s, por alguns dias, quando voltamos \u00e0 vida ordin\u00e1ria, sentimos um novo atrativo que nos arrastar\u00e1 ao encontro com Deus em maior intensidade.<\/p>\n<p>Mas, sabemos que, quanto menos rezamos, menos vontade temos de rezar. \u00c9 como quando algu\u00e9m sofre de anemia, quanto menos come, menos vontade de comer tem. N\u00e3o questiono as raz\u00f5es pelas quais uma pessoa deixa de rezar, cada um tem o seu motivo. Mas, \u00e9 importante saber que quando deixamos de rezar, o nosso interior se enche de frio e dispers\u00e3o. Quanto mais dispers\u00e3o interior, surgir\u00e3o novos motivos para abandonar o relacionamento com Deus. O gosto por Deus vai se debilitando na medida em que cresce o gosto pela multiplicidade dispersiva (pessoas, acontecimentos, sensa\u00e7\u00f5es fortes); come\u00e7a a declinar a fome de Deus na medida em que aumenta a dificuldade para \u201cestar\u201d alegremente com Ele.<\/p>\n<p>\u00c9 isso mesmo, enquanto o mundo e os homens me chamam e parecem esgotar o sentido da minha vida, Deus \u00e9 uma palavra que cada vez mais vai se esvaziando de sentido, at\u00e9 que, afinal, acaba parecendo um traste velho que se tem na m\u00e3o; olhamos, voltamos a olhar e nos perguntamos: para que isto? J\u00e1 n\u00e3o serve.<\/p>\n<p>Mas, a experi\u00eancia contr\u00e1ria \u00e9 bem diferente. Quanto mais se reza, Deus \u00e9 \u201cmais\u201d Deus em n\u00f3s. A presen\u00e7a de Deus em n\u00f3s \u00e9 imut\u00e1vel. O que muda s\u00e3o as nossas rela\u00e7\u00f5es com Ele, conforme nosso grau de f\u00e9 e amor. A ora\u00e7\u00e3o torna mais firme a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus. Quanto mais profunda a ora\u00e7\u00e3o, mais sentimos a presen\u00e7a de Deus. E quanto mais sentimos a presen\u00e7a de Deus em n\u00f3s, os acontecimentos ficam mais envoltos em um novo significado e a hist\u00f3ria fica povoada de Deus. O Senhor se faz vivamente presente em tudo. N\u00e3o h\u00e1 sorte ou azar, mas um timoneiro que conduz os fatos com m\u00e3o firme.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m est\u00e1 com Deus, assume com alegria os sacrif\u00edcios, nasce em toda parte o amor. Quanto mais se \u201cvive\u201d com Deus, mais vontade de estar com Ele, e quanto mais se est\u00e1 com Deus, Deus \u00e9 cada vez mais Algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos tratar ainda mais sobre a nossa experi\u00eancia de ora\u00e7\u00e3o, mas o tema \u00e9 bastante abrangente. Penso que o que j\u00e1 foi dito aqui seja suficiente para avaliarmos a nossa vida de ora\u00e7\u00e3o pessoal. Mas, gostaria de finalizar a nossa reflex\u00e3o dizendo que, se engana quem diz que orar \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 f\u00e1cil fazer uma ora\u00e7\u00e3o vocal ou uma comunica\u00e7\u00e3o superficial com Deus. Orar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Com pouca ora\u00e7\u00e3o, sem perseveran\u00e7a e disciplina, n\u00e3o podemos esperar uma forte experi\u00eancia de Deus, nem transforma\u00e7\u00e3o da vida. Orar \u00e9 uma arte. \u00c9, fundamentalmente, uma obra da gra\u00e7a. Para orar bem \u00e9 preciso m\u00e9todo, ordem e disciplina. \u00c9 preciso t\u00e9cnica. Mas, a t\u00e9cnica sem a gra\u00e7a n\u00e3o conseguir\u00e1 resultado algum. Muitos anos s\u00e3o necess\u00e1rios para a forma\u00e7\u00e3o humana de uma pessoa. Um pintor, um m\u00fasico, um m\u00e9dico e outras profiss\u00f5es, necessitam de muitos anos para aprimorar as habilidades necess\u00e1rias. A vida espiritual n\u00e3o \u00e9 diferente. Se orar \u00e9 uma arte, n\u00e3o sonhemos em alcan\u00e7ar um alto estado de vida com Deus sem energia, ordem e m\u00e9todo. \u00c9 preciso paci\u00eancia, saber esperar. \u00c9 preciso perseveran\u00e7a. Paci\u00eancia significa saber (e aceitar) que n\u00e3o h\u00e1 saltos, mas passos. A perseveran\u00e7a \u00e9 o pre\u00e7o alto de todas as conquistas deste mundo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o II: HOMILIA DO PAPA FRANCISCO<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro<\/p>\n<p>27 de mar\u00e7o de 2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00abAo entardecer\u2026\u00bb (Mc 4, 35): assim come\u00e7a o Evangelho, que ouvimos. Desde h\u00e1 semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas pra\u00e7as, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum sil\u00eancio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo \u00e0 sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. \u00c0 semelhan\u00e7a dos disc\u00edpulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos