{"id":3183,"date":"2021-11-01T12:37:15","date_gmt":"2021-11-01T12:37:15","guid":{"rendered":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/?p=3183"},"modified":"2021-11-01T12:46:49","modified_gmt":"2021-11-01T12:46:49","slug":"retiro-espiritual-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unisale.com.br\/pastoral\/retiro-espiritual-novembro\/","title":{"rendered":"Retiro Espiritual &#8211; Novembro"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste m\u00eas de novembro, que tem no seu primeiro dia a Comemora\u00e7\u00e3o de Todos os Santos, gostaria de propor como tema do nosso Retiro Mensal, uma reflex\u00e3o sobre a nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e0 Santidade. Esta \u00e9 a nossa primeira voca\u00e7\u00e3o: Deus nos chama \u00e0 Santidade. Nos \u00faltimos tempos pudemos assistir as in\u00fameras vezes que. Papas como S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Bento XVI e o Papa Francisco levaram aos altares homens e mulheres que viveram comprovadas virtudes que permitiram aos mesmos serem reconhecidos como Santos e Santas. Homens, mulheres, jovens elevados aos altares. Como eu disse, pessoas de comprovadas virtudes. Mas esta quantidade t\u00e3o grande de Santos e Santas oficialmente reconhecidos pela Igreja quer mostrar a cada um de n\u00f3s que tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados \u00e0 Santidade; que tamb\u00e9m n\u00f3s podemos e devemos ser Santos e Santas. Esta deveria ser a nossa miss\u00e3o cotidiana. Os Santos e Santas que j\u00e1 est\u00e3o nos altares, pelo seu testemunho, nos ensinam que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ser santo. Basta a viv\u00eancia do cotidiano, nos pequenos gestos do dia-a-dia. Dom Bosco tem uma receita muita f\u00e1cil para se fazer Santo, receita esta que ele passou a S\u00e3o Domingos S\u00e1vio quando dizia: \u201cA Santidade consiste em estar sempre alegres\u201d. Mas esta n\u00e3o \u00e9 uma alegria qualquer, mas \u00e9 a alegria que contagia, a alegria que demonstra a confian\u00e7a em Deus em qualquer situa\u00e7\u00e3o, sem blasfemar; a alegria que brota do cora\u00e7\u00e3o agradecido e reconhecido. Uma alegria que s\u00f3 floresce no cora\u00e7\u00e3o que sabe reconhecer a presen\u00e7a e a a\u00e7\u00e3o de Deus nas pequenas coisas da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezemos:<\/p>\n<p><em>&#8220;Deus Esp\u00edrito Santo, renova a nossa vida: envia a Tua luz e d\u00e1-nos coragem e for\u00e7a. Vem, Esp\u00edrito Santo. Vem a n\u00f3s com Teus dons: bondade, mansid\u00e3o e paci\u00eancia. Vem, Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o permitas que o mal nos destrua, mas ajuda-nos a superar o mal pelo bem. Vem, Esp\u00edrito Santo. Dirige nosso pensamento e nossa a\u00e7\u00e3o, ajuda-nos na nossa fraqueza, pois sem Ti nada podemos fazer. Vem, Esp\u00edrito Santo. Faze-nos boas testemunhas de Cristo e deixa-nos encontrar alegria junto de Ti. Vem, Esp\u00edrito Santo. Am\u00e9m!&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o I: \u201cViver em santidade: esta \u00e9 a nossa primeira voca\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Roma, S\u00e3o Pedro,<\/p>\n<p>no dia 19 de mar\u00e7o \u2013 Solenidade de S\u00e3o Jos\u00e9 \u2013 do ano 2018, sexto do meu pontificado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A CHAMADA \u00c0 SANTIDADE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>\u00abALEGRAI-VOS E EXULTAI\u00bb (Mt 5,12), diz Jesus a quantos s\u00e3o perseguidos ou humilhados por causa d\u2019Ele. O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que n\u00e3o nos resignemos com uma vida med\u00edocre, superficial e indecisa. Com efeito, a chamada \u00e0 santidade est\u00e1 patente, de v\u00e1rias maneiras, desde as primeiras p\u00e1ginas da B\u00edblia; a Abra\u00e3o, o Senhor prop\u00f4-la nestes termos: \u00abanda na minha presen\u00e7a e s\u00ea perfeito\u00bb (Gn 17,1).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>N\u00e3o se deve esperar aqui um tratado sobre a santidade, com muitas defini\u00e7\u00f5es e distin\u00e7\u00f5es que poderiam enriquecer este tema importante ou com an\u00e1lises que se poderiam fazer acerca dos meios de santifica\u00e7\u00e3o. O meu objetivo \u00e9 humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada \u00e0 santidade, procurando encarn\u00e1-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de n\u00f3s \u00abpara ser santo e irrepreens\u00edvel na sua presen\u00e7a, no amor\u00bb (cf. Ef 1, 4).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os santos que nos encorajam e acompanham<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Na Carta aos Hebreus, mencionam-se v\u00e1rias testemunhas que nos encorajam a \u00abcorrer com perseveran\u00e7a a prova que nos \u00e9 proposta\u00bb (12, 1): fala-se de Abra\u00e3o, Sara, Mois\u00e9s, Gede\u00e3o e v\u00e1rios outros (cf. cap. 11). Mas, sobretudo somos convidados a reconhecer-nos \u00abcircundados de tal nuvem de testemunhas\u00bb (12, 1), que incitam a n\u00e3o deter-nos no caminho, que nos estimulam a continuar a correr para a meta. E, entre tais testemunhas, podem estar a nossa pr\u00f3pria m\u00e3e, uma av\u00f3 ou outras pessoas pr\u00f3ximas de n\u00f3s (cf. 2 Tm 1,5). A sua vida talvez n\u00e3o tenha sido sempre perfeita, mas, mesmo no meio de imperfei\u00e7\u00f5es e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Os santos, que j\u00e1 chegaram \u00e0 presen\u00e7a de Deus, mant\u00eam conosco la\u00e7os de amor e comunh\u00e3o. Atesta-o o livro do Apocalipse, quando fala dos m\u00e1rtires intercessores: \u00abVi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos, por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamavam em alta voz: \u201cTu, que \u00e9s o Poderoso, o Santo, o Verdadeiro! At\u00e9 quando esperar\u00e1s para julgar?\u201d\u00bb (6,9-10). Podemos dizer que \u00abestamos circundados, conduzidos e guiados pelos amigos de Deus. (&#8230;) N\u00e3o devo carregar sozinho o que, na realidade, nunca poderia carregar sozinho. Os numerosos santos de Deus protegem-me, amparam-me e guiam-me\u00bb.[1]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Nos processos de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o, tomam-se em considera\u00e7\u00e3o os sinais de heroicidade na pr\u00e1tica das virtudes, o sacrif\u00edcio da vida no mart\u00edrio e tamb\u00e9m os casos em que se verificou um oferecimento da pr\u00f3pria vida pelos outros, mantido at\u00e9 \u00e0 morte. Esta doa\u00e7\u00e3o manifesta uma imita\u00e7\u00e3o exemplar de Cristo, e \u00e9 digna da admira\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is.[2] Lembremos, por exemplo, a Beata Maria Gabriela Sagheddu, que ofereceu a sua vida pela unidade dos crist\u00e3os.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os santos ao p\u00e9 da porta<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>N\u00e3o pensemos apenas em quantos j\u00e1 est\u00e3o beatificados ou canonizados. O Esp\u00edrito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque \u00abaprouve a Deus salvar e santificar os homens, n\u00e3o individualmente, exclu\u00edda qualquer liga\u00e7\u00e3o entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente\u00bb.[3] O Senhor, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, salvou um povo. N\u00e3o h\u00e1 identidade plena, sem perten\u00e7a a um povo. Por isso, ningu\u00e9m se salva sozinho, como indiv\u00edduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de rela\u00e7\u00f5es interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa din\u00e2mica popular, na din\u00e2mica dum povo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o p\u00e3o para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta const\u00e2ncia de continuar a caminhar dia ap\u00f3s dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta \u00e9 muitas vezes a santidade \u00abao p\u00e9 da porta\u00bb, daqueles que vivem perto de n\u00f3s e s\u00e3o um reflexo da presen\u00e7a de Deus, ou \u2013 por outras palavras \u2013 da \u00abclasse m\u00e9dia da santidade\u00bb.[4]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>Deixemo-nos estimular pelos sinais de santidade que o Senhor nos apresenta atrav\u00e9s dos membros mais humildes deste povo que \u00abparticipam tamb\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica de Cristo, difundindo o seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de f\u00e9 e de caridade\u00bb.[5] Como nos sugere Santa Teresa Benedita da Cruz, pensemos que \u00e9 atrav\u00e9s de muitos deles que se constr\u00f3i a verdadeira hist\u00f3ria: \u00abNa noite mais escura, surgem os maiores profetas e os santos. Todavia a corrente vivificante da vida m\u00edstica permanece invis\u00edvel. Certamente, os eventos decisivos da hist\u00f3ria do mundo foram essencialmente influenciados por almas sobre as quais nada se diz nos livros de hist\u00f3ria. E saber quais sejam as almas a quem devemos agradecer os acontecimentos decisivos da nossa vida pessoal, \u00e9 algo que s\u00f3 conheceremos no dia em que tudo o est\u00e1 oculto for revelado\u00bb.[6]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>A santidade \u00e9 o rosto mais belo da Igreja. Mas, mesmo fora da Igreja Cat\u00f3lica e em \u00e1reas muito diferentes, o Esp\u00edrito suscita \u00absinais da sua presen\u00e7a, que ajudam os pr\u00f3prios disc\u00edpulos de Cristo\u00bb.[7] Por outro lado, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II lembrou-nos que o \u00abtestemunho, dado por Cristo at\u00e9 ao derramamento do sangue, tornou-se patrim\u00f3nio comum de cat\u00f3licos, ortodoxos, anglicanos e protestantes\u00bb.[8] Na sugestiva comemora\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica, que ele quis celebrar no Coliseu durante o Jubileu do ano 2000, defendeu que os m\u00e1rtires s\u00e3o \u00abuma heran\u00e7a que fala com uma voz mais alta do que os fatores de divis\u00e3o\u00bb.[9]<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Senhor chama<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>Tudo isto \u00e9 importante. Mas, o que quero recordar com esta Exorta\u00e7\u00e3o \u00e9 sobretudo a chamada \u00e0 santidade que o Senhor faz a cada um de n\u00f3s, a chamada que dirige tamb\u00e9m a ti: \u00absede santos, porque Eu sou santo\u00bb (Lv 11,45; cf. 1 Ped 1,16). O Conc\u00edlio Vaticano II salientou vigorosamente: \u00abmunidos de tantos e t\u00e3o grandes meios de salva\u00e7\u00e3o, todos os fi\u00e9is, seja qual for a sua condi\u00e7\u00e3o ou estado, s\u00e3o chamados pelo Senhor \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o do Pai, cada um por seu caminho\u00bb.[10]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"11\">\n<li>\u00abCada um por seu caminho\u00bb, diz o Conc\u00edlio. Por isso, uma pessoa n\u00e3o deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inating\u00edveis. H\u00e1 testemunhos que s\u00e3o \u00fateis para nos estimular e motivar, mas n\u00e3o para procurarmos copi\u00e1-los, porque isso poderia at\u00e9 afastar-nos do caminho, \u00fanico e espec\u00edfico, que o Senhor predisp\u00f4s para n\u00f3s. Importante \u00e9 que cada crente discirna o seu pr\u00f3prio caminho e traga \u00e0 luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf. 1 Cor 12,7), e n\u00e3o se esgote procurando imitar algo que n\u00e3o foi pensado para ele. Todos estamos chamados a ser testemunhas, mas h\u00e1 muitas formas existenciais de testemunho.