{"id":2880,"date":"2021-09-27T13:28:15","date_gmt":"2021-09-27T13:28:15","guid":{"rendered":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/?p=2880"},"modified":"2021-10-04T13:17:01","modified_gmt":"2021-10-04T13:17:01","slug":"retiro-espiritual-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/retiro-espiritual-outubro\/","title":{"rendered":"Retiro Espiritual &#8211; Outubro"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1109\" src=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1.png 768w, https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/COMO-FAZER-o-retiro-espiritual-1536x352-1-768x176-1-300x69.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de outubro o tema do nosso Retiro Mensal \u00e9 um convite a uma reflex\u00e3o sobre a nossa a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Quando falamos de \u201ca\u00e7\u00e3o evangelizadora\u201d, estamos querendo dizer a a\u00e7\u00e3o de cada um. N\u00e3o por outra finalidade o tema do nosso retiro quer nos levar a avaliarmos como aconteceu e se aconteceu o nosso encontro com Cristo e o que este encontro provocou em n\u00f3s. Encontrar-se com Cristo \u00e9 transformador, assim como foi para S\u00e3o Paulo. \u00c9 um encontro contagiante que nos leva a anuncia-lo, \u00e9 um encontro que nos torna disc\u00edpulos e mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezemos:<\/p>\n<p><em>&#8220;Deus Esp\u00edrito Santo, renova a nossa vida: envia a Tua luz e d\u00e1-nos coragem e for\u00e7a. Vem, Esp\u00edrito Santo. Vem a n\u00f3s com Teus dons: bondade, mansid\u00e3o e paci\u00eancia. Vem, Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o permitas que o mal nos destrua, mas ajuda-nos a superar o mal pelo bem. Vem, Esp\u00edrito Santo. Dirige nosso pensamento e nossa a\u00e7\u00e3o, ajuda-nos na nossa fraqueza, pois sem Ti nada podemos fazer. Vem, Esp\u00edrito Santo. Faze-nos boas testemunhas de Cristo e deixa-nos encontrar alegria junto de Ti. Vem, Esp\u00edrito Santo. Am\u00e9m!&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o I: \u201cO Amor de Cristo nos impele a sermos disc\u00edpulos e mission\u00e1rios\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ser disc\u00edpulo\/a \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que nasce pelo fasc\u00ednio do encontro pessoal com Cristo ressuscitado. Quando pensamos desta maneira, o grande exemplo que nos vem em mente \u00e9 o de S\u00e3o Paulo. Ele aparece como modelo \u00edmpar de ap\u00f3stolo no amor e no seguimento de Jesus. S\u00e3o Paulo nos diz: \u201cAi de mim, se eu n\u00e3o anunciar o Evangelho\u201d (1 Cor 9, 16). Certamente a experi\u00eancia do encontro pessoal com Cristo tocou fundo a pessoa de Paulo, provocando nele a convers\u00e3o e o compromisso inadi\u00e1vel com o an\u00fancio expl\u00edcito do Evangelho. Sua convers\u00e3o n\u00e3o resultou de bonitos pensamentos, de puras reflex\u00f5es pessoais, mas foi fruto de uma interven\u00e7\u00e3o divina, de uma gra\u00e7a divina imprevis\u00edvel. A partir dessa mudan\u00e7a, tudo o que antes constitu\u00eda para ele um valor se converteu em perda e lixo (cf. Fl 3, 7-10). Desde aquele momento, Paulo p\u00f4s todas as suas energias a servi\u00e7o exclusivo de Jesus Cristo e de seu Evangelho. Ele se definir\u00e1 como \u201cap\u00f3stolo por voca\u00e7\u00e3o\u201d (cf. Rm 1, 1; 1 Cor 1, 1); ou \u201cap\u00f3stolo por vontade de Deus\u201d (2 Cor 1, 1; Ef 1, 1; Cl 1, 1), um ap\u00f3stolo que quer \u201cfazer-se tudo a todos\u201d (1 Cor 9, 22) sem reservas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo foi \u201calcan\u00e7ado por Cristo Jesus\u201d (Fl 3, 12). Disc\u00edpulo mission\u00e1rio, apaixonado por Cristo, fez Dele o princ\u00edpio e o centro de sua vida. N\u00e3o se cansou de anunciar Jesus ressuscitado, ainda que isso lhe tenha custado in\u00fameras dificuldades. Ele mesmo relata o que teve de suportar (cf. 2 Cor 11, 24-28). Nada o continha nem o retinha no anunciar o Evangelho a toda a criatura e por toda parte. Para enfrentar tudo o que enfrentou, Paulo tinha uma raz\u00e3o muito forte: \u201co amor de Cristo nos impele\u201d (2 Cor 5, 14).<\/p>\n<p>Quem de n\u00f3s \u00e9 capaz de repetir com Paulo: \u201cPara mim viver \u00e9 Cristo (Fl 1, 21). \u201cSede meus imitadores, como eu o sou de Cristo\u201d (1 Cor 11, 1). \u201cEu vivo, mas j\u00e1 n\u00e3o sou eu, \u00e9 Cristo que vive em mim; a minha vida presente, na carne, eu a vivo na f\u00e9 no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim\u201d (Gl 2, 20).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo n\u00e3o conviveu pessoalmente com Jesus de Nazar\u00e9, n\u00e3o participou das idas e vindas mission\u00e1rias de Jesus pela Jud\u00e9ia, Galil\u00e9ia e Samaria. N\u00e3o presenciou nenhum milagre realizado por Jesus. Mas, a partir daquela inesquec\u00edvel interpela\u00e7\u00e3o: \u201cSaulo, Saulo, por que me persegues?\u201d, sentiu-se agarrado por Jesus, a ponto de fazer sua op\u00e7\u00e3o radical por Ele: \u201cque queres que eu fa\u00e7a?\u201d (At 9, 4-6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo se apresenta ainda como modelo de evangelizador. \u201cV\u00f3s bem sabeis de que modo me comportei em rela\u00e7\u00e3o a v\u00f3s\u2026 Servi ao Senhor com toda a humildade, com l\u00e1grimas e em meio a prova\u00e7\u00f5es que sofri\u2026 Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para v\u00f3s, nem de vos ensinar, publicamente e de casa em casa\u201d (At 20, 18-20). Percebe-se como Paulo se sentia \u201cuma coisa s\u00f3\u201d com a sua comunidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servir o Senhor \u00e9 a primeira realidade, a primeira miss\u00e3o, o primeiro dever de todo batizado\/a. O bom ap\u00f3stolo se julga e sabe que \u00e9 visto pelos outros como um servo de Cristo. Mas antes de ser servo da comunidade, devo estar a servi\u00e7o de Cristo, alcan\u00e7ado por Ele\u2026 O ministro do Senhor n\u00e3o ficar\u00e1 devendo nada a ningu\u00e9m a n\u00e3o ser a Cristo. N\u00e3o precisar agradar a ningu\u00e9m, n\u00e3o precisar corresponder a ningu\u00e9m a n\u00e3o ser a Cristo, \u00e9 uma grande vantagem no servi\u00e7o pastoral. Servir entre l\u00e1grimas, com zelo, com fervor, com intelig\u00eancia, com coragem, com perseveran\u00e7a e com toda humildade\u2026, pois, no servi\u00e7o de todo disc\u00edpulo\/a mission\u00e1rio\/a h\u00e1 l\u00e1grimas, prova\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, ins\u00eddias de toda sorte, dificuldades\u2026 Tamb\u00e9m n\u00f3s, somos capazes de derramar l\u00e1grimas de zelo e de amor pelas pessoas a n\u00f3s confiadas? Com que intensidade emotiva vivemos nossa miss\u00e3o pastoral? Quais s\u00e3o as alegrias e as ang\u00fastias de nosso apostolado? A imagem de \u201cdisc\u00edpulo mission\u00e1rio\u201d