fr\u00e1geis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necess\u00e1rios: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de m\u00fatuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os disc\u00edpulos que, falando a uma s\u00f3 voz, dizem angustiados \u00abvamos perecer\u00bb (cf. 4, 38), assim tamb\u00e9m n\u00f3s nos apercebemos de que n\u00e3o podemos continuar estrada cada qual por conta pr\u00f3pria, mas s\u00f3 o conseguiremos juntos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rever-nos nesta narrativa, \u00e9 f\u00e1cil; dif\u00edcil \u00e9 entender o comportamento de Jesus. Enquanto os disc\u00edpulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele est\u00e1 na popa, na parte do barco que se afunda primeiro&#8230; E que faz? N\u00e3o obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (\u00e9 a \u00fanica vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as \u00e1guas, Ele volta-Se para os disc\u00edpulos em tom de censura: \u00abPorque sois t\u00e3o medrosos? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb (4, 40).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de f\u00e9 dos disc\u00edpulos, que se contrap\u00f5e \u00e0 confian\u00e7a de Jesus? N\u00e3o \u00e9 que deixaram de crer N\u2019Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: \u00abMestre, n\u00e3o Te importas que pere\u00e7amos?\u00bb (4, 38) N\u00e3o Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, n\u00e3o cuide deles. Entre n\u00f3s, nas nossas fam\u00edlias, uma das coisas que mais d\u00f3i \u00e9 ouvirmos dizer: \u00abN\u00e3o te importas de mim\u00bb. \u00c9 uma frase que fere e desencadeia turbul\u00eancia no cora\u00e7\u00e3o. Ter\u00e1 abalado tamb\u00e9m Jesus, pois n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que se importe mais de n\u00f3s do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus disc\u00edpulos desalentados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e sup\u00e9rfluas seguran\u00e7as com que constru\u00edmos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos h\u00e1bitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e d\u00e1 for\u00e7a \u00e0 nossa vida e \u00e0 nossa comunidade. A tempestade p\u00f5e a descoberto todos os prop\u00f3sitos de \u00abempacotar\u00bb e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com h\u00e1bitos aparentemente \u00absalvadores\u00bb, incapazes de fazer apelo \u00e0s nossas ra\u00edzes e evocar a mem\u00f3ria dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necess\u00e1ria para enfrentar as adversidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estere\u00f3tipos com que mascaramos o nosso \u00abeu\u00bb sempre preocupado com a pr\u00f3pria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (aben\u00e7oada) perten\u00e7a comum a que n\u00e3o nos podemos subtrair: a perten\u00e7a como irm\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00abPorque sois t\u00e3o medrosos? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que n\u00f3s, avan\u00e7amos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. N\u00e3o nos detivemos perante os teus apelos, n\u00e3o despertamos face a guerras e injusti\u00e7as planet\u00e1rias, n\u00e3o ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avan\u00e7amos, destemidos, pensando que continuar\u00edamos sempre saud\u00e1veis num mundo doente. Agora n\u00f3s, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: \u00abAcorda, Senhor!\u00bb<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00abPorque sois t\u00e3o medrosos? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb Senhor, lan\u00e7as-nos um apelo, um apelo \u00e0 f\u00e9. Esta n\u00e3o \u00e9 tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: \u00abConvertei-vos\u2026\u00bb. \u00abConvertei-Vos a Mim de todo o vosso cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decis\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o tempo do teu ju\u00edzo, mas do nosso ju\u00edzo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que \u00e9 necess\u00e1rio daquilo que n\u00e3o o \u00e9. \u00c9 o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a pr\u00f3pria vida. \u00c9 a for\u00e7a operante do Esp\u00edrito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. \u00c9 a vida do Esp\u00edrito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas s\u00e3o tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que n\u00e3o aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do \u00faltimo espet\u00e1culo, mas que hoje est\u00e3o, sem