[11] De facto, quando o grande m\u00edstico S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz escrevera o seu C\u00e2ntico Espiritual, preferia evitar regras fixas para todos, explicando que os seus versos estavam escritos para que cada um os aproveitasse \u00aba seu modo\u00bb.[12] Pois a vida divina comunica-se \u00aba uns duma maneira e a outros doutra\u00bb.[13]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li>A prop\u00f3sito de tais formas distintas, quero assinalar que tamb\u00e9m o \u00abg\u00e9nio feminino\u00bb se manifesta em estilos femininos de santidade, indispens\u00e1veis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em per\u00edodos nos quais as mulheres estiveram mais exclu\u00eddas, o Esp\u00edrito Santo suscitou santas, cujo fasc\u00ednio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Br\u00edgida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de \u00c1vila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, fam\u00edlias e comunidades com a for\u00e7a do seu testemunho.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li>Isto deveria entusiasmar e animar cada um a dar o melhor de si mesmo para crescer rumo \u00e0quele projeto, \u00fanico e irrepet\u00edvel, que Deus quis, desde toda a eternidade, para ele: \u00abantes de te haver formado no ventre materno, Eu j\u00e1 te conhecia; antes que sa\u00edsses do seio de tua m\u00e3e, Eu te consagrei\u00bb (Jr 1,5).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A ti tamb\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"14\">\n<li>Para ser santo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas \u00e0queles que t\u00eam possibilidade de se afastar das ocupa\u00e7\u00f5es comuns, para dedicar muito tempo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o pr\u00f3prio testemunho nas ocupa\u00e7\u00f5es de cada dia, onde cada um se encontra. \u00c9s uma consagrada ou um consagrado? S\u00ea santo, vivendo com alegria a tua doa\u00e7\u00e3o. Est\u00e1s casado? S\u00ea santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. \u00c9s um trabalhador? S\u00ea santo, cumprindo com honestidade e compet\u00eancia o teu trabalho ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os. \u00c9s progenitor, av\u00f3 ou av\u00f4? S\u00ea santo, ensinando com paci\u00eancia as crian\u00e7as a seguirem Jesus. Est\u00e1s investido em autoridade? S\u00ea santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais.[14]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"15\">\n<li>Deixa que a gra\u00e7a do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. N\u00e3o desanimes, porque tens a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo para tornar poss\u00edvel a santidade e, no fundo, esta \u00e9 o fruto do Esp\u00edrito Santo na tua vida (cf. Gal 5,22-23). Quando sentires a tenta\u00e7\u00e3o de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: \u00abSenhor, sou um miser\u00e1vel! Mas V\u00f3s podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor\u00bb. Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontrar\u00e1s tudo o que precisas para crescer rumo \u00e0 santidade. \u00abComo uma noiva que se adorna com as suas joias\u00bb (Is 61,10), o Senhor cumulou-a de dons com a Palavra, os Sacramentos, os santu\u00e1rios, a vida das comunidades, o testemunho dos santos e uma beleza multiforme que deriva do amor do Senhor.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"16\">\n<li>Esta santidade, a que o Senhor te chama, ir\u00e1 crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, come\u00e7am a falar e\u2026 surgem as cr\u00edticas. Mas esta mulher diz para consigo: \u00abN\u00e3o! N\u00e3o falarei mal de ningu\u00e9m\u00bb. Isto \u00e9 um passo rumo \u00e0 santidade. Depois, em casa, o seu filho reclama a aten\u00e7\u00e3o dela para falar das suas fantasias e ela, embora cansada, senta-se ao seu lado e escuta com paci\u00eancia e carinho. Trata-se doutra oferta que santifica. Ou ent\u00e3o atravessa um momento de ang\u00fastia, mas lembra-se do amor da Virgem Maria, pega no ter\u00e7o e reza com f\u00e9. Este \u00e9 outro caminho de santidade. Noutra ocasi\u00e3o, segue pela estrada fora, encontra um pobre e det\u00e9m-se a conversar carinhosamente com ele. \u00c9 mais um passo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"17\">\n<li>Sucede, \u00e0s vezes, que a vida apresenta desafios maiores e, atrav\u00e9s deles, o Senhor convida-nos a novas convers\u00f5es que permitam \u00e0 sua gra\u00e7a manifestar-se melhor na nossa exist\u00eancia, \u00abpara nos fazer participantes da sua santidade\u00bb (Hb 12, 10). Outras vezes trata-se apenas de encontrar uma forma mais perfeita de viver o que j\u00e1 fazemos: \u00abh\u00e1 inspira\u00e7\u00f5es que nos fazem apenas tender para uma perfei\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria das pr\u00e1ticas ordin\u00e1rias da vida crist\u00e3\u00bb.[15] Quando estava na pris\u00e3o, o Cardeal Francisco Xavier Nguyen van Thuan renunciou a desgastar-se com a \u00e2nsia da sua liberta\u00e7\u00e3o. A sua decis\u00e3o foi \u00abviver o momento presente, cumulando-o de amor\u00bb; eis o modo como a concretizava: \u00abaproveito as ocasi\u00f5es que v\u00e3o surgindo cada dia para realizar a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias de maneira extraordin\u00e1ria\u00bb.[16]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"18\">\n<li>Deste modo, sob o impulso da gra\u00e7a divina, com muitos gestos vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para n\u00f3s: n\u00e3o como seres autossuficientes, mas \u00abcomo bons administradores das v\u00e1rias gra\u00e7as de Deus\u00bb (1 Ped 4, 10). Os Bispos da Nova Zel\u00e2ndia ensinaram-nos, justamente, que \u00e9 poss\u00edvel amar com o amor incondicional do Senhor, porque o Ressuscitado partilha a sua vida poderosa com as nossas vidas fr\u00e1geis: \u00abo seu amor n\u00e3o tem limites e, uma vez doado, nunca volta atr\u00e1s. Foi incondicional e permaneceu fiel. Amar assim n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, porque muitas vezes somos t\u00e3o fr\u00e1geis; mas, precisamente para podermos amar como Ele nos amou, Cristo partilha conosco a sua pr\u00f3pria vida ressuscitada. Desta forma, a nossa vida demonstra o seu poder em a\u00e7\u00e3o, inclusive no meio da fragilidade humana\u00bb.[17]<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A tua miss\u00e3o em Cristo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"19\">\n<li>Para um crist\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel imaginar a pr\u00f3pria miss\u00e3o na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque \u00abesta \u00e9, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santifica\u00e7\u00e3o\u00bb (1 Ts 4,3). Cada santo \u00e9 uma miss\u00e3o; \u00e9 um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da hist\u00f3ria, um aspeto do Evangelho.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"20\">\n<li>Esta miss\u00e3o tem o seu sentido pleno em Cristo e s\u00f3 se compreende a partir d\u2019Ele. No fundo, a santidade \u00e9 viver em uni\u00e3o com Ele os mist\u00e9rios da sua vida; consiste em associar-se duma maneira \u00fanica e pessoal \u00e0 morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele. Mas pode tamb\u00e9m envolver a reprodu\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria exist\u00eancia de diferentes aspetos da vida terrena de Jesus: a vida oculta, a vida comunit\u00e1ria, a proximidade aos \u00faltimos, a pobreza e outras manifesta\u00e7\u00f5es da sua doa\u00e7\u00e3o por amor. A contempla\u00e7\u00e3o destes mist\u00e9rios, como propunha Santo In\u00e1cio de Loyola, leva-nos a encarn\u00e1-los nas nossas op\u00e7\u00f5es e atitudes.[18] Porque \u00abtudo, na vida de Jesus, \u00e9 sinal do seu mist\u00e9rio\u00bb,[19] \u00abtoda a vida de Cristo \u00e9 revela\u00e7\u00e3o do Pai\u00bb,[20] \u00abtoda a vida de Cristo \u00e9 mist\u00e9rio de reden\u00e7\u00e3o\u00bb,[21] \u00abtoda a vida de Cristo \u00e9 mist\u00e9rio de recapitula\u00e7\u00e3o\u00bb,[22] e \u00abtudo o que Cristo viveu, Ele pr\u00f3prio faz com que o possamos viver n\u2019Ele e Ele viv\u00ea-lo em n\u00f3s\u00bb.[23]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"21\">\n<li>O des\u00edgnio do Pai \u00e9 Cristo, e n\u00f3s n\u2019Ele. Em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e9 Cristo que ama em n\u00f3s, porque a santidade \u00abmais n\u00e3o \u00e9 do que a caridade plenamente vivida\u00bb.[24] Por conseguinte, \u00aba medida da santidade \u00e9 dada pela estatura que Cristo alcan\u00e7a em n\u00f3s, desde quando, com a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a Sua\u00bb.[25] Assim, cada santo \u00e9 uma mensagem que o Esp\u00edrito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e d\u00e1 ao seu povo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"22\">\n<li>Para identificar qual seja essa palavra que o Senhor quer dizer atrav\u00e9s dum santo, n\u00e3o conv\u00e9m deter-se nos detalhes, porque nisso tamb\u00e9m pode haver erros e quedas. Nem tudo o que um santo diz \u00e9 plenamente fiel ao Evangelho, nem tudo o que faz \u00e9 aut\u00eantico ou perfeito. O que devemos contemplar \u00e9 o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santifica\u00e7\u00e3o, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa.[26]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"23\">\n<li>Isto \u00e9 um vigoroso apelo para todos n\u00f3s. Tamb\u00e9m tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma miss\u00e3o. Tenta faz\u00ea-lo, escutando a Deus na ora\u00e7\u00e3o e identificando os sinais que Ele te d\u00e1. Pede sempre, ao Esp\u00edrito Santo, o que espera Jesus de ti em cada momento da tua vida e em cada op\u00e7\u00e3o que tenhas de tomar, para discernir o lugar que isso ocupa na tua miss\u00e3o. E permite-Lhe plasmar em ti aquele mist\u00e9rio pessoal que possa refletir Jesus Cristo no mundo de hoje.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"24\">\n<li>Oxal\u00e1 consigas identificar a palavra, a mensagem de Jesus que Deus quer dizer ao mundo com a tua vida. Deixa-te transformar, deixa-te renovar pelo Esp\u00edrito para que isso seja poss\u00edvel, e assim a tua preciosa miss\u00e3o n\u00e3o fracassar\u00e1. O Senhor lev\u00e1-la-\u00e1 a cumprimento mesmo no meio dos teus erros e momentos negativos, desde que n\u00e3o abandones o caminho do amor e permane\u00e7as sempre aberto \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o sobrenatural que purifica e ilumina.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A atividade que santifica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"25\">\n<li>Dado que n\u00e3o se pode conceber Cristo sem o Reino que Ele veio trazer, tamb\u00e9m a tua miss\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel da constru\u00e7\u00e3o do Reino: \u00abprocurai primeiro o Reino de Deus e a sua justi\u00e7a\u00bb (Mt 6, 33). A tua identifica\u00e7\u00e3o com Cristo e os seus des\u00edgnios requer o compromisso de constru\u00edres, com Ele, este Reino de amor, justi\u00e7a e paz para todos. O pr\u00f3prio Cristo quer viv\u00ea-lo contigo em todos os esfor\u00e7os ou ren\u00fancias que isso implique e tamb\u00e9m nas alegrias e na fecundidade que te proporcione. Por isso, n\u00e3o te santificar\u00e1s sem te entregares de corpo e alma, dando o melhor de ti neste compromisso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"26\">\n<li>N\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel amar o sil\u00eancio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a ora\u00e7\u00e3o e menosprezar o servi\u00e7o. Tudo pode ser recebido e integrado como parte da pr\u00f3pria vida neste mundo, entrando a fazer parte do caminho de santifica\u00e7\u00e3o. Somos chamados a viver a contempla\u00e7\u00e3o mesmo no meio da a\u00e7\u00e3o, e santificamo-nos no exerc\u00edcio respons\u00e1vel e generoso da nossa miss\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"27\">\n<li>Poder\u00e1 porventura o Esp\u00edrito Santo enviar-nos para cumprir uma miss\u00e3o e, ao mesmo tempo, pedir-nos que fujamos dela ou que evitemos doar-nos totalmente para preservarmos a paz interior? Obviamente n\u00e3o; mas, \u00e0s vezes, somos tentados a relegar para posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria a dedica\u00e7\u00e3o pastoral e o compromisso no mundo, como se fossem \u00abdistra\u00e7\u00f5es\u00bb no caminho da santifica\u00e7\u00e3o e da paz interior. Esquecemo-nos disto: \u00abn\u00e3o \u00e9 que a vida tenha uma miss\u00e3o, mas a vida \u00e9 uma miss\u00e3o\u00bb.