e de pastor que Paulo nos d\u00e1 \u00e9 de um homem profunda, emotiva e afetivamente envolvido naquilo que faz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenhamos tamb\u00e9m n\u00f3s a \u201cfineza paulina\u201d na conquista das almas e dos cora\u00e7\u00f5es. Olhemos para Paulo e procuremos reproduzir em nossa a\u00e7\u00e3o evangelizadora o que ele confessa: \u201cDe modo nenhum considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o minist\u00e9rio que recebi do Senhor Jesus: testemunhar a Boa Nova da gra\u00e7a de Deus\u201d (At 20, 24). S\u00e3o Paulo, sem d\u00favida nenhuma, impelido pelo amor de Cristo se tornou \u201cdisc\u00edpulo e mission\u00e1rio\u201d e esta tamb\u00e9m \u00e9 a nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o II:<\/strong> <strong>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISS\u00d5ES DE 2021<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Roma, em S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, <\/strong><\/p>\n<p><strong>Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00abN\u00e3o podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos\u00bb (At 4, 20)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando experimentamos a for\u00e7a do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presen\u00e7a de Pai na nossa vida pessoal e comunit\u00e1ria, n\u00e3o podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A rela\u00e7\u00e3o de Jesus com os seus disc\u00edpulos, a sua humanidade que nos \u00e9 revelada no mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o, no seu Evangelho e na sua P\u00e1scoa mostram-nos at\u00e9 que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e ang\u00fastias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past. Gaudium et spes, 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de reden\u00e7\u00e3o n\u00e3o Lhe s\u00e3o estranhos e tamb\u00e9m nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta miss\u00e3o: \u00abIde \u00e0s sa\u00eddas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes\u00bb (cf. Mt 22, 9). Ningu\u00e9m \u00e9 estranho, ningu\u00e9m pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A experi\u00eancia dos Ap\u00f3stolos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da evangeliza\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio com uma busca apaixonada do Senhor, que chama e quer estabelecer com cada pessoa, onde quer que esteja, um di\u00e1logo de amizade (cf. Jo 15, 12-17). Os Ap\u00f3stolos s\u00e3o os primeiros que nos referem isso, lembrando inclusive a hora do dia em que O encontraram: \u00abEram as quatro da tarde\u00bb (Jo 1, 39). A amizade com o Senhor, v\u00ea-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos exclu\u00eddos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados, fazer apelo \u00e0s bem-aventuran\u00e7as, ensinar de maneira nova e cheia de autoridade, deixa uma marca indel\u00e9vel, capaz de suscitar admira\u00e7\u00e3o e uma alegria expansiva e gratuita que n\u00e3o se pode conter. Como dizia o profeta Jeremias, esta experi\u00eancia \u00e9 o fogo ardente da sua presen\u00e7a ativa no nosso cora\u00e7\u00e3o que nos impele \u00e0 miss\u00e3o, mesmo que \u00e0s vezes implique sacrif\u00edcios e incompreens\u00f5es (cf. 20, 7-9). O amor est\u00e1 sempre em movimento e p\u00f5e-nos em movimento, para partilhar o an\u00fancio mais belo e promissor: \u00abEncontramos o Messias\u00bb (Jo 1, 41).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou \u2013 j\u00e1 para os dias de hoje \u2013 os tempos futuros, recordando-nos uma carater\u00edstica essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: \u00abfomos criados para a plenitude, que s\u00f3 se alcan\u00e7a no amor\u00bb (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma f\u00e9 capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade pr\u00f3pria e dos outros (cf. ibid., 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. A comunidade eclesial mostra a sua beleza, sempre que se lembra, com gratid\u00e3o, que o Senhor nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Esta \u00abpredile\u00e7\u00e3o amorosa do Senhor surpreende-nos e gera maravilha; esta, por sua natureza, n\u00e3o pode ser possu\u00edda nem imposta por n\u00f3s. (\u2026) S\u00f3 assim pode florir o milagre da gratuidade, do dom gratuito de si mesmo. O pr\u00f3prio ardor mission\u00e1rio nunca se pode obter em consequ\u00eancia dum racioc\u00ednio ou dum c\u00e1lculo. Colocar-se \u201cem estado de miss\u00e3o\u201d \u00e9 um reflexo da gratid\u00e3o\u00bb (Francisco, Mensagem \u00e0s Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, 21 de maio de 2020).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E, no entanto, os tempos n\u00e3o eram f\u00e1ceis; os primeiros crist\u00e3os come\u00e7aram a sua vida de f\u00e9 num ambiente hostil e \u00e1rduo. Hist\u00f3rias de marginaliza\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o entrela\u00e7avam-se com resist\u00eancias internas e externas, que pareciam contradizer e at\u00e9 negar o que tinham visto e ouvido; mas isso, em vez de ser uma dificuldade ou um obst\u00e1culo que poderia lev\u00e1-los a retrair-se ou fechar-se em si mesmos, impeliu-os a transformar cada inc\u00f3modo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a miss\u00e3o. Os pr\u00f3prios limites e impedimentos tornaram-se um lugar privilegiado para ungir, tudo e todos, com o Esp\u00edrito do Senhor. Nada e ningu\u00e9m podia permanecer alheio ao an\u00fancio libertador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Possu\u00edmos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Ap\u00f3stolos, livro que os disc\u00edpulos mission\u00e1rios sempre t\u00eam \u00e0 m\u00e3o. \u00c9 o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu \u00e0 passagem deles, suscitando aquela alegria que s\u00f3 o Esp\u00edrito nos pode dar. O livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos ensina-nos a viver as prova\u00e7\u00f5es unindo-nos a Cristo, para maturar a \u00abconvic\u00e7\u00e3o de que Deus pode atuar em qualquer circunst\u00e2ncia, mesmo no meio de aparentes fracassos\u00bb, e a certeza de que \u00aba pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente ser\u00e1 fecunda (cf. Jo 15, 5)\u00bb (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mesmo se passa conosco: o momento hist\u00f3rico atual tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A situa\u00e7\u00e3o da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solid\u00e3o, a pobreza e as injusti\u00e7as de que j\u00e1 tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguran\u00e7as e as fragmenta\u00e7\u00f5es e polariza\u00e7\u00f5es que nos dilaceram silenciosamente. Os mais fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o