d\u00favida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa hist\u00f3ria: m\u00e9dicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, for\u00e7as policiais, volunt\u00e1rios, sacerdotes, religiosas e muitos \u2013 mas muitos \u2013 outros que compreenderam que ningu\u00e9m se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a ora\u00e7\u00e3o sacerdotal de Jesus: \u00abQue todos sejam um s\u00f3\u00bb (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paci\u00eancia e infundem esperan\u00e7a, tendo a peito n\u00e3o semear p\u00e2nico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, m\u00e3es, av\u00f4s e av\u00f3s, professores mostram \u00e0s nossas crian\u00e7as, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando h\u00e1bitos, levantando o olhar e estimulando a ora\u00e7\u00e3o! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A ora\u00e7\u00e3o e o servi\u00e7o silencioso: s\u00e3o as nossas armas vencedoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00abPorque sois t\u00e3o medrosos? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb O in\u00edcio da f\u00e9 \u00e9 reconhecer-se necessitado de salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os ven\u00e7a. Com Ele a bordo, experimentaremos \u2013 como os disc\u00edpulos \u2013 que n\u00e3o h\u00e1 naufr\u00e1gio. Porque esta \u00e9 a for\u00e7a de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida n\u00e3o morre jamais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperan\u00e7a, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa f\u00e9 pascal. Temos uma \u00e2ncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperan\u00e7a: na sua cruz, fomos curados e abra\u00e7ados, para que nada e ningu\u00e9m nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limita\u00e7\u00e3o de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ou\u00e7amos mais uma vez o an\u00fancio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a refor\u00e7ar, reconhecer e incentivar a gra\u00e7a que mora em n\u00f3s. N\u00e3o apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abra\u00e7ar a sua cruz significa encontrar a coragem de abra\u00e7ar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa \u00e2nsia de omnipot\u00eancia e possess\u00e3o, para dar espa\u00e7o \u00e0 criatividade que s\u00f3 o Esp\u00edrito \u00e9 capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espa\u00e7os onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperan\u00e7a e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abra\u00e7ar o Senhor, para abra\u00e7ar a esperan\u00e7a. Aqui est\u00e1 a for\u00e7a da f\u00e9, que liberta do medo e d\u00e1 esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00abPorque sois t\u00e3o medrosos? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, deste lugar que atesta a f\u00e9 rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercess\u00e3o de Nossa Senhora, sa\u00fade do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abra\u00e7a Roma e o mundo des\u00e7a sobre v\u00f3s, como um abra\u00e7o consolador, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus. Senhor, aben\u00e7oa o mundo, d\u00e1 sa\u00fade aos corpos e conforto aos cora\u00e7\u00f5es! Pedes-nos para n\u00e3o ter medo; a nossa f\u00e9, por\u00e9m, \u00e9 fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, n\u00e3o nos deixes \u00e0 merc\u00ea da tempestade. Continua a repetir-nos: \u00abN\u00e3o tenhais medo!\u00bb (Mt 14, 27). E n\u00f3s, juntamente com Pedro, \u00abconfiamos-Te todas as nossas preocupa\u00e7\u00f5es, porque Tu tens cuidado de n\u00f3s\u00bb (cf. 1 Ped 5, 7).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Para Recordar:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>1- \u201cQuem sabe bem rezar, sabe tamb\u00e9m viver bem\u201d. (Santo Agostinho)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2- \u201cOs homens, com a ora\u00e7\u00e3o, merecem receber aquilo que Deus onipotente desde a eternidade decidiu dar-lhes\u201d. ( S\u00e3o Greg\u00f3rio)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3- \u201cO melhor rem\u00e9dio contra a aridez espiritual consiste em colocarmo-nos como pedintes na presen\u00e7a de Deus e dos santos, e andar, como um pedinte, de um canto para o outro, rogando uma esmola espiritual com a mesma impertin\u00eancia com que um pobre pede esmola\u201d. (S\u00e3o Filipe N\u00e9ri).