[27]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"28\">\n<li>Um compromisso movido pela ansiedade, o orgulho, a necessidade de aparecer e dominar, certamente, n\u00e3o ser\u00e1 santificador. O desafio \u00e9 viver de tal forma a pr\u00f3pria doa\u00e7\u00e3o, que os esfor\u00e7os tenham um sentido evang\u00e9lico e nos identifiquem cada vez mais com Jesus Cristo. Por isso, \u00e9 usual falar, por exemplo, duma espiritualidade do catequista, duma espiritualidade do clero diocesano, duma espiritualidade do trabalho. Pela mesma raz\u00e3o, na Evangelii gaudium, quis concluir com uma espiritualidade da miss\u00e3o, na Laudato si\u2019 com uma espiritualidade ecol\u00f3gica, e na Amoris laetitia com uma espiritualidade da vida familiar.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"29\">\n<li>Isto n\u00e3o implica menosprezar os momentos de quietude, solid\u00e3o e sil\u00eancio diante de Deus. Antes pelo contr\u00e1rio! Com efeito, as novidades cont\u00ednuas dos meios tecnol\u00f3gicos, o fasc\u00ednio de viajar, as in\u00fameras ofertas de consumo, \u00e0s vezes, n\u00e3o deixam espa\u00e7os vazios onde ressoe a voz de Deus. Tudo se enche de palavras, prazeres epid\u00e9rmicos e rumores a uma velocidade cada vez maior; aqui n\u00e3o reina a alegria, mas a insatisfa\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o sabe para que vive. Ent\u00e3o, como n\u00e3o reconhecer que precisamos de deter esta corrida febril para recuperar um espa\u00e7o pessoal, \u00e0s vezes doloroso mas sempre fecundo, onde se realize o di\u00e1logo sincero com Deus? Em certos momentos, deveremos encarar a verdade de n\u00f3s mesmos, para a deixar invadir pelo Senhor; e isto nem sempre se consegue, se a pessoa \u00abn\u00e3o se v\u00ea \u00e0 beira do abismo da tenta\u00e7\u00e3o mais opressiva, se n\u00e3o sente a vertigem do precip\u00edcio do abandono mais desesperado, se n\u00e3o se encontra absolutamente s\u00f3, no cume da solid\u00e3o mais radical\u00bb.[28] Assim, encontramos as grandes motiva\u00e7\u00f5es que nos impelem a viver, em profundidade, as nossas tarefas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"30\">\n<li>Os pr\u00f3prios meios de distra\u00e7\u00e3o que invadem a vida atual levam-nos tamb\u00e9m a absolutizar o tempo livre, no qual podemos utilizar, sem limites, aqueles dispositivos que nos proporcionam divertimento e prazeres ef\u00e9meros.[29] Em consequ\u00eancia disso, ressente-se a pr\u00f3pria miss\u00e3o, o compromisso esmorece, o servi\u00e7o generoso e dispon\u00edvel come\u00e7a a retrair-se. Isto desnatura a experi\u00eancia espiritual. Poder\u00e1 ser saud\u00e1vel um fervor espiritual que convive com a ac\u00e9dia na a\u00e7\u00e3o evangelizadora ou no servi\u00e7o dos outros?<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"31\">\n<li>Precisamos dum esp\u00edrito de santidade que impregne tanto a solid\u00e3o como o servi\u00e7o, tanto a intimidade como a tarefa evangelizadora, para que cada instante seja express\u00e3o de amor doado sob o olhar do Senhor. Desta forma, todos os momentos ser\u00e3o degraus no nosso caminho de santifica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mais vivos, mais humanos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"32\">\n<li>N\u00e3o tenhas medo da santidade. N\u00e3o te tirar\u00e1 for\u00e7as, nem vida nem alegria. Muito pelo contr\u00e1rio, porque chegar\u00e1s a ser o que o Pai pensou quando te criou e ser\u00e1s fiel ao teu pr\u00f3prio ser. Depender d\u2019Ele liberta-nos das escravid\u00f5es e leva-nos a reconhecer a nossa dignidade. Isto v\u00ea-se em Santa Josefina Bakhita, que, \u00abescravizada e vendida como escrava com apenas sete anos de idade, sofreu muito nas m\u00e3os de patr\u00f5es cru\u00e9is. Apesar disso compreendeu a verdade profunda que Deus, e n\u00e3o o homem, \u00e9 o verdadeiro Patr\u00e3o de todos os seres humanos, de cada vida humana. Esta experi\u00eancia torna-se fonte de grande sabedoria para esta humilde filha da \u00c1frica\u00bb.[30]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"33\">\n<li>Cada crist\u00e3o, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para o mundo. Assim nos ensinaram os Bispos da \u00c1frica ocidental: \u00abSomos chamados, no esp\u00edrito da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, a ser evangelizados e a evangelizar atrav\u00e9s da promo\u00e7\u00e3o de todos os batizados para que assumam as suas tarefas como sal da terra e luz do mundo, onde quer que se encontrem\u00bb.[31]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"34\">\n<li>N\u00e3o tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. N\u00e3o tenhas medo de te deixares guiar pelo Esp\u00edrito Santo. A santidade n\u00e3o te torna menos humano, porque \u00e9 o encontro da tua fragilidade com a for\u00e7a da gra\u00e7a. No fundo, como dizia Le\u00f3n Bloy, na vida \u00abexiste apenas uma tristeza: a de n\u00e3o ser santo\u00bb.[32]<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Medita\u00e7\u00e3o II:<\/strong> <strong>Continua a Exorta\u00e7\u00e3o \u201cGAUDAT ET EXULTATE\u201d DO PAPA FRANCISCO<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>Cap\u00edtulo IV<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ALGUMAS CARATER\u00cdSTICAS DA SANTIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>NO MUNDO ATUAL<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"110\">\n<li>Neste grande quadro da santidade que as bem-aventuran\u00e7as e Mateus 25,31-46 nos prop\u00f5em, gostaria de recolher algumas carater\u00edsticas ou tra\u00e7os espirituais que, a meu ver, s\u00e3o indispens\u00e1veis para compreender o estilo de vida a que o Senhor nos chama. N\u00e3o me deterei a explicar os meios de santifica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 conhecemos: os diferentes m\u00e9todos de ora\u00e7\u00e3o, os sacramentos inestim\u00e1veis da Eucaristia e da Reconcilia\u00e7\u00e3o, a oferta de sacrif\u00edcios, as v\u00e1rias formas de devo\u00e7\u00e3o, a dire\u00e7\u00e3o espiritual e muitos outros. Limitar-me-ei a referir alguns aspetos da chamada \u00e0 santidade, que tenham \u2013 assim o espero \u2013 uma resson\u00e2ncia especial.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"111\">\n<li>Estas carater\u00edsticas que quero evidenciar n\u00e3o s\u00e3o todas as que podem constituir um modelo de santidade, mas s\u00e3o cinco grandes manifesta\u00e7\u00f5es do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, que considero particularmente importantes devido a alguns riscos e limites da cultura de hoje. Nesta se manifestam: a ansiedade nervosa e violenta que nos dispersa e enfraquece; o negativismo e a tristeza; a ac\u00e9dia c\u00f3moda, consumista e ego\u00edsta; o individualismo e tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus que reinam no mercado religioso atual.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Suporta\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia e mansid\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"112\">\n<li>A primeira destas grandes carater\u00edsticas \u00e9 permanecer centrado, firme em Deus que ama e sustenta. A partir desta firmeza interior, \u00e9 poss\u00edvel aguentar, suportar as contrariedades, as vicissitudes da vida e tamb\u00e9m as agress\u00f5es dos outros, as suas infidelidades e defeitos: \u00abse Deus est\u00e1 por n\u00f3s, quem pode estar contra n\u00f3s?\u00bb (Rm 8,31). Nisto est\u00e1 a fonte da paz que se expressa nas atitudes dum santo. Com base em tal solidez interior, o testemunho de santidade, no nosso mundo acelerado, vol\u00favel e agressivo, \u00e9 feito de paci\u00eancia e const\u00e2ncia no bem. \u00c9 a fidelidade (pistis) do amor, pois quem se apoia em Deus tamb\u00e9m pode ser fiel (pist\u00f3s) aos irm\u00e3os, n\u00e3o os abandonando nos momentos dif\u00edceis, nem se deixando levar pela pr\u00f3pria ansiedade, mas mantendo-se ao lado dos outros mesmo quando isso n\u00e3o lhe proporcione qualquer satisfa\u00e7\u00e3o imediata.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"113\">\n<li>S\u00e3o Paulo convidava os crist\u00e3os de Roma a n\u00e3o pagar a ningu\u00e9m o mal com o mal (cf. Rm 12,17), a n\u00e3o fazer-se justi\u00e7a por conta pr\u00f3pria (cf. 12,19), nem a deixar-se vencer pelo mal, mas vencer o mal com o bem (cf. 12,21). Esta atitude n\u00e3o \u00e9 sinal de fraqueza, mas da verdadeira for\u00e7a, porque o pr\u00f3prio Deus \u00ab\u00e9 paciente e grande em poder\u00bb (Na 1,3). Assim nos adverte a Palavra de Deus: \u00abtoda a esp\u00e9cie de azedume, raiva, ira, gritaria e inj\u00faria desapare\u00e7a de v\u00f3s, juntamente com toda a maldade\u00bb (Ef 4,31).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"114\">\n<li>\u00c9 preciso lutar e estar atentos \u00e0s nossas inclina\u00e7\u00f5es agressivas e egoc\u00eantricas, para n\u00e3o deixar que ganhem ra\u00edzes: \u00abse vos irardes, n\u00e3o pequeis; que o sol n\u00e3o se ponha sobre o vosso ressentimento\u00bb (Ef 4, 26). Quando h\u00e1 circunst\u00e2ncias que nos acabrunham, sempre podemos recorrer \u00e0 \u00e2ncora da s\u00faplica, que nos leva a ficar de novo nas m\u00e3os de Deus e junto da fonte da paz: \u00abpor nada vos deixeis inquietar; pelo contr\u00e1rio: em tudo, pela ora\u00e7\u00e3o e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as. Ent\u00e3o, a paz de Deus, que ultrapassa toda a intelig\u00eancia, guardar\u00e1 os vossos cora\u00e7\u00f5es\u00bb (Fp 4, 6-7).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"115\">\n<li>Pode acontecer tamb\u00e9m que os crist\u00e3os fa\u00e7am parte de redes de viol\u00eancia verbal atrav\u00e9s da internet e v\u00e1rios f\u00f3runs ou espa\u00e7os de interc\u00e2mbio digital. Mesmo nos media cat\u00f3licos, \u00e9 poss\u00edvel ultrapassar os limites, tolerando-se a difama\u00e7\u00e3o e a cal\u00fania e parecendo excluir qualquer \u00e9tica e respeito pela fama alheia. Gera-se, assim, um dualismo perigoso, porque, nestas redes, dizem-se coisas que n\u00e3o seriam toler\u00e1veis na vida p\u00fablica e procura-se compensar as pr\u00f3prias insatisfa\u00e7\u00f5es descarregando furiosamente os desejos de vingan\u00e7a. \u00c9 impressionante como, \u00e0s vezes, pretendendo defender outros mandamentos, se ignora completamente o oitavo: \u00abn\u00e3o levantar falsos testemunhos\u00bb e destr\u00f3i-se sem piedade a imagem alheia. Nisto se manifesta como a l\u00edngua descontrolada \u00ab\u00e9 um mundo de iniquidade; (\u2026) e, inflamada pelo Inferno, incendeia o curso da nossa exist\u00eancia\u00bb (Tg 3,6).