des\u00e2nimo, a decep\u00e7\u00e3o, o cansa\u00e7o; e at\u00e9 a amargura conformista, que tira a esperan\u00e7a, se apoderou do nosso olhar. N\u00f3s, por\u00e9m, \u00abn\u00e3o nos pregamos a n\u00f3s mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos por amor de Jesus\u00bb (2 Cor 4, 5). Por isso ouvimos ressoar nas nossas comunidades e fam\u00edlias a Palavra de vida que ecoa nos nossos cora\u00e7\u00f5es dizendo: \u00abN\u00e3o est\u00e1 aqui; ressuscitou\u00bb (Lc 24, 6); uma Palavra de esperan\u00e7a, que desfaz qualquer determinismo e, a quantos se deixam tocar por ela, d\u00e1 a liberdade e a aud\u00e1cia necess\u00e1rias para se levantar e procurar, criativamente, todas as formas poss\u00edveis de viver a compaix\u00e3o, \u00absacramental\u00bb da proximidade de Deus para conosco que n\u00e3o abandona ningu\u00e9m na beira da estrada. Neste tempo de pandemia, perante a tenta\u00e7\u00e3o de mascarar e justificar a indiferen\u00e7a e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, \u00e9 urgente a miss\u00e3o da compaix\u00e3o, capaz de fazer da dist\u00e2ncia necess\u00e1ria um lugar de encontro, cuidado e promo\u00e7\u00e3o. \u00abO que vimos e ouvimos\u00bb (At 4, 20), a miseric\u00f3rdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referimento e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paix\u00e3o por criar \u00abuma comunidade de perten\u00e7a e solidariedade, \u00e0 qual saibamos destinar tempo, esfor\u00e7o e bens\u00bb (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 36). \u00c9 a sua Palavra que diariamente nos redime e salva das desculpas que levam a fechar-nos no mais vil dos ceticismos: \u00abTanto faz; nada mudar\u00e1!\u00bb Pois, \u00e0 pergunta \u00abpara que hei de privar-me das minhas seguran\u00e7as, comodidades e prazeres, se n\u00e3o vou ver qualquer resultado importante\u00bb, a resposta \u00e9 sempre a mesma: \u00abJesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente\u00bb (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 275) e, tamb\u00e9m a n\u00f3s, nos quer vivos, fraternos e capazes de acolher e partilhar esta esperan\u00e7a. No contexto atual, h\u00e1 urgente necessidade de mission\u00e1rios de esperan\u00e7a que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ningu\u00e9m se salva sozinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como os ap\u00f3stolos e os primeiros crist\u00e3os, tamb\u00e9m n\u00f3s exclamamos com todas as nossas for\u00e7as: \u00abn\u00e3o podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos\u00bb (At 4, 20). Tudo o que recebemos, tudo aquilo que o Senhor nos tem concedido, ofereceu-no-lo para o pormos a render doando-o gratuitamente aos outros. Como os ap\u00f3stolos que viram, ouviram e tocaram a salva\u00e7\u00e3o de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), tamb\u00e9m n\u00f3s, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na hist\u00f3ria de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperan\u00e7a, esse tra\u00e7o indubit\u00e1vel que prov\u00e9m de saber que estamos acompanhados pelo Senhor. Como crist\u00e3os, n\u00e3o podemos reservar o Senhor para n\u00f3s mesmos: a miss\u00e3o evangelizadora da Igreja exprime a sua val\u00eancia integral e p\u00fablica na transforma\u00e7\u00e3o do mundo e na salvaguarda da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um convite a cada um de n\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tema do Dia Mundial das Miss\u00f5es deste ano \u2013 \u00abn\u00e3o podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos\u00bb (At 4, 20) \u2013 \u00e9 um convite dirigido a cada um de n\u00f3s para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no cora\u00e7\u00e3o. Esta miss\u00e3o \u00e9, e sempre foi, a identidade da Igreja: \u00abela existe para evangelizar\u00bb (S\u00e3o Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de f\u00e9 esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratid\u00e3o; por sua pr\u00f3pria din\u00e2mica, exige uma abertura crescente, capaz de alcan\u00e7ar e abra\u00e7ar a todos. Atra\u00eddos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros crist\u00e3os, em vez de cederem \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo. Fizeram-no com a generosidade, gratid\u00e3o e nobreza pr\u00f3prias das pessoas que semeiam, sabendo que outros comer\u00e3o o fruto da sua dedica\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio. Por isso apraz-me pensar que \u00abmesmo os mais fr\u00e1geis, limitados e feridos podem [ser mission\u00e1rios] \u00e0 sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades\u00bb (Francisco, Exort. ap. p\u00f3s-sinodal Christus vivit, 239).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Dia Mundial das Miss\u00f5es que se celebra anualmente no pen\u00faltimo domingo de outubro, recordamos com gratid\u00e3o todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser ap\u00f3stolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e fam\u00edlia para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles \u00e2ngulos de aldeias e cidades onde tantas vidas est\u00e3o sedentas de b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contemplar o seu testemunho mission\u00e1rio impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insist\u00eancia, \u00abao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe\u00bb (Lc 10, 2), cientes de que a voca\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo do passado nem uma recorda\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica de outrora. Hoje, Jesus precisa de cora\u00e7\u00f5es que sejam capazes de viver a voca\u00e7\u00e3o como uma verdadeira hist\u00f3ria de amor, que os fa\u00e7a sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaix\u00e3o. E esta chamada, f\u00e1-la a todos n\u00f3s, embora n\u00e3o da mesma forma. Lembremo-nos que existem periferias que est\u00e3o perto de n\u00f3s, no centro duma cidade ou na pr\u00f3pria fam\u00edlia. H\u00e1 tamb\u00e9m um aspeto da abertura universal do amor que n\u00e3o \u00e9 geogr\u00e1fico, mas existencial. Sempre, mas especialmente nestes tempos de pandemia, \u00e9 importante aumentar a capacidade di\u00e1ria de alargar os nossos c\u00edrculos, chegar \u00e0queles que, espontaneamente, n\u00e3o sentiria como parte do \u00abmeu mundo de interesses\u00bb, embora estejam perto de n\u00f3s (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 97). Viver a miss\u00e3o \u00e9 aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado \u00e9 tamb\u00e9m meu irm\u00e3o, minha irm\u00e3. Que o seu amor de compaix\u00e3o desperte tamb\u00e9m o nosso e, a todos, nos torne disc\u00edpulos mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maria, a primeira disc\u00edpula mission\u00e1ria, fa\u00e7a crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Roma, em S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, na Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Para Recordar:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>S\u00e3o Paulo VI: \u201cEvangelizar constitui, de fato, a gra\u00e7a e a voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Igreja, a sua mais profunda identidade\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Papa Francisco: \u201cJesus, \u00abo primeiro e maior evangelizador\u00bb (Paulo VI), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>S\u00e3o Beda: \u201cAquele que prega deve confiar tanto em Deus, ao ponto de estar seguro de que n\u00e3o lhe faltar\u00e1 o necess\u00e1rio para a vida, mesmo que ele n\u00e3o possa procur\u00e1-lo; posto que n\u00e3o deva ocupar-se menos das coisas eternas, ocupando-se das temporais\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>S\u00e3o Paulo VI: \u201cO empenho em anunciar o Evangelho aos homens do nosso tempo, animados pela esperan\u00e7a mas ao mesmo tempo torturados muitas vezes pelo medo e pela ang\u00fastia, \u00e9 sem d\u00favida alguma um servi\u00e7o prestado \u00e0 comunidade dos crist\u00e3os, bem como a toda a humanidade\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Santo Agostinho: Jesus \u201cn\u00e3o queria que eles possu\u00edssem nem levassem nada consigo; n\u00e3o porque a vida n\u00e3o tenha as suas necessidades, mas porque<\/li>\n<\/ol>\n<p>deste modo, os crentes a quem anunciassem o Evangelho haveriam de prov\u00ea-los do necess\u00e1rio\u2026\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u201cVerdadeiramente o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o protagonista de toda a miss\u00e3o eclesial: a Sua obra brilha esplendorosamente na miss\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>Papa Francisco: \u201cQue a Virgem nos ajude a dizer o nosso \u00absim\u00bb \u00e0 urg\u00eancia de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte\u2026\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>S\u00e3o Paulo VI: \u201cEla (a Igreja) existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da gra\u00e7a, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrif\u00edcio de Cristo na santa missa, que \u00e9 o memorial da sua morte e gloriosa ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u201cEvangelizar \u00e9 antes de tudo testemunhar de modo simples e direto Deus revelado por Jesus Cristo no Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, fonte transbordante da miss\u00e3o,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ajuda-nos a compreender que a vida \u00e9 miss\u00e3o, dom e compromisso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que Maria, nossa intercessora na cidade, no campo,<\/strong><\/p>\n<p><strong>na Amaz\u00f4nia e em toda parte, ajude, cada um de n\u00f3s,<\/strong><\/p>\n<p><strong>a ser testemunhas prof\u00e9ticas do Evangelho,<\/strong><\/p>\n<p><strong>numa Igreja sinodal e em estado permanente de miss\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eis-me aqui, Senhor, envia-me!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Am\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Leitura Espiritual: <\/strong>JO\u00c3O PAULO II<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MENSAGEM DO PAPA JO\u00c3O PAULO II<\/strong><\/p>\n<p><strong>PARA O DIA MUNDIAL DAS MISS\u00d5ES 1981<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Caros Irm\u00e3os e Irm\u00e3s em Cristo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Dia Mission\u00e1rio Mundial \u00e9 acontecimento importante na vida da Igreja. Pode mesmo dizer-se que a sua import\u00e2ncia cresce sem cessar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez nunca como hoje a miss\u00e3o confiada \u00e0 Igreja pelo Seu Fundador, &#8220;Ide, pois, ensinai todas as na\u00e7\u00f5es&#8221; (Mt 28, 19; cf. Mc 16, 15), tenha assumido tal amplid\u00e3o e urg\u00eancia. Mais que nunca a Igreja deve fazer pr\u00f3prias as palavras do Ap\u00f3stolo: &#8220;Ai de mim, se n\u00e3o evangelizar!&#8221; (1 Cor 9, 16).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Por uma Igreja mission\u00e1ria<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Dia Mission\u00e1rio Mundial \u00e9 a ocasi\u00e3o por excel\u00eancia para uma tomada de consci\u00eancia geral do dever mission\u00e1rio e para recordar a todos os membros da Igreja, qualquer que seja a sua fun\u00e7\u00e3o e o seu posto, que est\u00e3o responsabilizados neste dever. Todos devem meditar os textos vigorosos do Conc\u00edlio Vaticano II, em que se afirma que a Igreja inteira \u00e9 mission\u00e1ria, que a obra de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o dever fundamental do Povo de Deus (Ad Gentes, 35) e que a cada disc\u00edpulo de Cristo compete a sua parte na miss\u00e3o de difundir a f\u00e9 (Lumen Gentium, 17). \u00c9 necess\u00e1rio incessantemente retomar o ensinamento do Conc\u00edlio, expresso em tantos documentos seus, aprofundado pelo S\u00ednodo dos Bispos de 1974 e sintetizado pelo Papa Paulo VI na sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii nuntiandi de 8 de Dezembro de 1975. Se uma vez mais vos convido a voltar a estes documentos, tantas vezes citados, \u00e9 porque estou convencido da import\u00e2ncia deles, que deve ser cada vez mais aprofundada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Dia Mission\u00e1rio Mundial \u00e9 ocasi\u00e3o para cada um fazer nesta mat\u00e9ria um exame de consci\u00eancia e expor ao Povo de Deus a doutrina da Igreja: de facto, est\u00e1 em jogo o futuro da evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo. Se todos os crist\u00e3os estivessem persuadidos dos seus deveres mission\u00e1rios, as dificuldades seriam menos pesadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste sentido, \u00e9 motivo de grande esperan\u00e7a ver multiplicarem-se no mundo pequenas comunidades crist\u00e3s, din\u00e2micas e abertas, que compreenderam a pr\u00f3pria responsabilidade no an\u00fancio do Evangelho, penhor de promo\u00e7\u00e3o de um mundo melhor.