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4- \u201c\u00c9 preciso que nos conven\u00e7amos de que da ora\u00e7\u00e3o depende todo o nosso bem. Da ora\u00e7\u00e3o depende a nossa mudan\u00e7a de vida, o vencer das tenta\u00e7\u00f5es; dela depende conseguirmos o amor de Deus, a perfei\u00e7\u00e3o, a perseveran\u00e7a e a salva\u00e7\u00e3o eterna\u201d. (Santo Afonso de Lig\u00f3rio)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5- \u201cPara mim, orar \u00e9 estar ao longo de 24 horas unida \u00e0 vontade de Jesus, viver para Ele, por Ele e com Ele\u201d. (Santa Teresa de Calcut\u00e1)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6- \u201cEm minha opini\u00e3o, a ora\u00e7\u00e3o mental n\u00e3o \u00e9 mais do que tratar de amizade, estando muitas vezes a s\u00f3s com Quem sabemos que nos ama\u201d. (Santa Teresa de \u00c1vila)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8- \u201cO melhor conforto \u00e9 o que vem da ora\u00e7\u00e3o\u201d. (S\u00e3o Pio)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>10- \u201cA ora\u00e7\u00e3o precisa de uma atmosfera de sil\u00eancio que n\u00e3o coincide com o desapego do rumor externo, mas \u00e9 experi\u00eancia interior, que tem por finalidade remover as distra\u00e7\u00f5es causadas pelas preocupa\u00e7\u00f5es da alma, criando o sil\u00eancio na pr\u00f3pria alma\u201d. (Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>11- \u201cEu posso, dizem eles, rezar tamb\u00e9m em casa, enquanto \u00e9 imposs\u00edvel ouvir em casa homilia ou instru\u00e7\u00e3o. Enganas-te a ti mesmo, \u00f3 homem. Se, de fato, podes rezar em casa, n\u00e3o pode rezar do mesmo modo que na Igreja\u2026Efetivamente, os sacerdotes presidem a fim de que as ora\u00e7\u00f5es do povo, mais fracas, unidas \u00e0s deles, mais fortes, simultaneamente se elevem para o c\u00e9u\u201d. (S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>12- \u201cQuem foge da ora\u00e7\u00e3o, foge de todo o bem\u201d. (S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>13- \u201cQue eu te busque, Senhor, invocando-te; e que eu te invoque, crendo em ti: tu foste anunciado. Invoca-te, Senhor, a minha f\u00e9, que me deste, que me inspiraste pela humanidade de teu Filho, pelo minist\u00e9rio de teu pregador\u201d. (Santo Agostinho)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>14- \u201cA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais s\u00f3lida e indestrut\u00edvel base de todas as obras\u201d. (S\u00e3o Pio)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Leitura Espiritual: <\/strong>Papa Francisco<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acreditar no poder suave e extraordin\u00e1rio da ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na liturgia de hoje narra-se o epis\u00f3dio da tempestade acalmada por Jesus (Mc 4, 35-41). O barco em que os disc\u00edpulos atravessam o lago \u00e9 acometido pelo vento e pelas ondas e eles t\u00eam medo de afundar. Jesus encontra-se com eles no barco, mas est\u00e1 na popa, deitado na almofada, e dorme. Cheios de medo, os disc\u00edpulos gritam com Ele: \u00abMestre, n\u00e3o te importas que pere\u00e7amos?\u00bb (v. 38).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E muitas vezes tamb\u00e9m n\u00f3s, assaltados pelas prova\u00e7\u00f5es da vida, gritamos ao Senhor: \u201cPor que permaneces em sil\u00eancio e n\u00e3o fazes nada por mim?\u201d. Sobretudo quando temos a impress\u00e3o de afundar, porque esvaece o amor ou o projeto em que t\u00ednhamos colocado grandes esperan\u00e7as; ou quando estamos \u00e0 merc\u00ea das ondas insistentes da ansiedade; ou quando nos sentimos esmagados pelos problemas ou desorientados no meio do mar da vida, sem rota e sem porto. Ou ainda, nos momentos em que falta a for\u00e7a para ir em frente, porque n\u00e3o h\u00e1 trabalho ou um diagn\u00f3stico inesperado nos faz temer pela sa\u00fade, nossa ou de um ente querido. H\u00e1 muitos momentos em que nos sentimos numa tempestade, em que nos sentimos quase perdidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nestas situa\u00e7\u00f5es e em muitas outras, tamb\u00e9m n\u00f3s nos sentimos sufocados pelo medo e, como os disc\u00edpulos, corremos o risco de perder de vista o que \u00e9 mais importante. Com efeito, no barco, embora durma, Jesus est\u00e1 presente, e partilha com os seus tudo o que acontece. O seu sono, se por um lado nos surpreende, por outro, p\u00f5e-nos \u00e0 prova. O Senhor est\u00e1 ali, est\u00e1 presente; efetivamente, espera &#8211; por assim dizer &#8211; que o interpelemos, que o invoquemos, que o coloquemos no centro do que vivemos. O seu sono estimula-nos a despertar. Pois para ser disc\u00edpulo de Jesus, n\u00e3o basta acreditar que Deus est\u00e1 presente, que existe, mas \u00e9 preciso p\u00f4r-se em jogo com Ele, \u00e9 necess\u00e1rio levantar a voz com Ele. Escutai isto: \u00e9 preciso gritar com Ele. Muitas vezes a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um grito: \u201cSenhor, salva-me!