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"116\">\n<li>A firmeza interior, que \u00e9 obra da gra\u00e7a, impede de nos deixarmos arrastar pela viol\u00eancia que invade a vida social, porque a gra\u00e7a aplaca a vaidade e torna poss\u00edvel a mansid\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. O santo n\u00e3o gasta as suas energias a lamentar-se dos erros alheios, \u00e9 capaz de guardar sil\u00eancio sobre os defeitos dos seus irm\u00e3os e evita a viol\u00eancia verbal que destr\u00f3i e maltrata, porque n\u00e3o se julga digno de ser duro com os outros, mas considera-os superiores a si pr\u00f3prio (cf. Flp 2,3).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"117\">\n<li>N\u00e3o nos faz bem olhar com altivez, assumir o papel de ju\u00edzes sem piedade, considerar os outros como indignos e pretender continuamente dar li\u00e7\u00f5es. Esta \u00e9 uma forma subtil de viol\u00eancia.[95] S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz propunha outra coisa: \u00abmostra-te sempre mais propenso a ser ensinado por todos do que a querer ensinar quem \u00e9 inferior a todos\u00bb.[96] E acrescentava um conselho para afastar o dem\u00f3nio: \u00abalegrando-te com o bem dos outros como se fosse teu e procurando sinceramente que estes sejam preferidos a ti em todas as coisas, assim vencer\u00e1s o mal com o bem, afastar\u00e1s o dem\u00f3nio para longe e alegrar\u00e1s o cora\u00e7\u00e3o. Procura exercit\u00e1-lo sobretudo com aqueles que te s\u00e3o menos simp\u00e1ticos. E sabe que, se n\u00e3o te exercitares neste campo, n\u00e3o chegar\u00e1s \u00e0 verdadeira caridade nem tirar\u00e1s proveito dela\u00bb.[97]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"118\">\n<li>A humildade s\u00f3 se pode enraizar no cora\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das humilha\u00e7\u00f5es. Sem elas, n\u00e3o h\u00e1 humildade nem santidade. Se n\u00e3o fores capaz de suportar e oferecer a Deus algumas humilha\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9s humilde nem est\u00e1s no caminho da santidade. A santidade que Deus d\u00e1 \u00e0 sua Igreja, vem atrav\u00e9s da humilha\u00e7\u00e3o do seu Filho: este \u00e9 o caminho. A humilha\u00e7\u00e3o faz-te semelhante a Jesus, \u00e9 parte inelud\u00edvel da imita\u00e7\u00e3o de Jesus: \u00abCristo padeceu por v\u00f3s, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos\u00bb (1 Ped 2,21). Ele, por sua vez, manifesta a humildade do Pai, que Se humilha para caminhar com o seu povo, que suporta as suas infidelidades e murmura\u00e7\u00f5es (cf. Ex 34,6-9; Sab 11,23\u201312, 2; Lc 6,36). Por este motivo os Ap\u00f3stolos, depois da humilha\u00e7\u00e3o, estavam \u00abcheios de alegria, por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus\u00bb (At 5,41).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"119\">\n<li>N\u00e3o me refiro apenas \u00e0s situa\u00e7\u00f5es cruentas de mart\u00edrio, mas \u00e0s humilha\u00e7\u00f5es di\u00e1rias daqueles que calam para salvar a sua fam\u00edlia, ou evitam falar bem de si mesmos e preferem louvar os outros em vez de se gloriar, escolhem as tarefas menos vistosas e \u00e0s vezes at\u00e9 preferem suportar algo de injusto para o oferecer ao Senhor: \u00abse, fazendo o bem, sofreis com paci\u00eancia, isso \u00e9 uma coisa merit\u00f3ria diante de Deus\u00bb (1 Ped 2, 20). N\u00e3o \u00e9 caminhar com a cabe\u00e7a inclinada, falar pouco ou escapar da sociedade. \u00c0s vezes uma pessoa, precisamente porque est\u00e1 liberta do egocentrismo, pode ter a coragem de discutir amavelmente, reclamar justi\u00e7a ou defender os fracos diante dos poderosos, mesmo que isso traga consequ\u00eancias negativas para a sua imagem.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"120\">\n<li>N\u00e3o digo que a humilha\u00e7\u00e3o seja algo de agrad\u00e1vel, porque isso seria masoquismo, mas que se trata dum caminho para imitar Jesus e crescer na uni\u00e3o com Ele. Isto n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel no plano natural, e o mundo ridiculariza semelhante proposta. \u00c9 uma gra\u00e7a que precisamos de implorar: \u00abSenhor, quando chegarem as humilha\u00e7\u00f5es, ajuda-me a sentir que estou seguindo atr\u00e1s de Ti, no teu caminho\u00bb.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"121\">\n<li>Esta atitude pressup\u00f5e um cora\u00e7\u00e3o pacificado por Cristo, liberto daquela agressividade que brota dum \u00abego\u00bb demasiado grande. A pr\u00f3pria pacifica\u00e7\u00e3o, que a gra\u00e7a realiza, permite-nos manter uma seguran\u00e7a interior e aguentar, perseverar no bem \u00abainda que atravesse vales tenebrosos\u00bb (Sal 23\/22,4) ou \u00abainda que um ex\u00e9rcito me cerque\u00bb (Sal 27\/26,3). Firmes no Senhor, a Rocha, podemos cantar: \u00abdeito-me em paz e logo adorme\u00e7o, porque s\u00f3 Tu, Senhor, me fazes viver em seguran\u00e7a\u00bb (Sal 4,9). Em suma, Cristo \u00ab\u00e9 a nossa paz\u00bb (Ef 2,14) e veio \u00abdirigir os nossos passos no caminho da paz\u00bb (Lc 1, 9). Ele fez saber a Santa Faustina Kowalska: \u00aba humanidade n\u00e3o encontrar\u00e1 paz, enquanto n\u00e3o se dirigir com confian\u00e7a \u00e0 Minha Miseric\u00f3rdia\u00bb.[98] Por isso, n\u00e3o caiamos na tenta\u00e7\u00e3o de procurar a seguran\u00e7a interior no sucesso, nos prazeres vazios, na riqueza, no dom\u00ednio sobre os outros ou na imagem social: \u00abDou-vos a minha paz. [Mas] n\u00e3o \u00e9 como a d\u00e1 o mundo, que Eu vo-la dou\u00bb (Jo 14,27).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alegria e sentido de humor<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"122\">\n<li>O que ficou dito at\u00e9 agora n\u00e3o implica um esp\u00edrito retra\u00eddo, tristonho, amargo, melanc\u00f3lico ou um perfil sumido, sem energia. O santo \u00e9 capaz de viver com alegria e sentido de humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um esp\u00edrito positivo e rico de esperan\u00e7a. Ser crist\u00e3o \u00e9 \u00abalegria no Esp\u00edrito Santo\u00bb (Rm 14,17), porque, \u00abdo amor de caridade, segue-se necessariamente a alegria. Pois quem ama sempre se alegra na uni\u00e3o com o amado. (&#8230;) Da\u00ed que a consequ\u00eancia da caridade seja a alegria\u00bb.[99] Recebemos a beleza da sua Palavra e abra\u00e7amo-la \u00abem plena tribula\u00e7\u00e3o, com a alegria do Esp\u00edrito Santo\u00bb (1 Ts 1,6). Se deixarmos que o Senhor nos arranque da nossa concha e mude a nossa vida, ent\u00e3o poderemos realizar o que pedia S\u00e3o Paulo: \u00abAlegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!\u00bb (Fp 4,4).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"123\">\n<li>Os profetas anunciavam o tempo de Jesus, que estamos a viver, como uma revela\u00e7\u00e3o da alegria: \u00abexultai de alegria\u00bb (Is 12,6). \u00abSobe a um alto monte, arauto de Si\u00e3o. Grita com voz forte, arauto de Jerusal\u00e9m\u00bb (Is 40, 9). \u00abExulta de alegria, \u00f3 terra! Rompei em exclama\u00e7\u00f5es, \u00f3 montes! Na verdade, o Senhor consola o seu povo e Se compadece dos desamparados\u00bb (Is 49,13). \u00abExulta de alegria, filha de Si\u00e3o! Solta gritos de j\u00fabilo, filha de Jerusal\u00e9m! Eis que o teu Rei vem a ti; Ele \u00e9 justo e vitorioso\u00bb (Zac 9,9). E n\u00e3o esque\u00e7amos a exorta\u00e7\u00e3o de Neemias: \u00abn\u00e3o vos entriste\u00e7ais, porque a alegria do Senhor \u00e9 que \u00e9 a vossa for\u00e7a\u00bb (8,10).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"124\">\n<li>Maria, que soube descobrir a novidade trazida por Jesus, cantava: \u00abo meu esp\u00edrito se alegra\u00bb (Lc 1,47) e o pr\u00f3prio Jesus \u00abestremeceu de alegria sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo\u00bb (Lc 10,21). Quando Ele passava, \u00aba multid\u00e3o alegrava-se\u00bb (Lc 13,17). Depois da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, onde chegavam os disc\u00edpulos, havia grande alegria (cf. At 8,8). Jesus assegurou-nos: \u00abv\u00f3s haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza h\u00e1 de converter-se em alegria! (&#8230;) Eu hei de ver-vos de novo! Ent\u00e3o o vosso cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 de alegrar-se e ningu\u00e9m vos poder\u00e1 tirar a vossa alegria\u00bb (Jo 16,20.22). \u00abManifestei-vos estas coisas, para que esteja em v\u00f3s a minha alegria, e a vossa alegria seja completa\u00bb (Jo 15,11).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"125\">\n<li>Existem momentos dif\u00edceis, tempos de cruz, mas nada pode destruir a alegria sobrenatural, que \u00abse adapta e transforma, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, n\u00e3o obstante o contr\u00e1rio, sermos infinitamente amados\u00bb.[100] \u00c9 uma seguran\u00e7a interior, uma serenidade cheia de esperan\u00e7a que proporciona uma satisfa\u00e7\u00e3o espiritual incompreens\u00edvel \u00e0 luz dos crit\u00e9rios mundanos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"126\">\n<li>Normalmente a alegria crist\u00e3 \u00e9 acompanhada pelo sentido do humor, t\u00e3o saliente, por exemplo, em S\u00e3o Tom\u00e1s Moro, S\u00e3o Vicente de Paulo, ou S\u00e3o Filipe N\u00e9ri. O mau humor n\u00e3o \u00e9 um sinal de santidade: \u00ablan\u00e7a fora do teu cora\u00e7\u00e3o a tristeza\u00bb (Qo 11,10). \u00c9 tanto o que recebemos do Senhor \u00abpara nosso usufruto\u00bb (1 Tm 6,17), que \u00e0s vezes a tristeza tem a ver com a ingratid\u00e3o, com estar t\u00e3o fechados em n\u00f3s mesmos que nos tornamos incapazes de reconhecer os dons de Deus.[101]<\/li>\n<li>Assim nos convida o seu amor paterno: \u00abmeu filho, se tens com qu\u00ea, trata-te bem (&#8230;). N\u00e3o te prives da felicidade presente\u00bb (Sir 14, 11.14). Quer-nos positivos, agradecidos e n\u00e3o demasiado complicados: \u00abno dia da felicidade, s\u00ea alegre. (\u2026) Deus criou os homens retos, eles, por\u00e9m, procuraram maquina\u00e7\u00f5es sem fim\u00bb (Qo 7, 14.29). Em cada situa\u00e7\u00e3o, devemos manter um esp\u00edrito flex\u00edvel, fazendo como S\u00e3o Paulo: aprendi a adaptar-me \u00ab\u00e0s situa\u00e7\u00f5es em que me encontre\u00bb (Flp 4, 11). Isto mesmo vivia S\u00e3o Francisco de Assis, capaz de se comover de gratid\u00e3o perante um peda\u00e7o de p\u00e3o duro, ou de louvar, feliz, a Deus s\u00f3 pela brisa que acariciava o seu rosto.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"128\">\n<li>N\u00e3o estou a falar da alegria consumista e individualista muito presente nalgumas experi\u00eancias culturais de hoje. Com efeito, o consumismo s\u00f3 atravanca o cora\u00e7\u00e3o; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas n\u00e3o alegria. Refiro-me, antes, \u00e0quela alegria que se vive em comunh\u00e3o, que se partilha e comunica, porque \u00aba felicidade est\u00e1 mais em dar do que em receber\u00bb (At 20, 35) e \u00abDeus ama quem d\u00e1 com alegria\u00bb (2 Cor 9, 7). O amor fraterno multiplica a nossa capacidade de alegria, porque nos torna capazes de rejubilar com o bem dos outros: \u00abalegrai-vos com os que se alegram\u00bb (Rm 12, 15). \u00abAlegramo-nos quando somos fracos e v\u00f3s sois fortes\u00bb (2 Cor 13, 9). Ao contr\u00e1rio, \u00abconcentrando-nos sobretudo nas nossas pr\u00f3prias necessidades, condenamo-nos a viver com pouca alegria\u00bb.[102]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ousadia e ardor<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"129\">\n<li>Ao mesmo tempo, a santidade \u00e9 parresia: \u00e9 ousadia, \u00e9 impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser poss\u00edvel, o pr\u00f3prio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: \u00abn\u00e3o temais!