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Outro fen\u00f3meno, que nos alegra e pelo qual devemos dar gra\u00e7as ao Senhor, \u00e9 o nascimento de um movimento mission\u00e1rio nas jovens Igrejas, que de evangelizadas se tornam evangelizadoras. Em muitos pa\u00edses de miss\u00e3o, o n\u00famero de mission\u00e1rios que partem para levar a mensagem evang\u00e9lica aos n\u00e3o-crist\u00e3os \u2014 seja noutras regi\u00f5es do seu pa\u00eds, seja nos outros pa\u00edses, seja noutros continentes \u2014 aumenta de dia para dia. Em cada continente, encontram-se atualmente mission\u00e1rios provenientes de todos os pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As jovens Igrejas, que por sua vez se tornaram mission\u00e1rias, d\u00e3o prova da sua maturidade na f\u00e9. Compreenderam que uma Igreja particular, que n\u00e3o seja mission\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 plenamente cat\u00f3lica. Com efeito, se \u00e9 mission\u00e1ria a Igreja inteira, devem-no ser igualmente as Igrejas particulares: &#8220;Estas s\u00e3o formadas \u00e0 imagem da Igreja universal. \u00c9 nelas e a partir delas que existe a Igreja una e \u00fanica&#8221; (Lumen Gentium, 23). Uma Igreja fechada em si mesma, sem abertura mission\u00e1ria, \u00e9 Igreja incompleta ou est\u00e1 doente. O exemplo do despertar mission\u00e1rio nas Igrejas jovens pode recordar esta verdade tamb\u00e9m \u00e0s Igrejas antigas, que, depois de terem exercido um esfor\u00e7o admir\u00e1vel, parecem por vezes abandonar-se ao des\u00e2nimo e \u00e0 d\u00favida acerca do seu dever mission\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> O servi\u00e7o mission\u00e1rio do Papa<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Toca ao Papa recordar este dever mission\u00e1rio a todos os seus irm\u00e3os em Cristo. Como Pastor supremo de uma Igreja inteiramente mission\u00e1ria, ele deve ser o primeiro mission\u00e1rio, esfor\u00e7ando-se por imitar o exemplo de Cristo, &#8220;o primeiro e o maior evangelizador&#8221; (Evangelii nuntiandi, 7), e colocando-se sob a guia do Esp\u00edrito Santo, &#8220;o Agente principal da evangeliza\u00e7\u00e3o&#8221; (ibid., 75).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do meu Pontificada meditei as palavras do Conc\u00edlio Vaticano II, onde se diz que ao Sucessor de Pedro &#8220;foi confiada, de modo particular, a grande miss\u00e3o de propagar o nome crist\u00e3o&#8221; (Lumen Gentium, 23; cf. Evangelii nuntiandi, 67). A exemplo do meu Predecessor Paulo VI, pus-me em viagens, para visitar numerosos pa\u00edses, entre os quais alguns em que Cristo quase n\u00e3o \u00e9 conhecido ou o an\u00fancio mission\u00e1rio do Evangelho est\u00e1 ainda incompleto. As minhas viagens \u00e0 Am\u00e9rica Latina, \u00e0 \u00c1frica e \u00c1sia tiveram &#8220;finalidade eminentemente religiosa e mission\u00e1ria&#8221; como eu dizia antes de partir para a \u00c1frica. Quis anunciar eu mesmo o Evangelho, fazendo-me de algum modo catequista itinerante, e animar todos os que est\u00e3o ao seu servi\u00e7o, quer provenham dos pr\u00f3prios pa\u00edses, quer provenham de outros para colocar-se ao servi\u00e7o de uma Igreja local. A todos quis prestar homenagem e exprimir os meus sentimentos de gratid\u00e3o em nome da Igreja universal. Estas viagens permitiram-se admirar a f\u00e9, as riquezas espirituais e a vitalidade das jovens Igrejas, partilhar das suas alegrias, das suas necessidades e dos seus sofrimentos, anim\u00e1-las nos seus esfor\u00e7os para enraizar a f\u00e9 crist\u00e3 na cultura que lhes \u00e9 pr\u00f3pria. O contato com estas massas humanas que ainda ignoram a Cristo convenceu-me, mais ainda que antes, da urg\u00eancia do an\u00fancio evang\u00e9lico. O Mundo tem tanta necessidade de Cristo! E aqueles que est\u00e3o nos postos avan\u00e7ados desta miss\u00e3o evang\u00e9lica sabem-no melhor que qualquer outro. A colabora\u00e7\u00e3o de todas as Igrejas na evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo n\u00e3o deve enfraquecer-se.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> A fun\u00e7\u00e3o evangelizadora da fam\u00edlia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fazendo apelo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de todos para a obra mission\u00e1ria, queria dirigir-me em primeiro lugar \u00e0s fam\u00edlias crist\u00e3s. O nosso tempo precisa que se torne a p\u00f4r em evid\u00eancia a import\u00e2ncia da fam\u00edlia, da sua vitalidade e do seu equil\u00edbrio. Isto \u00e9 verdade no plano humano: a fam\u00edlia, \u00e9 c\u00e9lula de base da sociedade, o fundamento das suas qualidades profundas. Isto \u00e9 verdade tamb\u00e9m para o Corpo m\u00edstico de Cristo, que \u00e9 a Igreja; e foi por isso que o Conc\u00edlio deu \u00e0 fam\u00edlia o belo t\u00edtulo de &#8220;Igreja dom\u00e9stica&#8221; (Lumen Gentium, 11). A evangeliza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia constitui, portanto, o objetivo principal da a\u00e7\u00e3o pastoral, e esta por sua vez n\u00e3o consegue plenamente a pr\u00f3pria finalidade, se as fam\u00edlias crist\u00e3s n\u00e3o se tornam, elas mesmas, evangelizadoras e mission\u00e1rias: o aprofundamento da consci\u00eancia espiritual pessoal leva cada um, pais e filhos, a que tenha o pr\u00f3prio papel a pr\u00f3pria import\u00e2ncia para a vida crist\u00e3 de todos os outros membros da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 qualquer d\u00favida de que, no plano religioso como no plano humano, a a\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia depende dos pais, da consci\u00eancia que t\u00eam das pr\u00f3prias responsabilidades e do valor crist\u00e3o deles. \u00c9 a eles, portanto, que desejaria especialmente dirigir-me. Com as suas palavras e com o testemunho da sua vida, conforme ensina a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Catechesi tradendae, os pais s\u00e3o os primeiros catequistas dos filhos (cf. n. 68). Nesta atividade, a ora\u00e7\u00e3o deve ocupar o primeiro lugar, e ser-me-\u00e1 permitido insistir neste ponto. A ora\u00e7\u00e3o, de facto, apesar do belo renovamento verificado num ou noutro ponto, continua a ser dif\u00edcil para muitos crist\u00e3os, que rezam pouco. Estes perguntam-se: para que serve a ora\u00e7\u00e3o? \u00e9 compat\u00edvel com o nosso moderno sentimento da efici\u00eancia? n\u00e3o h\u00e1 porventura algo de mesquinho em responder com a ora\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades materiais e espirituais do mundo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante destas dificuldades, saibamos mostrar incessantemente que a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 insepar\u00e1vel da nossa f\u00e9 em Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, da nossa f\u00e9 no Seu amor e no Seu poder redentor, que est\u00e1 em atividade no mundo. Por isso a ora\u00e7\u00e3o vale primeiro que tudo para n\u00f3s: Senhor, &#8220;aumenta a nossa f\u00e9&#8221; (Lc 17, 6). Tem como finalidade a nossa convers\u00e3o, isto \u00e9, como explicava j\u00e1 S\u00e3o Cipriano, a disponibilidade interior e exterior, a vontade de abrir-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o transformadora da Gra\u00e7a. &#8220;Dizendo: Santificado seja o Vosso nome&#8230;, n\u00f3s pedimos insistentemente, pois fomos santificados com o baptismo, que perseveremos naquilo que come\u00e7\u00e1mos a ser&#8230; Venha a n\u00f3s o Vosso reino: pedimos que o Reino