\u201d. Hoje, Dia do Refugiado, vi no programa \u201c\u00c0 sua imagem\u201d muitos que v\u00eam em embarca\u00e7\u00f5es e no momento do naufr\u00e1gio gritam: \u201cSalva-nos!\u201d. A mesma coisa acontece na nossa vida: \u201cSenhor, salva-nos!\u201d, e a ora\u00e7\u00e3o torna-se um clamor!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje podemos perguntar-nos: quais s\u00e3o os ventos que se abatem sobre a minha vida, quais s\u00e3o as ondas que impedem a minha navega\u00e7\u00e3o e colocam em perigo a minha vida espiritual, a minha vida familiar, inclusive a minha vida ps\u00edquica? Digamos tudo isto a Jesus, contemos-lhe tudo. Ele deseja isto, quer que nos apeguemos a Ele para encontrar abrigo contra as ondas an\u00f3malas da vida. O Evangelho narra que os disc\u00edpulos se aproximam de Jesus, que o acordam e falam com Ele (cf. v. 38). Eis o in\u00edcio da nossa f\u00e9: reconhecer que sozinhos n\u00e3o somos capazes de permanecer \u00e0 tona, que precisamos de Jesus, como os marinheiros das estrelas para encontrar a rota. A f\u00e9 come\u00e7a quando acreditamos que n\u00e3o somos autossuficientes, quando nos sentimos necessitados de Deus. Quando vencemos a tenta\u00e7\u00e3o de nos fecharmos em n\u00f3s pr\u00f3prios, quando superamos a falsa religiosidade que n\u00e3o quer incomodar Deus, quando clamamos a Ele, Ele pode fazer maravilhas em n\u00f3s. \u00c9 a for\u00e7a suave e extraordin\u00e1ria da ora\u00e7\u00e3o, que faz milagres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Suplicado pelos disc\u00edpulos, Jesus acalma o vento e as ondas. E faz-lhes uma pergunta, uma interroga\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m nos diz respeito: \u00abPor que tendes medo? Ainda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u00bb (v. 40). Os disc\u00edpulos deixaram-se surpreender pelo medo, pois tinham fixado mais as ondas do que Jesus. E o medo leva-nos a olhar para as dificuldades, para os problemas graves e n\u00e3o para o Senhor, que muitas vezes dorme. Acontece o mesmo connosco: quantas vezes olhamos para os problemas, em vez de ir ter com o Senhor para depor nele as nossas preocupa\u00e7\u00f5es! Quantas vezes deixamos o Senhor num canto, no fundo do barco da vida, para o acordar apenas no momento da necessidade! Hoje pe\u00e7amos a gra\u00e7a de uma f\u00e9 que n\u00e3o se canse de procurar o Senhor, de bater \u00e0 porta do seu Cora\u00e7\u00e3o. A Virgem Maria, que na sua vida nunca deixou de confiar em Deus, volte a despertar em n\u00f3s a necessidade vital de nos confiarmos a Ele todos os dias.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Exame de Consci\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Aconselho voc\u00ea que, para se fazer um bom exame de consci\u00eancia, \u00e9 importante estar em um lugar tranquilo, preferivelmente, diante do sacr\u00e1rio, para orar. \u00c9 Deus quem pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder \u00e0 gra\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 enumerar pecados, mas sim descobrir a atitude do cora\u00e7\u00e3o e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROP\u00d3SITO DE N\u00c3O VOLTAR A COMET\u00ca-LOS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sempre h\u00e1 \u00e1reas nas quais somos mais fracos e requerem aten\u00e7\u00e3o especial, mas, se compreendermos que Cristo \u00e9 a medida, veremos que em tudo temos muito que crescer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Examinando a consci\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Amo, na verdade, a Deus com todo meu cora\u00e7\u00e3o, ou vivo mais apegado \u00e0s coisas materiais?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Preocupei-me por renovar minha f\u00e9 crist\u00e3 atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Ofere\u00e7o ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou s\u00f3 o busco quando o necessito?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Como foi diariamente minha vida de ora\u00e7\u00e3o: Tempo pessoal com Deus; liturgia das horas; ora\u00e7\u00e3o familiar?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Louvei a Deus; dei-lhe gra\u00e7as ou me queixei?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Intercedo por minha fam\u00edlia, grupo, Igreja, pelo mundo?