\u00bb (Mc 6,50). \u00abEu estarei sempre convosco at\u00e9 ao fim dos tempos\u00bb (Mt 28,20). Estas palavras permitem-nos partir e servir com aquela atitude cheia de coragem que o Esp\u00edrito Santo suscitava nos Ap\u00f3stolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo. Ousadia, entusiasmo, falar com liberdade, ardor apost\u00f3lico: tudo isto est\u00e1 contido no termo parresia, uma palavra com que a B\u00edblia expressa tamb\u00e9m a liberdade duma exist\u00eancia aberta, porque est\u00e1 dispon\u00edvel para Deus e para os irm\u00e3os (cf. At 4,29; 9,28; 28,31; 2Cor 3,12; Ef 3, 12; Hb 3,6; 10,19).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"130\">\n<li>O Beato Paulo VI mencionava, entre os obst\u00e1culos da evangeliza\u00e7\u00e3o, precisamente a car\u00eancia de parresia, \u00aba falta de ardor, tanto mais grave [porque] prov\u00e9m de dentro\u00bb.[103] Quantas vezes nos sentimos instigados a deter-nos na comodidade da margem! Mas o Senhor chama-nos a navegar pelo mar dentro e lan\u00e7ar as redes em \u00e1guas mais profundas (cf. Lc 5,4). Convida-nos a gastar a nossa vida ao seu servi\u00e7o. Agarrados a Ele, temos a coragem de colocar todos os nossos carismas ao servi\u00e7o dos outros. Oxal\u00e1 pud\u00e9ssemos sentir-nos impelidos pelo seu amor (cf. 2Cor 5,14) e dizer com S\u00e3o Paulo: \u00abai de mim se eu n\u00e3o evangelizar!\u00bb (1 Cor 9,16).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"131\">\n<li>Olhemos para Jesus! A sua entranhada compaix\u00e3o n\u00e3o era algo que O ensimesmava, n\u00e3o era uma compaix\u00e3o paralisadora, t\u00edmida ou envergonhada, como sucede muitas vezes conosco. Era exatamente o contr\u00e1rio: era uma compaix\u00e3o que O impelia fortemente a sair de Si mesmo a fim de anunciar, mandar em miss\u00e3o, enviar a curar e libertar. Reconhe\u00e7amos a nossa fragilidade, mas deixemos que Jesus a tome nas suas m\u00e3os e nos lance para a miss\u00e3o. Somos fr\u00e1geis, mas portadores dum tesouro que nos faz grandes e pode tornar melhores e mais felizes aqueles que o recebem. A ousadia e a coragem apost\u00f3lica s\u00e3o constitutivas da miss\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"132\">\n<li>A parresia \u00e9 selo do Esp\u00edrito, testemunho da autenticidade do an\u00fancio. \u00c9 uma certeza feliz que nos leva a gloriar-nos do Evangelho que anunciamos, \u00e9 confian\u00e7a inquebrant\u00e1vel na fidelidade da Testemunha fiel, que nos d\u00e1 a certeza de que nada \u00abpoder\u00e1 separar-nos do amor de Deus\u00bb (Rm 8, 39).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"133\">\n<li>Precisamos do impulso do Esp\u00edrito para n\u00e3o ser paralisados pelo medo e o calculismo, para n\u00e3o nos habituarmos a caminhar s\u00f3 dentro de confins seguros. Lembremo-nos disto: o que fica fechado acaba cheirando a mofo e criando um ambiente doentio. Quando os ap\u00f3stolos sentiram a tenta\u00e7\u00e3o de deixar-se paralisar pelos medos e perigos, juntaram-se a rezar pedindo parresia: \u00abagora, Senhor, tem em conta as suas amea\u00e7as e concede aos teus servos poderem anunciar a tua palavra com toda a ousadia\u00bb (At 4,29). E a resposta foi esta: \u00abtinham acabado de orar, quando o lugar em que se encontravam reunidos estremeceu, e todos foram cheios do Esp\u00edrito Santo, come\u00e7ando a anunciar a palavra de Deus com ousadia\u00bb (At 4,31).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"134\">\n<li>\u00c0 semelhan\u00e7a do profeta Jonas, sempre permanece latente em n\u00f3s a tenta\u00e7\u00e3o de fugir para um lugar seguro, que pode ter muitos nomes: individualismo, espiritualismo, confinamento em mundos pequenos, depend\u00eancia, instala\u00e7\u00e3o, repeti\u00e7\u00e3o de esquemas preestabelecidos, dogmatismo, nostalgia, pessimismo, ref\u00fagio nas normas. Talvez nos sintamos relutantes em deixar um territ\u00f3rio que nos era conhecido e control\u00e1vel. Todavia as dificuldades podem ser como a tempestade, a baleia, o verme que fez secar o r\u00edcino de Jonas, ou o vento e o sol que lhe dardejaram a cabe\u00e7a; e, tal como para ele, podem ter a fun\u00e7\u00e3o de nos fazer voltar para este Deus que \u00e9 ternura e nos quer levar a uma itiner\u00e2ncia constante e renovadora.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"135\">\n<li>Deus \u00e9 sempre novidade, que nos impele a partir sem cessar e a mover-nos para ir mais al\u00e9m do conhecido, rumo \u00e0s periferias e aos confins. Leva-nos aonde se encontra a humanidade mais ferida e aonde os seres humanos, sob a apar\u00eancia da superficialidade e do conformismo, continuam \u00e0 procura de resposta para a quest\u00e3o do sentido da vida. Deus n\u00e3o tem medo! N\u00e3o tem medo! Ultrapassa sempre os nossos esquemas e n\u00e3o Lhe metem medo as periferias. Ele pr\u00f3prio Se fez periferia (cf. Flp 2, 6-8; Jo 1,14). Por isso, se ousarmos ir \u00e0s periferias, l\u00e1 O encontraremos: Ele j\u00e1 estar\u00e1 l\u00e1. Jesus antecipa-Se-nos no cora\u00e7\u00e3o daquele irm\u00e3o, na sua carne ferida, na sua vida oprimida, na sua alma sombria. Ele j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"136\">\n<li>\u00c9 verdade que precisamos de abrir a porta a Jesus Cristo, porque Ele bate e chama (cf. Ap 3,20). Mas, pensando no ar irrespir\u00e1vel da nossa autorreferencialidade, pergunto-me se \u00e0s vezes Jesus n\u00e3o estar\u00e1 j\u00e1 dentro de n\u00f3s, batendo para que O deixemos sair. No Evangelho, vemos como Jesus \u00abia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus\u00bb (Lc 8, 1). Mesmo depois da ressurrei\u00e7\u00e3o, quando os disc\u00edpulos partiram para toda a parte, \u00abo Senhor cooperava com eles\u00bb (Mc 16, 20). Esta \u00e9 a din\u00e2mica que brota do verdadeiro encontro.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"137\">\n<li>A habitua\u00e7\u00e3o seduz-nos e diz-nos que n\u00e3o tem sentido procurar mudar as coisas, que nada podemos fazer perante tal situa\u00e7\u00e3o, que sempre foi assim e, todavia, sobrevivemos. Pela habitua\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o enfrentamos o mal e permitimos que as coisas \u00abcontinuem como est\u00e3o\u00bb ou como alguns decidiram que estejam. Deixemos ent\u00e3o que o Senhor venha despertar-nos, dar-nos um aban\u00e3o na nossa sonol\u00eancia, libertar-nos da in\u00e9rcia. Desafiemos a habitua\u00e7\u00e3o, abramos bem os olhos, os ouvidos e sobretudo o cora\u00e7\u00e3o, para nos deixarmos mover pelo que acontece ao nosso redor e pelo clamor da Palavra viva e eficaz do Ressuscitado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"138\">\n<li>Move-nos o exemplo de tantos sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos que se dedicam a anunciar e servir com grande fidelidade, muitas vezes arriscando a vida e, sem d\u00favida, \u00e0 custa da sua comodidade. O seu testemunho lembra-nos que a Igreja n\u00e3o precisa de muitos burocratas e funcion\u00e1rios, mas de mission\u00e1rios apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida. Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"139\">\n<li>Pe\u00e7amos ao Senhor a gra\u00e7a de n\u00e3o hesitar quando o Esp\u00edrito nos exige que demos um passo em frente; pe\u00e7amos a coragem apost\u00f3lica de comunicar o Evangelho aos outros e de renunciar a fazer da nossa vida um museu de recorda\u00e7\u00f5es. Em qualquer situa\u00e7\u00e3o, deixemos que o Esp\u00edrito Santo nos fa\u00e7a contemplar a hist\u00f3ria na perspectiva de Jesus ressuscitado. Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poder\u00e1 continuar em frente acolhendo as surpresas do Senhor.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em comunidade<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"140\">\n<li>\u00c9 muito dif\u00edcil lutar contra a pr\u00f3pria concupisc\u00eancia e contra as ciladas e tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f3nio e do mundo ego\u00edsta, se estivermos isolados. A sedu\u00e7\u00e3o com que nos bombardeiam \u00e9 tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"141\">\n<li>A santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho comunit\u00e1rio, que se deve fazer dois a dois. Reflexo disto temo-lo em algumas comunidades santas. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, a Igreja canonizou comunidades inteiras, que viveram heroicamente o Evangelho ou ofereceram a Deus a vida de todos os seus membros. Pensemos, por exemplo, nos sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria, nas sete Beatas religiosas do primeiro mosteiro da Visita\u00e7\u00e3o de Madrid, em S\u00e3o Paulo M\u00edki e companheiros m\u00e1rtires no Jap\u00e3o, em Santo Andr\u00e9 Taegon e companheiros m\u00e1rtires na Coreia, em S\u00e3o Roque Gonz\u00e1lez, Afonso Rodr\u00edguez e companheiros m\u00e1rtires na Am\u00e9rica do Sul. E recordemos tamb\u00e9m o testemunho recente dos monges trapistas de Tibhirine (Arg\u00e9lia), que se prepararam juntos para o mart\u00edrio. De igual modo, h\u00e1 muitos casais santos, onde cada c\u00f4njuge foi um instrumento para a santifica\u00e7\u00e3o do outro. Viver e trabalhar com outros \u00e9, sem d\u00favida, um caminho de crescimento espiritual. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz dizia a um disc\u00edpulo: est\u00e1s a viver com outros \u00abpara que te trabalhem e exercitem na virtude\u00bb.[104]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"142\">\n<li>A comunidade \u00e9 chamada a criar aquele \u00abespa\u00e7o teologal onde se pode experimentar a presen\u00e7a m\u00edstica do Senhor ressuscitado\u00bb.[105] Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irm\u00e3os e vai-nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e mission\u00e1ria. Isto d\u00e1 origem tamb\u00e9m a aut\u00eanticas experi\u00eancias m\u00edsticas vividas em comunidade, como no caso de S\u00e3o Bento e Santa Escol\u00e1stica, ou daquele sublime encontro espiritual que viveram juntos Santo Agostinho e sua m\u00e3e Santa M\u00f3nica: \u00abpr\u00f3ximo j\u00e1 do dia em que ela ia sair desta vida \u2013 dia que V\u00f3s conhec\u00edeis e n\u00f3s ignor\u00e1vamos \u2013 sucedeu, segundo creio, por disposi\u00e7\u00e3o dos vossos secretos des\u00edgnios, que nos encontr\u00e1ssemos sozinhos, ela e eu, apoiados a uma janela cuja vista dava para o jardim interior da casa onde mor\u00e1vamos (\u2026). Os l\u00e1bios do nosso cora\u00e7\u00e3o abriam-se ansiosos para a corrente celeste da vossa fonte, a fonte da Vida, que est\u00e1 em V\u00f3s (&#8230;). Enquanto assim fal\u00e1vamos, anelantes pela Sabedoria, atingimo-la momentaneamente num \u00edmpeto completo do nosso cora\u00e7\u00e3o (&#8230;) E se a vida eterna fosse semelhante a este vislumbre intuitivo?\u00bb[106]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"143\">\n<li>Contudo estas experi\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o o mais frequente, nem o mais importante. A vida comunit\u00e1ria, na fam\u00edlia, na par\u00f3quia, na comunidade religiosa ou em qualquer outra, comp\u00f5e-se de tantos pequenos detalhes di\u00e1rios. Assim acontecia na comunidade santa formada por Jesus, Maria e Jos\u00e9, onde se refletiu de forma paradigm\u00e1tica a beleza da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria. E o mesmo sucedia na vida comunit\u00e1ria que Jesus transcorreu com os seus disc\u00edpulos e o povo simples.