de Deus se realize em n\u00f3s no sentido em que imploramos seja o Seu nome santificado em n\u00f3s&#8230; Acrescentamos depois: Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no c\u00e9u, para n\u00f3s podermos fazer o que Deus quer&#8230; A vontade de Deus \u00e9 o que Cristo fez e ensinou&#8221; (S. Cipriano, De oratione dominica). A verdade da ora\u00e7\u00e3o implica a verdade da vida; a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo a causa e o resultado de um modo de viver, que se coloca \u00e0 luz do Evangelho. Neste sentido, a ora\u00e7\u00e3o dos pais, como a da comunidade crist\u00e3, ser\u00e1 para os filhos uma inicia\u00e7\u00e3o na busca de Deus e em ouvir os seus convites. O testemunho de vida encontra ent\u00e3o todo o seu valor. Sup\u00f5e que os filhos aprendem na fam\u00edlia, como consequ\u00eancia normal da ora\u00e7\u00e3o, a olhar crist\u00e3mente para o mundo, segundo o Evangelho. Isto sup\u00f5e tamb\u00e9m que eles na fam\u00edlia aprendem concretamente que na vida h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es mais fundamentais que o dinheiro, as f\u00e9rias ou o divertimento. Ent\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o ministrada aos filhos poder\u00e1 abri-los ao dinamismo mission\u00e1rio como a uma dimens\u00e3o integrante da vida crist\u00e3, porque os pais e os outros educadores estar\u00e3o eles pr\u00f3prios impregnados de esp\u00edrito mission\u00e1rio, insepar\u00e1vel do sentir da Igreja. Com o exemplo, mais ainda do que com as suas palavras, eles ensinar\u00e3o aos pr\u00f3prios filhos a serem generosos para com os mais fracos, a partilharem a sua f\u00e9 e os seus bens materiais com as crian\u00e7as e os jovens que ignoram ainda a Cristo ou s\u00e3o as primeiras v\u00edtimas da pobreza e da ignor\u00e2ncia. Ent\u00e3o, os pais crist\u00e3os h\u00e3o de tornar-se capazes de considerar o surgir de uma voca\u00e7\u00e3o sacerdotal ou religiosa mission\u00e1ria como uma das mais belas provas da autenticidade da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 por eles ministrada, e pedir\u00e3o ao Senhor que chame algum dos seus filhos. A solicitude mission\u00e1ria manifesta-se assim como elemento essencial da santidade da fam\u00edlia crist\u00e3. Como afirmava o meu venerado Predecessor Jo\u00e3o Paulo I: &#8220;Com a ora\u00e7\u00e3o familiar, a Igreja dom\u00e9stica torna-se realidade efetiva e leva \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do mundo. E todos os esfor\u00e7os dos pais para impregnar os filhos com o amor de Deus e para os manter com o exemplo da f\u00e9, constituem um apostolado entre os mais importantes do s\u00e9culo XX&#8221; (Alocu\u00e7\u00e3o aos Bispos americanos em visita ad Limina, a 21 de Setembro de 1978; AAS 70, 1978, p. 767).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Nesta ocasi\u00e3o, desejaria recomendar aos pais e a todos os educadores cat\u00f3licos uma obra importante, institu\u00edda h\u00e1 mais de um s\u00e9culo (1843), para ajud\u00e1-los na educa\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, dos pr\u00f3prios filhos, a qual p\u00f5e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o destes os meios adequados. Quero referir-me \u00e0 Pontif\u00edcia Obra da Santa Inf\u00e2ncia, que tem por finalidade favorecer a difus\u00e3o do esp\u00edrito mission\u00e1rio entre as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> As Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias ao servi\u00e7o da miss\u00e3o universal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria durante o m\u00eas de Outubro, o m\u00eas das Miss\u00f5es, de que o Dia Mundial \u00e9 o ponto culminante, est\u00e1 confiada \u00e0s Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, porque a institui\u00e7\u00e3o deste Dia \u00e9 devida \u00e0 iniciativa delas. Nestes \u00faltimos anos, as Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias foram eretas em todas as jovens Igrejas. Em toda a parte, t\u00eam elas como objetivo &#8220;imbuir cat\u00f3licos desde a inf\u00e2ncia, num sentido verdadeiramente universal e cat\u00f3lico&#8221; (Ad Gentes, 38). Como \u00e9 dito nos Estatutos, que aprovei no ano passado (26 de Junho de 1980), isto constitui o fim prim\u00e1rio o principal delas. S\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o destinada tamb\u00e9m a promover a coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria de cada Igreja particular, de cada Bispo, de cada par\u00f3quia, de cada comunidade, de cada fam\u00edlia e de cada pessoa. Sendo isto um dever para todos, pode-se pedir a cada um que principie por ajudar a a\u00e7\u00e3o das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A solicitude mission\u00e1ria exprime-se em diversas maneiras. &#8220;Sendo a evangeliza\u00e7\u00e3o primeiro que tudo atividade do Esp\u00edrito Santo, \u00e9 necess\u00e1rio reservar o primeiro lugar para a ora\u00e7\u00e3o e o sacrif\u00edcio&#8221;, como acabo de salientar e como os Estatutos dessas Obras com raz\u00e3o recordam. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o comum e intenso para fazer surgir e levar \u00e0 maturidade as voca\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias. Se o mundo tem mais que nunca necessidade de Cristo e do seu Evangelho, o n\u00famero dos pregadores da Boa Nova deve crescer proporcionalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria tem tamb\u00e9m como finalidade sustentar materialmente a evangeliza\u00e7\u00e3o. Descuidar ou criticar este aspecto poderia ser subtil pretexto para nos dispensarmos de ser generosos. As necessidades financeiras das jovens Igrejas, que pertencem quase todas aos pa\u00edses do Terceiro Mundo, s\u00e3o ainda enormes, apesar dos seus esfor\u00e7os para chegarem a uma autonomia financeira. A elas \u00e9 necess\u00e1rio um aux\u00edlio tanto para os Semin\u00e1rios, que asseguram a forma\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes, como para fazer viver os atuais colaboradores da miss\u00e3o ou para permitir a constru\u00e7\u00e3o de Igrejas, Escolas. Dispens\u00e1rios ou Centros indispens\u00e1veis para a a\u00e7\u00e3o social. Para enfrentar estas necessidades quotidianas e essenciais, as jovens Igrejas devem poder contar com a ajuda regular e segura. \u00c9 esta a raz\u00e3o pela qual fa\u00e7o apelo a todos, a fim de contribu\u00edrem para o fundo central das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, que t\u00eam precisamente por finalidade assegurar-lhes este contributo regular. O exemplo dos crist\u00e3os nos pa\u00edses menos favorecidos, que, apesar da sua pobreza, oferecem o pr\u00f3prio \u00f3bolo, deve levar a que reflitam os dos pa\u00edses ricos, que muitas vezes n\u00e3o d\u00e3o mais que uma partezinha do seu