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Orei com o cora\u00e7\u00e3o, aberto ao Esp\u00edrito Santo?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>Sei o que \u00e9 esperar no Senhor, escut\u00e1-lo? -Tenho feito isso?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Ato de Contri\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e meu sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa gra\u00e7a, fazer penit\u00eancia e fugir \u00e0s ocasi\u00f5es de pecado. Am\u00e9m!<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Ora\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para terminar o nosso Retiro colhendo dele frutos que permane\u00e7am, rezemos:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00c9 por meio da ora\u00e7\u00e3o que vivo em ti, Senhor.<\/em><\/p>\n<p><em>A minha alma est\u00e1 em ti, como o beb\u00ea no ventre de sua m\u00e3e:<\/em><\/p>\n<p><em>a respira\u00e7\u00e3o unida \u00e0 sua,<\/em><\/p>\n<p><em>um cora\u00e7\u00e3o que bate ao ritmo do outro&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Senhor Jesus, \u00e9s o meu modelo.<\/em><\/p>\n<p><em>O Evangelho mostra-te em ora\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>uma noite inteira sobre o monte.<\/em><\/p>\n<p><em>Rezavas antes de realizar um milagre,<\/em><\/p>\n<p><em>antes de escolher os Ap\u00f3stolos,<\/em><\/p>\n<p><em>durante a Ceia&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Rezavas enquanto suavas sangue<\/em><\/p>\n<p><em>no Horto das Oliveiras,<\/em><\/p>\n<p><em>enquanto agonizavas na cruz.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Rezavas com a Palavra de Deus&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>A tua vida era uma cont\u00ednua ora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Voltado para o Pai, com um cora\u00e7\u00e3o que ama,<\/em><\/p>\n<p><em>inteiramente a servi\u00e7o da sua gl\u00f3ria:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSantificado seja vosso Nome,<\/em><\/p>\n<p><em>venha a n\u00f3s o vosso Reino\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Esperavas com ardor<\/em><\/p>\n<p><em>que chegasse a tua hora <\/em><\/p>\n<p><em>para realizar o sacrif\u00edcio do amor.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Tu disseste:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cEu e o Pai somos uma coisa s\u00f3\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cOrai sem jamais vos cansar\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cFa\u00e7o sempre o que \u00e9 do agrado de meu Pai\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Fazes-me entender assim<\/em><\/p>\n<p><em>que a ora\u00e7\u00e3o incessante<\/em><\/p>\n<p><em>\u00e9 comunh\u00e3o com o Pai<\/em><\/p>\n<p><em>e, nas pr\u00e1tica,<\/em><\/p>\n<p><em>ela consiste sempre<\/em><\/p>\n<p><em>em fazer a vontade do Pai,<\/em><\/p>\n<p><em>sob a a\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito Santo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Assim seja!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Papa Francisco, Homilia na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, 27.03.2020. In: <a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2020-03\/papa-francisco-homilia-oracao-bencao-urbe-et-orbi-27-marco.html\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2020-03\/papa-francisco-homilia-oracao-bencao-urbe-et-orbi-27-marco.html<\/a>. Pesquisado no dia 08.06.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <strong>Francisco<\/strong>, Papa. Ora\u00e7\u00e3o do Angelus, 20 de junho de 2021, Vaticano, Roma. In: <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/angelus\/2021\/documents\/papa-francesco_angelus_20210620.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/angelus\/2021\/documents\/papa-francesco_angelus_20210620.html<\/a>. pesquisado no dia 28.06.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Chama-se Ato de Contri\u00e7\u00e3o Perfeita a um recurso utilizado quando o penitente est\u00e1 impossibilitado de fazer a confiss\u00e3o sacramental e, para n\u00e3o descumprir o segundo mandamento da Igreja: \u201cconfessar-se ao menos uma vez por ano por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa\u201d, reza fervorosamente uma f\u00f3rmula de Ato de Contri\u00e7\u00e3o, com o firme prop\u00f3sito de receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Retirado do livro \u2018Sou Cat\u00f3lico, vivo a minha f\u00e9, Edi\u00e7\u00f5es CNBB, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; 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