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"144\">\n<li>Lembremo-nos como Jesus convidava os seus disc\u00edpulos a prestarem aten\u00e7\u00e3o aos detalhes:<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe do vinho que estava a acabar numa festa;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe duma ovelha que faltava;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe da vi\u00fava que ofereceu as duas moedinhas que tinha;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe de ter azeite de reserva para as l\u00e2mpadas, caso o noivo se demore;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe de pedir aos disc\u00edpulos que vissem quantos p\u00e3es tinham;<\/p>\n<p>o pequeno detalhe de ter a fogueira acesa e um peixe na grelha enquanto esperava os disc\u00edpulos ao amanhecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"145\">\n<li>A comunidade, que guarda os pequenos detalhes do amor[107] e na qual os membros cuidam uns dos outros e formam um espa\u00e7o aberto e evangelizador, \u00e9 lugar da presen\u00e7a do Ressuscitado que a vai santificando segundo o projeto do Pai. Sucede \u00e0s vezes, no meio destes pequenos detalhes, que o Senhor, por um dom do seu amor, nos presenteie com consoladoras experi\u00eancias de Deus: \u00abuma noite de inverno, cumpria, como de costume, o pequeno of\u00edcio. (&#8230;) De repente, ouvi ao longe o som harmonioso de um instrumento musical. Ent\u00e3o imaginei um sal\u00e3o bem iluminado, todo resplandecente de dourados, de donzelas elegantemente vestidas, dirigindo-se mutuamente cumprimentos e cortesias mundanas. A seguir o meu olhar pousou na pobre doente que amparava; em vez de uma melodia, ouvia, de vez em quando, os seus gemidos queixosos (&#8230;). N\u00e3o consigo exprimir o que se passou na minha alma; o que sei \u00e9 que o Senhor a iluminou com os reflexos da verdade, que ultrapassavam de tal maneira o brilho tenebroso das festas da terra, que n\u00e3o podia acreditar na minha felicidade\u00bb.[108]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"146\">\n<li>Contra a tend\u00eancia para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar \u00e0 margem dos outros, o nosso caminho de santifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: \u00abque todos sejam um s\u00f3, como Tu, Pai, est\u00e1s em Mim e Eu em Ti\u00bb (Jo 17, 21).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em ora\u00e7\u00e3o constante<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"147\">\n<li>Por fim, mesmo que pare\u00e7a \u00f3bvio, lembremos que a santidade \u00e9 feita de abertura habitual \u00e0 transcend\u00eancia, que se expressa na ora\u00e7\u00e3o e na adora\u00e7\u00e3o. O santo \u00e9 uma pessoa com esp\u00edrito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. \u00c9 algu\u00e9m que n\u00e3o suporta asfixiar-se na iman\u00eancia fechada deste mundo e, no meio dos seus esfor\u00e7os e servi\u00e7os, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contempla\u00e7\u00e3o do Senhor. N\u00e3o acredito na santidade sem ora\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o se trate necessariamente de longos per\u00edodos ou de sentimentos intensos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"148\">\n<li>S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz recomendava que se procurasse \u00abandar sempre na presen\u00e7a de Deus, seja ela real, imaginada ou unitiva, conforme o permitam as obras que estamos a realizar\u00bb.[109] No fundo, \u00e9 o desejo de Deus, que n\u00e3o pode deixar de se manifestar dalguma maneira no meio da nossa vida di\u00e1ria: \u00abprocura que a tua ora\u00e7\u00e3o seja cont\u00ednua e, no meio dos exerc\u00edcios corporais, n\u00e3o a deixes. Quando comes, bebes, conversas com outros, ou em qualquer outra coisa que fa\u00e7as, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu cora\u00e7\u00e3o\u00bb.[110]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"149\">\n<li>Contudo, para que isto se torne poss\u00edvel, s\u00e3o necess\u00e1rios tamb\u00e9m alguns tempos dedicados s\u00f3 a Deus, na solid\u00e3o com Ele. Para Santa Teresa de \u00c1vila, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00abuma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de amizade, permanecendo muitas vezes a s\u00f3s com Quem sabemos que nos ama\u00bb.[111] Gostaria de insistir no facto de que isto n\u00e3o \u00e9 dito apenas para poucos privilegiados, mas para todos, porque \u00abtodos precisamos deste sil\u00eancio repleto de presen\u00e7a adoradora\u00bb.[112] A ora\u00e7\u00e3o confiante \u00e9 uma resposta do cora\u00e7\u00e3o que se abre a Deus face a face, onde s\u00e3o silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no sil\u00eancio.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"150\">\n<li>Neste sil\u00eancio, \u00e9 poss\u00edvel discernir, \u00e0 luz do Esp\u00edrito, os caminhos de santidade que o Senhor nos prop\u00f5e. Caso contr\u00e1rio, todas as nossas decis\u00f5es n\u00e3o passar\u00e3o de \u00abdecora\u00e7\u00f5es\u00bb, que, em vez de exaltar o Evangelho na nossa vida, acabar\u00e3o por o recobrir e sufocar. Para todo o disc\u00edpulo, \u00e9 indispens\u00e1vel estar com o Mestre, escut\u00e1-Lo, aprender d\u2019Ele, aprender sempre. Se n\u00e3o escutarmos, todas as nossas palavras ser\u00e3o apenas rumores que n\u00e3o servem para nada.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"151\">\n<li>Recordemos que \u00ab\u00e9 a contempla\u00e7\u00e3o da face de Jesus morto e ressuscitado que recomp\u00f5e a nossa humanidade, incluindo a que est\u00e1 fragmentada pelas canseiras da vida ou marcada pelo pecado. N\u00e3o devemos domesticar o poder da face de Cristo\u00bb.[113] Sendo assim, atrevo-me a perguntar-te: Tens momentos em que te colocas na sua presen\u00e7a em sil\u00eancio, permaneces com Ele sem pressa, e te deixas olhar por Ele? Deixas que o seu fogo inflame o teu cora\u00e7\u00e3o? Se n\u00e3o permites que Jesus alimente nele o calor do amor e da ternura, n\u00e3o ter\u00e1s fogo e, assim, como poder\u00e1s inflamar o cora\u00e7\u00e3o dos outros com o teu testemunho e as tuas palavras? E se ainda n\u00e3o consegues, diante do rosto de Cristo, deixar-te curar e transformar, ent\u00e3o penetra nas entranhas do Senhor, entra nas suas chagas, porque \u00e9 nelas que tem a sua sede a miseric\u00f3rdia divina.[114]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"152\">\n<li>Pe\u00e7o, por\u00e9m, que n\u00e3o se entenda o sil\u00eancio orante como uma evas\u00e3o que nega o mundo que nos rodeia. O \u00abperegrino russo\u00bb, que caminhava em cont\u00ednua ora\u00e7\u00e3o, conta que esta ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o o separava da realidade externa: \u00abquando me encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas t\u00e3o am\u00e1veis como se fossem da minha pr\u00f3pria fam\u00edlia. (&#8230;) E a felicidade n\u00e3o s\u00f3 iluminava o interior da minha alma, mas o pr\u00f3prio mundo exterior aparecia-me sob um aspeto maravilhoso\u00bb.[115]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"153\">\n<li>Nem a pr\u00f3pria hist\u00f3ria desaparece. A ora\u00e7\u00e3o, precisamente porque se alimenta do dom de Deus que se derrama na nossa vida, deveria ser sempre rica de mem\u00f3ria. A mem\u00f3ria das obras de Deus est\u00e1 na base da experi\u00eancia da alian\u00e7a entre Deus e o seu povo. Se Deus quis entrar na hist\u00f3ria, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 tecida de recorda\u00e7\u00f5es: n\u00e3o s\u00f3 da recorda\u00e7\u00e3o da Palavra revelada, mas tamb\u00e9m da vida pr\u00f3pria, da vida dos outros, do que o Senhor fez na sua Igreja. \u00c9 a mem\u00f3ria agradecida de que fala o pr\u00f3prio Santo In\u00e1cio de Loyola, na sua \u00abContempla\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar o amor\u00bb,[116] quando nos pede para trazer \u00e0 mem\u00f3ria todos os benef\u00edcios que recebemos do Senhor. Contempla a tua hist\u00f3ria quando rezas e, nela, encontrar\u00e1s tanta miseric\u00f3rdia. Ao mesmo tempo, isto alimentar\u00e1 a tua consci\u00eancia com a certeza de que o Senhor te conserva na sua mem\u00f3ria e nunca te esquece. Consequentemente tem sentido pedir-Lhe que ilumine at\u00e9 mesmo os pequenos detalhes da tua exist\u00eancia, que n\u00e3o Lhe passam despercebidos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"154\">\n<li>A s\u00faplica \u00e9 express\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o que confia em Deus, pois sabe que sozinho n\u00e3o consegue. Na vida do povo fiel de Deus, encontramos muitas s\u00faplicas cheias de ternura crente e de profunda confian\u00e7a. N\u00e3o desvalorizemos a ora\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o, que tantas vezes nos tranquiliza o cora\u00e7\u00e3o e ajuda a continuar a lutar com esperan\u00e7a. A s\u00faplica de intercess\u00e3o tem um valor particular, porque \u00e9 um ato de confian\u00e7a em Deus e, ao mesmo tempo, uma express\u00e3o de amor ao pr\u00f3ximo. Alguns, por preconceitos espiritualistas, pensam que a ora\u00e7\u00e3o deveria ser uma pura contempla\u00e7\u00e3o de Deus, sem distra\u00e7\u00f5es, como se os nomes e os rostos dos irm\u00e3os fossem um dist\u00farbio a evitar. Ao contr\u00e1rio, a verdade \u00e9 que a ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais agrad\u00e1vel a Deus e mais santificadora, se nela procurarmos, atrav\u00e9s da intercess\u00e3o, viver o duplo mandamento que Jesus nos deixou. A intercess\u00e3o expressa o compromisso fraterno com os outros, quando somos capazes de incorporar nela a vida deles, as suas ang\u00fastias mais inquietantes e os seus melhores sonhos. A quem se entrega generosamente \u00e0 intercess\u00e3o, podem-se aplicar estas palavras b\u00edblicas: \u00abEis o amigo dos seus irm\u00e3os, aquele que reza muito pelo povo\u00bb (2 Mac 15, 14).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"155\">\n<li>Se verdadeiramente reconhecemos que Deus existe, n\u00e3o podemos deixar de O adorar, por vezes num sil\u00eancio cheio de enlevo, ou de Lhe cantar em festivo louvor. Assim expressamos o que vivia o Beato Carlos Foucauld, quando disse: \u00abLogo que acreditei que Deus existia, compreendi que s\u00f3 podia viver para Ele\u00bb.[117] Na pr\u00f3pria vida do povo peregrino, h\u00e1 muitos gestos simples de pura adora\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, quando \u00abo olhar do peregrino pousa sobre uma imagem que simboliza a ternura e a proximidade de Deus. O amor det\u00e9m-se, contempla o mist\u00e9rio, desfruta dele em sil\u00eancio\u00bb.[118]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"156\">\n<li>A leitura orante da Palavra de Deus, \u00abmais doce do que o mel\u00bb (Sal 119\/118, 103) e \u00abespada de dois gumes\u00bb (Heb 4, 12), consente de nos determos a escutar o Mestre fazendo da sua palavra farol para os nossos passos, luz para o nosso caminho (cf. Sal 119\/118, 105). Como justamente nos lembraram os Bispos da \u00cdndia, \u00aba devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Palavra de Deus n\u00e3o \u00e9 apenas uma dentre muitas devo\u00e7\u00f5es, uma coisa bela mas facultativa. Pertence ao cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 pr\u00f3pria identidade da vida crist\u00e3. A Palavra tem em si mesma a for\u00e7a para transformar a vida\u00bb.[119]<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"157\">\n<li>O encontro com Jesus nas Escrituras conduz-nos \u00e0 Eucaristia, onde essa mesma Palavra atinge a sua m\u00e1xima efic\u00e1cia, porque \u00e9 presen\u00e7a real d\u2019Aquele que \u00e9 a Palavra viva. L\u00e1 o \u00fanico Absoluto recebe a maior adora\u00e7\u00e3o que se Lhe possa tributar neste mundo, porque \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo que Se oferece. E, quando O recebemos na Comunh\u00e3o, renovamos a nossa alian\u00e7a com Ele e consentimos-Lhe que realize cada vez mais a sua obra transformadora.