sup\u00e9rfluo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 motivo de alegria verificar como, em muitos crist\u00e3os, vai sempre crescendo a solicitude pelas necessidades dos pa\u00edses e das Igrejas do Terceiro Mundo, como tamb\u00e9m se v\u00e3o multiplicando sempre de modo mais not\u00e1vel as iniciativas particulares para vir em aux\u00edlio de pessoas ou de projetos em tais regi\u00f5es. \u00c9 isto o sinal de um sentido mission\u00e1rio e de um sentido de justi\u00e7a que aumentaram. Apesar disto, conv\u00e9m atribuir lugar privilegiado \u00e0s Pontif\u00edcios Obras Mission\u00e1rias, pois sustentam o an\u00fancio direto do Evangelho, que \u00e9 o dever fundamental e pr\u00f3prio da Igreja. \u00c9 precisamente neste an\u00fancio que est\u00e1 o fundamento do verdadeiro desenvolvimento e da verdadeira liberta\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ora, mediante os seus programas de aux\u00edlio universal, as Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias tomam a seu cargo as necessidades de todas as jovens Igrejas, sem exclus\u00e3o alguma. Esta universalidade \u00e9 o seu car\u00e1cter pr\u00f3prio. \u00c9 esta a raz\u00e3o por que a solicitude dos oper\u00e1rios apost\u00f3licos pelo pr\u00f3prio pa\u00eds, ou pelos projetos de que est\u00e3o pessoalmente informados, n\u00e3o devem tornar-se exclusiva, mas integrar-se no conjunto do esfor\u00e7o de evangeliza\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de todas as jovens Igrejas. Presentemente s\u00e3o os pastores destas Igrejas que levam o peso material da iniciativa mission\u00e1ria. Portanto, na coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria \u00e9 necess\u00e1rio pensar em primeiro lugar nas jovens Igrejas, e mesmo em todas. Este modo de coopera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter talvez como consequ\u00eancia que se sintam as pessoas menos obrigadas para casos singulares mas vejam a necessidade de dar de maneira mais desinteressada. Este modo de dar pode assim revelar-se mais evang\u00e9lico e mais eficaz.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 um fundo de solidariedade central pode evitar o perigo de esquecer algumas Igrejas, sobretudo as mais pobres, ou certas necessidades essenciais delas. S\u00f3, mediante um programa de aux\u00edlio apropriado \u00e0s v\u00e1rias necessidades, se pode evitar o inconveniente dos particularismos e, portanto, da discrimina\u00e7\u00e3o em distribuir os subs\u00eddios. \u00c9 precisamente o que procura o Conselho Superior das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, composto de representantes de todas as Igrejas, o qual disp\u00f5e dos conselhos e das informa\u00e7\u00f5es da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por conseguinte, o m\u00eas de Outubro deve ser por toda a parte o m\u00eas da miss\u00e3o universal, m\u00eas do rec\u00edproco aux\u00edlio mission\u00e1rio sob a \u00e9gide das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias. Por esta raz\u00e3o, os Bispos s\u00e3o convidados, segundo os novos Estatutos destas Obras, &#8220;a pedir aos respons\u00e1veis das obras cat\u00f3licas e aos fi\u00e9is que renunciem \u00e0s coletas, com car\u00e1cter particular, durante este per\u00edodo&#8221;. J\u00e1 no passado, diversos Bispos, seguindo o exemplo da Santa S\u00e9, deram diretivas a este prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim \u2014 tereis certamente a peito record\u00e1-lo \u2014 a coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria n\u00e3o deve ser comprometida pela presente crise econ\u00f3mica, sofrida por todos os pa\u00edses do mundo. N\u00e3o se torne esta crise, para os crist\u00e3os dos pa\u00edses ricos, uma desculpa que leve a diminuir a pr\u00f3pria generosidade. N\u00e3o esque\u00e7am estes que os pa\u00edses e as Igrejas do Terceiro Mundo s\u00e3o atingidos, mais ainda que eles, por esta crise.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para concluir desejaria recordar-vos que a celebra\u00e7\u00e3o do Congresso Eucar\u00edstico Internacional de Lourdes, no pr\u00f3ximo m\u00eas de Julho, deveria estimular o zelo mission\u00e1rio da Igreja. A Eucaristia, que faz a Igreja e \u00e9 &#8220;a fonte e converg\u00eancia de toda a vida crist\u00e3&#8221; (Lumen Gentium, 11), \u00e9 o sacramento que significa e realiza a unidade entre todos os membros da Igreja. A Eucaristia torna-os solid\u00e1rios uns dos outros, impele-os a repartir a sua f\u00e9, as suas riquezas espirituais, os seus sofrimentos e o seu p\u00e3o material. Por isso, aqueles que participam da Eucaristia s\u00e3o convidados a participar tamb\u00e9m na miss\u00e3o de Cristo, a levar a Sua mensagem a todos os homens: a liturgia eucar\u00edstica deve estar, portanto no centro da celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial das Miss\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Oxal\u00e1 o Senhor, que deu \u00e0 Sua Igreja a ordem de reunir disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es, manifeste tamb\u00e9m, mediante os nossos esfor\u00e7os, aquele poder que Lhe foi dado no c\u00e9u e na terra (cf. Mt 28, 18-19)! A Bem-aventurada Virgem Maria, Padroeira das miss\u00f5es, nos ajude a corresponder \u00e0 exorta\u00e7\u00e3o de Cristo ressuscitado! A v\u00f3s, caros Irm\u00e3os no Episcopado; a todos os mission\u00e1rios que se prodigalizam generosamente pela messe; a v\u00f3s Comunidades diocesanas; e, em particular, \u00e0queles que souberem compreender este apelo e a ele corresponder com magnanimidade inspirada pelo interior renovamento \u2014 envio de todo o cora\u00e7\u00e3o a B\u00ean\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do Vaticano, 7 de Junho de 1981, terceiro do meu Pontificado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Exame de Consci\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Preocupei-me por renovar minha f\u00e9 crist\u00e3 atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? Cumpri com o preceito anual da confiss\u00e3o e a comunh\u00e3o pascal?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Ofere\u00e7o ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou s\u00f3 o busco quando o necessito?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esfor\u00e7o por superar os v\u00edcios e inclina\u00e7\u00f5es m\u00e1s como a pregui\u00e7a, a avareza, a gula, a bebida, a droga?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Amo de cora\u00e7\u00e3o o meu pr\u00f3ximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou ego\u00edsta e indiferente \u00e0 dor de outros? Participo das obras de evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o humana da Igreja?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Estudo minha f\u00e9 cat\u00f3lica (B\u00edblia, magist\u00e9rio, livros s\u00f3lidos) ou me contento com meu pr\u00f3prio modo de entender a Deus? Estou avan\u00e7ando em minha forma\u00e7\u00e3o como devo?