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Para Recordar:<\/strong><\/li>\n<li>\u201cSinto sempre a mesma confian\u00e7a audaciosa de tornar-me uma grande Santa, pois n\u00e3o conto com meus m\u00e9ritos, n\u00e3o tenho nenhum, mas espero naquele que \u00e9 a Virtude, a pr\u00f3pria Santidade\u201d. (Santa Teresinha do Menino Jesus)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>\u201cDevemos suplicar ao Senhor que aumente o esp\u00edrito de santidade na Igreja e nos envie novos santos para evangelizar o mundo de hoje\u201d. (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>\u201cSe estivermos unidos \u00e0 vontade divina em todas as tribula\u00e7\u00f5es, \u00e9 certo, vamos nos tornar santos e seremos os mais felizes do mundo\u201d. (Santo Afonso de Lig\u00f3rio)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>\u201c\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de todos edificar os demais com uma vida boa, santa e honesta\u201d. (Santa Catarina de Sena)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>\u201cA santidade consiste em estar sempre alegre\u201d (S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>\u201cPara ser santo uma s\u00f3 coisa \u00e9 necess\u00e1ria: estar perto de Jesus\u201d. (Padre Pio)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>\u201cDeixa que a gra\u00e7a do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. N\u00e3o desanimes, porque tens a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo para tornar poss\u00edvel a santidade\u201d. (Papa Francisco)<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>&#8220;Para ser santo n\u00e3o \u00e9 preciso realizar actos extraordin\u00e1rios nem possuir dons excepcionais. \u00c9 simplesmente necess\u00e1rio servir Jesus, escut\u00e1-lo e segui-lo sem perder a coragem perante as dificuldades&#8221;. (Bento XVI)<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00d3, Deus,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Onipotente e Eterno, que pela for\u00e7a do teu Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Santificastes a vida de tantos fi\u00e9is que vos serviram ao longo de todos os tempos e em todos os lugares, testemunhando a vossa grandeza,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Amor e bondade, fazei que, pela poderosa intercess\u00e3o de Todos os Santos,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Que v\u00f3s bem conheceis, cheguemos n\u00f3s tamb\u00e9m \u00e0 gra\u00e7a da vida eterna junto de v\u00f3s,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na companhia de Vosso Sant\u00edssimo Filho Jesus Cristo, Nossa Senhora e Todos os Santos e Santas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Todos os Santos de Deus, rogai por n\u00f3s. Am\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Leitura Espiritual: <\/strong>Bento XVI<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AUDI\u00caNCIA GERAL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro<\/p>\n<p>Quarta-feira, 13 de Abril de 2011<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A santidade<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas Audi\u00eancias gerais destes \u00faltimos dois anos acompanharam-nos as figuras de tantos Santos e Santas: aprendemos a conhec\u00ea-los mais de perto e a compreender que toda a hist\u00f3ria da Igreja est\u00e1 marcada por estes homens e mulheres que com a sua f\u00e9, caridade, e com a sua vida foram far\u00f3is para tantas gera\u00e7\u00f5es, e s\u00e3o-no tamb\u00e9m para n\u00f3s. Os Santos manifestam de diversas formas a presen\u00e7a poderosa e transformadora do Ressuscitado; deixaram que Cristo se apoderasse t\u00e3o plenamente da sua vida que puderam afirmar com s\u00e3o Paulo: \u00abj\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim\u00bb (Gl 2, 20). Seguir o seu exemplo, recorrer \u00e0 sua intercess\u00e3o, entrar em comunh\u00e3o com eles, \u00abune-nos a Cristo, do qual, como da Fonte e da Cabe\u00e7a, promana toda a gra\u00e7a e toda a vida do pr\u00f3prio Povo de Deus\u00bb (Con. Ec. Vat. II, Const. Dogm. Lumen gentium, 50). No final desta s\u00e9rie de catequeses, gostaria ent\u00e3o de oferecer alguns pensamentos sobre o que \u00e9 a santidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que significa ser santos? Quem \u00e9 chamado a ser santo? Com frequ\u00eancia somos levados a pensar ainda que a santidade \u00e9 uma meta reservada a poucos eleitos. S\u00e3o Paulo, ao contr\u00e1rio, fala do grande des\u00edgnio de Deus e afirma: \u00abN&#8217;Ele \u2014 Cristo \u2014 (Deus) escolheu-nos antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo para sermos santos e imaculados diante d&#8217;Ele na caridade\u00bb (Ef 1, 4). E fala de todos n\u00f3s. No centro do des\u00edgnio divino est\u00e1 Cristo. No qual Deus mostra o seu Rosto: o Mist\u00e9rio escondido nos s\u00e9culos revelou-se em plenitude no Verbo que se fez homem. E Paulo depois diz: \u00abDe facto, aprouve a Deus que nele habite toda a plenitude\u00bb (Cl 1, 19). Em Cristo o Deus vivente tornou-se pr\u00f3ximo, vis\u00edvel, aud\u00edvel, palp\u00e1vel para que todos possam beneficiar da sua plenitude de gra\u00e7a e de verdade (cf. Jo 1, 14-16). Por isso, toda a exist\u00eancia crist\u00e3 conhece uma \u00fanica lei suprema, aquela que s\u00e3o Paulo expressa numa f\u00f3rmula que recorre em todos os seus escritos: em Cristo Jesus. A santidade, a plenitude da vida crist\u00e3 n\u00e3o consiste em realizar empreendimentos extraordin\u00e1rios, mas em unir-se a Cristo, em viver os seus mist\u00e9rios, em fazer nossas as suas atitudes, pensamentos e comportamentos. A medida da santidade \u00e9 dada pela estatura que Cristo alcan\u00e7a em n\u00f3s, desde quando, com a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a sua. \u00c9 ser conformes com Jesus, como afirma s\u00e3o Paulo: \u00abAqueles que ele conheceu desde sempre, predestinou-os para serem conformes com a imagem do seu Filho\u00bb (Rm 8, 29). E santo Agostinho exclama: \u00abSer\u00e1 viva a minha vida toda repleta de Ti\u00bb (Confiss\u00f5es, 10, 28). O Conc\u00edlio Vaticano II, na Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja, fala com clareza da chamada universal \u00e0 santidade, afirmando que ningu\u00e9m \u00e9 exclu\u00eddo dela: \u00abNos v\u00e1rios g\u00e9neros de vida e nas v\u00e1rias formas profissionais \u00e9 praticada uma \u00fanica santidade por todos os que s\u00e3o movidos pelo Esp\u00edrito de Deus e&#8230; seguem Cristo pobre, humilde e carregando a cruz, para merecer ser part\u00edcipes da sua gl\u00f3ria\u00bb (n. 41).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas permanece a quest\u00e3o: como podemos percorrer o caminho da santidade, responder a esta chamada? Posso faz\u00ea-lo com as minhas for\u00e7as? A resposta \u00e9 clara: uma vida santa n\u00e3o \u00e9 fruto principalmente do nosso esfor\u00e7o, das nossas a\u00e7\u00f5es, porque \u00e9 Deus, o tr\u00eas vezes Santo (cf. Is 6, 3), que nos torna santos, \u00e9 a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que nos anima a partir de dentro, \u00e9 a pr\u00f3pria vida de Cristo Ressuscitado que nos \u00e9 comunicada e que nos transforma. Afirmando mais uma vez com o Conc\u00edlio Vaticano II: \u00abOs seguidores de Cristo, chamados por Deus n\u00e3o segundo as suas obras, mas segundo o des\u00edgnio da sua gra\u00e7a e justificados em Jesus Senhor, no baptismo da f\u00e9 foram feitos verdadeiramente filhos de Deus e co-participantes da natureza divina, e por isso realmente santos. Por conseguinte, eles devem, com a ajuda de Deus, manter na sua vida e aperfei\u00e7oar a santidade que receberam\u00bb (ibid., 40). A santidade tem por conseguinte a sua raiz \u00faltima na gra\u00e7a baptismal, no sermos enxertados no Mist\u00e9rio pascal de Cristo, com o qual nos \u00e9 comunicado o seu Esp\u00edrito, a sua vida de Ressuscitado. S\u00e3o Paulo ressalta de modo muito forte a transforma\u00e7\u00e3o que a gra\u00e7a baptismal realiza no homem e chega a cunhar uma terminologia nova, forjada com a preposi\u00e7\u00e3o \u00abcom\u00bb: co-mortos, co-sepultados, co-vivificados com Cristo; o nosso destino est\u00e1 ligado indissoluvelmente ao seu. \u00abPelo baptismo \u2014 escreve \u2014 fomos sepultados com ele na morte para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos&#8230; assim tamb\u00e9m n\u00f3s possamos caminhar numa vida nova\u00bb (Rm 6, 4). Mas Deus respeita sempre a nossa liberdade e pede que aceitemos este dom e vivamos as exig\u00eancias que ele requer, pede que nos deixemos transformar pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, conformando a nossa vontade com a vontade de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como pode acontecer que o nosso modo de pensar e as nossas a\u00e7\u00f5es se tornem pensar e agir com Cristo e de Cristo? Qual \u00e9 a alma da santidade? De novo o Conc\u00edlio Vaticano II esclarece; diz-nos que a santidade crist\u00e3 mais n\u00e3o \u00e9 do que a caridade plenamente vivida: \u00ab&#8221;Deus \u00e9 amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele&#8221; (1 Jo 4, 16). Ora, Deus difundiu abundantemente o seu amor nos nossos cora\u00e7\u00f5es por meio do Esp\u00edrito Santo, que nos foi doado (cf. Rm 5, 5); por isso o primeiro dom e o mais necess\u00e1rio \u00e9 a caridade, com a qual amamos Deus acima de todas as coisas e ao pr\u00f3ximo por amor a Ele. Mas para que a caridade cres\u00e7a, como uma boa semente, na alma e nela frutifique, cada fiel deve ouvir de bom grado a palavra de Deus e, com a ajuda da gra\u00e7a, cumprir com as obras a sua vontade, participar frequentemente dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia e da sagrada liturgia; aplicar-se constantemente \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 abnega\u00e7\u00e3o de si mesmo, ao servi\u00e7o ativo dos irm\u00e3os e \u00e0 pr\u00e1tica de todas as virtudes. De facto, a caridade, v\u00ednculo da perfei\u00e7\u00e3o e cumprimento da lei (cf. Cl 3, 14; Rm 13, 10), orienta todos os meios de santifica\u00e7\u00e3o, d\u00e1-lhes forma e condu-los ao seu fim\u00bb (Lumen gentium, 42). Talvez tamb\u00e9m esta linguagem do Conc\u00edlio Vaticano II para n\u00f3s ainda seja um pouco solene, talvez tenhamos que dizer as coisas de modo ainda mais simples. O que \u00e9 essencial? Essencial \u00e9 nunca deixar passar um domingo sem um encontro com o Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isto n\u00e3o \u00e9 mais um peso, mas \u00e9 luz para toda a semana. Nunca come\u00e7ar nem terminar um dia sem, pelo menos, um breve contato com Deus. E, no caminho da nossa vida, seguir as \u00abindica\u00e7\u00f5es estradais\u00bb que Deus nos comunicou no Dec\u00e1logo lido com Cristo, que \u00e9 simplesmente a explicita\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a caridade em determinadas situa\u00e7\u00f5es. Parece-me que esta \u00e9 a verdadeira simplicidade e a grandeza da vida de santidade: o encontro com o Ressuscitado aos domingos; o contato com Deus no in\u00edcio e no findar do dia; seguir, nas decis\u00f5es, as \u00abindica\u00e7\u00f5es estradais\u00bb que Deus comunicou, que s\u00e3o apenas formas de caridade. \u00abPor isso o verdadeiro disc\u00edpulo de Cristo caracteriza-se pela caridade para com Deus e para com o pr\u00f3ximo\u00bb (Lumen gentium, 42). Esta \u00e9 a verdadeira simplicidade, grandeza e profundidade da vida crist\u00e3, do ser santos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eis por que santo Agostinho, comentando o cap\u00edtulo quarto da Primeira Carta de s\u00e3o Jo\u00e3o, pode afirmar uma coisa corajosa: \u00abDilige et fac quod vis\u00bb, \u00abAma e faz o que queres\u00bb. E prossegue: \u00abQuando silencias, que seja por amor; quando falas, fala por amor; quando corriges, que seja por amor; quando perdoas, que seja por amor; haja em ti a raiz do amor, porque desta raiz s\u00f3 pode derivar o bem\u00bb (7, 8: pl 35). Quem \u00e9 guiado pelo amor, quem vive a caridade plenamente \u00e9 guiado por Deus, porque Deus \u00e9 amor. Assim \u00e9 v\u00e1lida esta grande palavra: \u00abDilige et fac quod vis\u00bb, \u00abAma e faz o que queres\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez possamos perguntar: podemos n\u00f3s, com os nossos limites, com a nossa debilidade, tender para t\u00e3o alto? A Igreja, durante o Ano Lit\u00fargico, convida-nos a fazer mem\u00f3ria de uma multid\u00e3o de Santos, ou seja, daqueles que viveram plenamente a caridade, que souberam amar e seguir Cristo na sua vida quotidiana. Eles dizem-nos que \u00e9 poss\u00edvel para todos percorrer este caminho. Em todas as \u00e9pocas da hist\u00f3ria da Igreja, em qualquer latitude da geografia do mundo, os Santos pertencem a todas as idades e a qualquer estado de vida, s\u00e3o rostos concretos de todos os povos, l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es. E s\u00e3o tipos muito diversos. Na realidade devo dizer que tamb\u00e9m para a minha f\u00e9 pessoal muitos santos, n\u00e3o todos, s\u00e3o verdadeiras estrelas no firmamento da hist\u00f3ria. E gostaria de acrescentar que para mim n\u00e3o s\u00f3 alguns grandes santos que amo e que conhe\u00e7o bem s\u00e3o \u00abindica\u00e7\u00f5es estradais\u00bb, mas precisamente tamb\u00e9m os santos simples, ou seja as pessoas boas que vejo na minha vida, que nunca ser\u00e3o canonizadas. S\u00e3o pessoas normais, por assim dizer, sem hero\u00edsmo vis\u00edvel, mas vejo na sua bondade de todos os dias a verdade da f\u00e9. Esta bondade, que maturaram na f\u00e9 da Igreja, \u00e9 para mim a apologia do cristianismo mais segura e o sinal de onde se esteja a verdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na comunh\u00e3o dos Santos, canonizados ou n\u00e3o, que a Igreja vive gra\u00e7as a Cristo em todos os seus membros, n\u00f3s beneficiamos da sua presen\u00e7a e da sua companhia e cultivamos a firme esperan\u00e7a de poder imitar o seu caminho e partilhar um dia a mesma vida bem-aventurada, a vida eterna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos amigos, como \u00e9 grande e bela, e tamb\u00e9m simples, a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 vista sob esta luz! Todos somos chamados \u00e0 santidade: \u00e9 a pr\u00f3pria medida da vida crist\u00e3. S\u00e3o Paulo expressa isto mais uma vez com grande intensidade, quando escreve: \u00abMas, a cada um de n\u00f3s foi concedida a gra\u00e7a na medida outorgada por Cristo&#8230; A uns, Ele constituiu ap\u00f3stolos, a outros, profetas, a outros, evangelistas, pastores e doutores, para o aperfei\u00e7oamento dos santos, para obra do minist\u00e9rio para a edifica\u00e7\u00e3o do Corpo de Cristo; at\u00e9 que cheguemos todos \u00e0 unidade da f\u00e9 e do conhecimento do Filho de Deus ao estado de homem perfeito, \u00e0 medida da estatura completa de Cristo\u00bb (Ef 4, 7.11-13). Gostaria de convidar todos a abrir-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que transforma a nossa vida, para sermos tamb\u00e9m n\u00f3s como pe\u00e7as do grande mosaico de santidade que Deus vai criando na hist\u00f3ria, para que o rosto de Cristo resplande\u00e7a na plenitude do seu esplendor. N\u00e3o tenhamos medo de tender para o alto, para as alturas de Deus; n\u00e3o tenhamos medo que Deus nos pe\u00e7a demasiado, mas deixemo-nos guiar em todas as a\u00e7\u00f5es quotidianas pela sua Palavra, mesmo se nos sentimos pobres, inadequados, pecadores: ser\u00e1 Ele que nos transforma segundo o seu amor. Obrigado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Exame de Consci\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o Inicial<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Senhor Pai Santo, iluminai o meu cora\u00e7\u00e3o com a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo para poder reconhecer com humildade os meus pecados e confessa-los com clareza e arrependimento sincero. Por Cristo Nosso Senhor. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exame:<\/strong><\/p>\n<p>Neguei ou abandonei a minha f\u00e9? Tenho a preocupa\u00e7\u00e3o de conhec\u00ea-la melhor? Recusei-me a defender a minha f\u00e9 ou fiquei envergonhado dela?<\/p>\n<p>Existe algum aspecto da minha f\u00e9 que eu ainda n\u00e3o aceito?<\/p>\n<p>Faltei voluntariamente \u00e0 Missa nos domingos ou dias de preceito?<\/p>\n<p>Disse o nome de Deus em v\u00e3o? Pratiquei o espiritismo ou coloquei a minha confian\u00e7a em adivinhos ou hor\u00f3scopos?<\/p>\n<p>Manifestei falta de respeito pelas pessoas, lugares ou coisas santas?<\/p>\n<p>Recebi a Sagrada Comunh\u00e3o tendo algum pecado grave n\u00e3o confessado?<\/p>\n<p>Recebi a Comunh\u00e3o sem agradecimento ou sem a devida rever\u00eancia?<\/p>\n<p>Fui impaciente, fiquei irritado ou fui invejoso?<\/p>\n<p>Guardei ressentimentos ou relutei em perdoar?<\/p>\n<p>Fui violento nas palavras ou a\u00e7\u00f5es com outros?<\/p>\n<p>Tive \u00f3dio ou ju\u00edzos cr\u00edticos, em pensamentos ou a\u00e7\u00f5es? Olhei os outros com desprezo?<\/p>\n<p>Fiquei vendo v\u00eddeos ou sites pornogr\u00e1ficos? Cometi atos impuros, sozinho ou com outras pessoas?<\/p>\n<p>Estou morando com algu\u00e9m como se fosse casado, sem que o seja?<\/p>\n<p>Se sou casado, procuro amar o meu c\u00f4njuge mais do que a qualquer outra pessoa? Coloco meu casamento em primeiro lugar?<\/p>\n<p>E os meus filhos? Tenho uma atitude aberta para novos filhos?<\/p>\n<p>Gastei dinheiro com o meu conforto e luxo pessoal, esquecendo as minhas responsabilidades para com os outros e para com a Igreja?<\/p>\n<p>Disse mentiras? Fui honesto e diligente no meu trabalho? Roubei ou enganei algu\u00e9m no trabalho?<\/p>\n<p>Cedi \u00e0 pregui\u00e7a? Preferi a comodidade ao inv\u00e9s do servi\u00e7o aos demais?<\/p>\n<p>Descuidei a minha responsabilidade de aproximar de Deus os outros, com o meu exemplo e a minha palavra?<\/p>\n<p>Colaborei ou encorajei algu\u00e9m a fazer um aborto ou a destruir embri\u00f5es humanos, a praticar a eutan\u00e1sia ou qualquer outro meio de acabar com a vida?<\/p>\n<p>Falei mal dos outros, transformando o assunto em fofoca?<\/p>\n<p>Abusei de bebidas alco\u00f3licas? Usei drogas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>Ato de Contri\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu vos ofendi, meu Deus e meu sumo bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a vossa gra\u00e7a, fazer penit\u00eancia e fugir \u00e0s ocasi\u00f5es de pecado. Am\u00e9m!<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong>Ora\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Para terminar o nosso Retiro colhendo dele frutos que permane\u00e7am, rezemos:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo Consolador, concedei-me o dom da fortaleza.<\/em><\/p>\n<p><em>Fortalecei minha alma para superar as dificuldades de cada dia,<\/em><\/p>\n<p><em>os tormentos das persegui\u00e7\u00f5es e as ins\u00eddias do maligno.<\/em><\/p>\n<p><em>Ajudai-me a ser forte em meio \u00e0s fraquezas espirituais,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu seja sinal de Teu amor e bondade.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo de Luz, concedei-me o dom da sabedoria.<\/em><\/p>\n<p><em>Que eu tenha o discernimento necess\u00e1rio para distinguir o mal do bem,<\/em><\/p>\n<p><em>a mentira da verdade, a guerra da paz.<\/em><\/p>\n<p><em>Que Tua santa sabedoria ilumine os espa\u00e7os confusos de minha alma.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo Par\u00e1clito, concedei-me o dom do entendimento,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu compreenda corretamente a vontade do Pai Celestial para minha vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Dai-me entender o pr\u00f3ximo com amor, miseric\u00f3rdia e paz.<\/em><\/p>\n<p><em>Que eu compreenda, com todo meu ser,<\/em><\/p>\n<p><em>o amor de Cristo Jesus por mim e pela humanidade.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Advogado Celestial, concedei-me o dom da ci\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p><em>Que, iluminado pela Tua luz divina, eu compreenda corretamente<\/em><\/p>\n<p><em>os planos de Deus para minha vida, e seja obediente aos ensinamentos divinos.<\/em><\/p>\n<p><em>Sendo assim, um sinal permanente da miseric\u00f3rdia do Mestre Jesus no mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Conselheiro Divino, concedei-me o dom do conselho.<\/em><\/p>\n<p><em>Ilumina meu entendimento, para que eu busque em Deus as respostas para minhas d\u00favidas e inquieta\u00e7\u00f5es humanas e espirituais. Colocai em meus l\u00e1bios palavras que restabele\u00e7am a paz no mundo, e ajudai-me a levar sempre um conselho que devolva \u00e0s almas aflitas a serenidade em Deus.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Divino Esp\u00edrito Santo, concedei-me o dom da piedade.<\/em><\/p>\n<p><em>Que minhas ora\u00e7\u00f5es sejam pontes de amor, que unam meu cora\u00e7\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>de Deus Pai e do Cristo Senhor. Que meu fervor espiritual se renove sempre, para que minha alma frutifique na f\u00e9 e na esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esp\u00edrito Santo, Consolador dos aflitos, concedei-me o dom do temor de Deus,<\/em><\/p>\n<p><em>para que eu tenha sempre frente meus olhos, a bondade divina, e que meus pensamentos, palavras e a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sejam uma ofensa ao amor misericordioso do Pai Celestial. Assim seja!<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <strong>Papa Francisco<\/strong>, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cGAUDET ET EXULTATE\u201d, Sobre o chamado \u00e0 Santidade no mundo atual, Roma, 19.03.2018, In <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html<\/a>, pesquisado em 21.10.2021.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Papa Francisco, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cGAUDET ET EXULTATE\u201d, Sobre o chamado \u00e0 Santidade no mundo atual, Roma, 19.03.2018, In <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html<\/a>. Pesquisado em 21.10.2021.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <strong>Papa Em\u00e9rito Bento XVI<\/strong>, Audi\u00eancia Geral, Vaticano, Roma. 13.04.2011. In: <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20110413.html\">https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2011\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20110413.html<\/a> pesquisado no dia 21.10.2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Chama-se Ato de Contri\u00e7\u00e3o Perfeita a um recurso utilizado quando o penitente est\u00e1 impossibilitado de fazer a confiss\u00e3o sacramental e, para n\u00e3o descumprir o segundo mandamento da Igreja: \u201cconfessar-se ao menos uma vez por ano por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa\u201d, reza fervorosamente uma f\u00f3rmula de Ato de Contri\u00e7\u00e3o, com o firme prop\u00f3sito de receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Retirado do livro \u2018Sou Cat\u00f3lico, vivo a minha f\u00e9, Edi\u00e7\u00f5es CNBB, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o &nbsp; 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