<\/li>\n<\/ol>\n<p>-Que passos pr\u00e1ticos dou para me formar na f\u00e9?<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Sou testemunho? Sou sal da terra e luz do mundo?<\/li>\n<li>Me esfor\u00e7o de todo cora\u00e7\u00e3o para que Cristo seja conhecido e amado por todos?<\/li>\n<li>Estou em comunh\u00e3o com o esp\u00edrito mission\u00e1rio da Igreja?<\/li>\n<li>Levo a minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem ao mundo?<\/li>\n<li>Quando evangelizo, fa\u00e7o com seguran\u00e7a ou como se fosse uma opini\u00e3o qualquer? Respondo ao Esp\u00edrito ou me paralisa pensar no \u2018que dir\u00e3o\u2019? Dom\u00ednio das Emo\u00e7\u00f5es: Ressentimentos, caprichos, impulsos, medos&#8230;.<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o minhas emo\u00e7\u00f5es mais salientes? Submeto-as ao Senhor para as processar para o bem? De que forma est\u00e3o afetando meu comportamento?<\/li>\n<li>Procuro primeiro meu interesse e comodidade ou servir com amor?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>Ato de Contri\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e meu sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa gra\u00e7a, fazer penit\u00eancia e fugir \u00e0s ocasi\u00f5es de pecado. Am\u00e9m!<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong>Ora\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para terminar o nosso Retiro colhendo dele frutos que permane\u00e7am, rezemos:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo Consolador, concedei-me o dom da fortaleza.<\/em><\/p>\n<p><em>Fortalecei minha alma para superar as dificuldades de cada dia,<\/em><\/p>\n<p><em>os tormentos das persegui\u00e7\u00f5es e as ins\u00eddias do maligno.<\/em><\/p>\n<p><em>Ajudai-me a ser forte em meio \u00e0s fraquezas espirituais,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu seja sinal de Teu amor e bondade.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo de Luz, concedei-me o dom da sabedoria.<\/em><\/p>\n<p><em>Que eu tenha o discernimento necess\u00e1rio para distinguir o mal do bem,<\/em><\/p>\n<p><em>a mentira da verdade, a guerra da paz.<\/em><\/p>\n<p><em>Que Tua santa sabedoria ilumine os espa\u00e7os confusos de minha alma.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo Par\u00e1clito, concedei-me o dom do entendimento,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu compreenda corretamente a vontade do Pai Celestial para minha vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Dai-me entender o pr\u00f3ximo com amor, miseric\u00f3rdia e paz.<\/em><\/p>\n<p><em>Que eu compreenda, com todo meu ser,<\/em><\/p>\n<p><em>o amor de Cristo Jesus por mim e pela humanidade.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Advogado Celestial, concedei-me o dom da ci\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p><em>Que, iluminado pela Tua luz divina, eu compreenda corretamente<\/em><\/p>\n<p><em>os planos de Deus para minha vida, e seja obediente aos ensinamentos divinos.<\/em><\/p>\n<p><em>Sendo assim, um sinal permanente da miseric\u00f3rdia do Mestre Jesus no mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Conselheiro Divino, concedei-me o dom do conselho.<\/em><\/p>\n<p><em>Ilumina meu entendimento, para que eu busque em Deus as respostas para minhas d\u00favidas e inquieta\u00e7\u00f5es humanas e espirituais. Colocai em meus l\u00e1bios palavras que restabele\u00e7am a paz no mundo, e ajudai-me a levar sempre um conselho que devolva \u00e0s almas aflitas a serenidade em Deus.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Divino Esp\u00edrito Santo, concedei-me o dom da piedade.<\/em><\/p>\n<p><em>Que minhas ora\u00e7\u00f5es sejam pontes de amor, que unam meu cora\u00e7\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>de Deus Pai e do Cristo Senhor. Que meu fervor espiritual se renove sempre, para que minha alma frutifique na f\u00e9 e na esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Consolador dos aflitos, concedei-me o dom do temor de Deus,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu tenha sempre frente meus olhos, a bondade divina, e que meus pensamentos, palavras e a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sejam uma ofensa ao amor misericordioso do Pai Celestial.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim seja!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Papa Francisco, Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Miss\u00f5es de 2021, 06.01.2021. In:\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/missions\/documents\/papa-francesco_20210106_giornata-missionaria2021.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/missions\/documents\/papa-francesco_20210106_giornata-missionaria2021.html<\/a> Pesquisado no dia 10.09.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II<\/strong>, Papa. Mensagem Para o dia Mundial das Miss\u00f5es, 1981, Vaticano, Roma. In: <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/messages\/missions\/documents\/hf_jp-ii_mes_07061981_world-day-for-missions-1981.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/messages\/missions\/documents\/hf_jp-ii_mes_07061981_world-day-for-missions-1981.html<\/a> \u00a0pesquisado no dia 29.09.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Chama-se Ato de Contri\u00e7\u00e3o Perfeita a um recurso utilizado quando o penitente est\u00e1 impossibilitado de fazer a confiss\u00e3o sacramental e, para n\u00e3o descumprir o segundo mandamento da Igreja: \u201cconfessar-se ao menos uma vez por ano por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa\u201d, reza fervorosamente uma f\u00f3rmula de Ato de Contri\u00e7\u00e3o, com o firme prop\u00f3sito de receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Retirado do livro \u2018Sou Cat\u00f3lico, vivo a minha f\u00e9, Edi\u00e7\u00f5es CNBB, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o &nbsp; Neste m\u00eas de outubro o tema do nosso Retiro Mensal \u00e9 um convite a uma reflex\u00e3o sobre a nossa a\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2928,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4,15],"tags":[],"class_list":["post-2880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-event","category-retiro-espiritual"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retiro Espiritual - Outubro - Pastoral Universit\u00e1ria UniSALESIANO<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/unisale.com.br\/novo\/retiro-espiritual-outubro\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Retiro Espiritual - Outubro - Pastoral Universit\u00e1ria UniSALESIANO\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp; 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